Arquivo mensal: fevereiro 2016

“A ESCOLA NA DEMOCRACIA”. Entrevista a Pedro García Olivo, para o jornal anarquista “El Amanecer”

O anarquista que trabalha para o Estado, dando classes por exemplo, encarna a máxima contradiçom concebível, o cinismo mais vergonzante: nom se engana em absoluto, nom é vítima dumha ilusom, dumha mentira interior (…), pois o sabe tudo, sabe para quem se vende, a câmbio de que se lhe paga, a ignomínia da sua ocupaçom e da sua vida, e segue com tudo adiante…

idea 1 Navigando, navigando, arrivei por azarosos ventos (e porque tinha que chegare) a esta intensa entrevista sobre a escola em democrácia a meu bo amigo Pedro, cabreiro incipiente (ou já nom tanto), mestre da vida e pedagogo transgresor; de-la recolho (e traduzo) a sua resposta a primeira pergunta que versa sobre Universidade e Anarquismo, se bem convido a sua leitura á íntegra (em castelám) nesta ligaçom ao seu blog “Los Discursos Peligrosos”

Sendo a Universidade um campo de concentraçom, onde circulam tanto amos como escravos (académicos e estudantes), estes últimos ainda insistem en recorrer a ela como umha saida ou bem como um ponto de encontro: talheres, foros, encontros, atividades, etc.
Vostede tamém foi partícipe de-la, seja desde o espaço académico de formaçom e mais tarde como um ouvinte (…).
Cabe perguntar-se o seguinte: ¿É válido fazer desde ali um dano ao aparelho educativo e como ve vostede esta enorme contradiçom de seguir recorrendo ou buscando ne-la umha espécie de mobilidade social ou se, prefíre-o, umha espécie de conciezaçom de massas?
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E o mar subiu até Compostela

2 Há quem di que a capital galega tem mar, que o que se passa é que as augas em troques de vir aderidas á superfície terrestre venhem de arriba a baixo e por rachas; mesmo ás vezes venhem paralelas ao cham quanto o vento as arrastra com fúria. Mesmo há quem di que nos dias de muita chuva e vento tem visto velas latinas e redondas envergadas polas ruas de Compostela; mas eu acho que o que virom som paraugas que, com peculiar mestria e perícia, manejam as gentes nativas e mais aquelas que levam bem de anos residindo entre suas vetustas pedras.
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Reflexom ante a Manifa de amanhã: NOM A PRIVATIZAÇOM DO MAR !!!

403_1_2 Já colei antontem umha entrada ao respeito, mas nunca está de mais dar novos argumentos para animar á gente a sumar-se a este protesto e assim recolho dumha rede social este texto (que reverto á minha grafia reintegrata) que parte de individualidades agrupadas como “Negrasombra em defensa do território” que se declaram ao margem de plataformas, seitores, e muito menos de oportunistas políticos á “pesca” de votos:

Em luita polo mar e pola terra, cada vez mais privatizadas e aniquiladas em prol de intereses económicos, queremos unirnos á gente que assim o sinte, que defende á natureza que nos dá de comer, que nos dá de viver, luitar com essa gente que a respeita e que intenta viver em equilibrio com ela.
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Que é feminismo, pergúntas-me, Rita? Feminismo nom es ti

autodefensa Convencido da sua “baixada de bragas” para manter-se na poltrona, andava eu estes dias a dar-lhe voltas sobre se escrever algo da pantomima da Rita Maestre no juízo por se manifestar contra da celebraçom de atos religiosos numha universidade pública que, por definiçom, é aconfessional, o que deveria estar proibido; pero mira por donde fum dar com o blog “Akerritas” que se autodefine como “médio de expresom do Grupo Akerra. Nosso leit motiv é o feminismo bruto. Mentes débeis, abster-se” e esta sua entrada que encaixa perfeitamente nos meus parámetros e que traducim e colo:

O juízo á vicealcaidessa do Concelho de Madrid por Podemos, Rita Maestre foi um exemplo mais da polarizaçom da opiniom gerida polos meios de comunicaçom de massas. Tanto defensores como detractores mantiveram e mantenhem opinions que nom deixam de ser pura reductio ad absurdum. Em definitiva, nom se trata de falar do que fala, como dizia Agustín García Calvo, senom de encher minutos de falsos informativos ou páginas de falsos jornais.
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Os macabros contos dos irmãos Grimm

A “conto” das múltiples barbaridades escutadas polas opinólogas de qualquer caste com o galho de buscar argumentos para justificar a detençom de dois titeriteiros, quero colar esta entrada que atopei no blogue “ovejas eléctricas” e que adico a toda essa gente que se escandalizou pola temática da obra “Dom Cristobal e a Bruxa” por considera-la nada apropriada para crianças; quanto menos que saibam de onde venhem as histórias acarameladas dos contos mais famosos, agora em possessom da factoria Disney que lhes deu um seu toque misógino, racista e conservador e umha farsa e insulto cara a inteligência humana e os Direitos Humanos, tal como o desmontam na web Lennon

776px-franz_juttner_schneewittchen_6 Os irmãos Grimm, Jakob e Wilhelm, figéram-se soados polos seus contos infantis como Brancaneves, A Cincenta, Hänsel e Gretel, Rapunzel, A Bela dormente ou Joam sem medo. Com tudo, nom forom os autores destas histórias senom que se limitarom a recompilar contos da tradiçom oral alemá, destinados ás pessoas adultas mais que ás crianças pola sua violência e contido sexual.
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Oceanos: mais plástico que peixes em 2050

Caso que se precisem mais evidências sobre a extraordinária capacidade do ser humano em destruir o planeta, considerade isto: se continuarmos na mesma toada, em 2050 os oceanos conterám mais plástico do que peixes.

tartarugaMarta, umha das minhas sobrinhas, nascida e residente em Tenerife, a ilha de maior tamanho do arquipélago das Canárias, é umha apaixonada da fauna marinha, entroutras suas qualidades. Veterinánia de profissom e devoçom, no vrão passado estivera em práticas de coidadora e recuperadora de tartarugas marinhas e déra-nos, á família que nos reuniramos lá por mor dumha boda, umhas moi sábias leçons de como os plásticos, que tanto usamos e dos que tam alegremente nos desfazemos, ocasionam grandes males nos organismos destes e doutros animais marinhos como os cetáceos (baleas, golfinhos, calderons,…) .

A ingestom acidental de plásticos provoca a morte de miles de tortugas e mamíferos marinhos cada ano porque estes animais os digierem ao confudi-los com medusas (um dos alimentos favoritos das tartarugas) ou bem causam-lhes outros problemas porque, como a tartaruga da foto, enredám-se com eles.
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Progama rádio “A Pirataria na historia e a realidade de Somalia”

chappate-piratas Colo acá um dos programas que baixo o pseudónimo de Comochoconto figera na rádio Kalimera lá polo mês de fevereiro do ano 2010 quando a temática da pirataria em Somália estava de moda nos falsimédios.

Aproveito para anúnciar que, em breves, este menda voltará a fazer rádio na Kalimera, mantede-vos atentas ao dial 107.9 da fm.


Se queres podes descarga-lo clicando acá

Textos próprios e outros extraidos de:
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Sábado 27 ás 11:30′ na Alameda de Compostela Manifestaçom NOM A PRIVATIZAÇOM DO MAR !!!

Dibujo3 Pese a que a conselheira de Mar da Junta da Galiza vem de recuar e retirar o borrador da lei de Acuicultura, segue havendo razons abondo para, além desta reivindicaçom estrela do protesto, seguir adiante com a convocatória do protesto convocado polas confradías galegas «a prol do sector do mar», como reza o lema oficial da convocatória.

Eu na realidade nom me fio do anúncio da conselheira e mesmo poida ser que só o solta-se para desmobilizar a protesta e para desconfiar ai temos o ejemplo da prórroga a ENCE depois de dizer desde o governinho galego que no PPdeGa eram favoráveis a translada-la.

Colo tamém o seguinte vídeo de denúnica que recolhim dumha rede sócial onde fala-se do que com a lei de acuicultura do PP previam fazer coas nossas rias e mares e dois cartazes que vam na mesma linha: Continuar lendo

Nom, Alejandro Sanz nom detivo umha agressom machista

Recolho, traduzo e colo este artigo de Lidia Infante publicado (em castelám) na web “Locas del Coño”:

“Caro” Alejandro Sanz,

alejandro-sanz-sirope-album-3 Recém fazia-se viral a notícia de que, no meio dum concerto, viches a um home pegar á sua mulher, paraches de cantar e encaráches-te com el. E eu nom mo creio.

Nom me creio nada. Nom me creio o teu torpe lavado de cara. Nom me creio que, cos focos na cara e a adrenalina do concerto viras umha agressom machista e saltase o justicieiro feminista que levas dentro. Nom mo creio.

“Nom suporto que se maltrate a ninguém e menos a umha mulher”. A ver, Alejandro, isso que acabas de fazer chámase sexismo benevolente. Esse “ás mulheres nom se lhes pega” lémbrame perigosamente a aquel vídeo súper machista duns nenos aos que se convidava a pegar a umha mulher e nom o faziam por que “ás mulheres nom se lhes pega nem com umha flor”. Esta estrutura nom ataca ao patriarcado, perpetúao. Nom se está fazendo umha crítica á agressividade na masculinidade hegemónica, aos mitos do amor romántico, nem aos roles de género. Está a pretenderse proteger á mulher desde a ideia de que é débil e inferior.
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Ada Colau rende graças á Monarquia espanhola e ao Capital

Envia suas forças armadas contra “manteiras” e solidárias para proteger o gram negócio do “Mobile World Congress”, a feira mundial dos telemóveis

Cbwy-EJW8AE7HouAda Colau para muitas votantes podemitas do estado, vinha sendo o ejemplo da alcaidessa que rachava os moldes do que se pode fazer desde o “Poder”. As suas declaraçons aos média saindo na defessa da gente cultureta criminalizada polo governo central e mesmo promovendo atos culturais rupturistas deu-lhe certa fama de atrevida e de rachar moldes mesmo estando sentada na sua cadeira de mando.

Mas quando chega a hora da verdade, demonstra ser igual que seus antecessores no mando e que seus contrincantes na luita eleitoral, sendo quem de despregar as suas forças repressivas para evitar que os grandes capitalistas do negócio dos telemóveis, na sua festa de benvida ao evento com presência do rei das espanhas, Felipe VI, nom tiveram que suportar a incomoda presência de negratas, sudacas e pakis com suas mantas cotrosas, e das incívicas solidárias que as incitam a organizar um protesto no dia mais importante de submissom ao Capital desde que Ada chegou ao ordeno e mando.

E assim recolho e traduzo do jornal catalá “La Direct” parte da crónica dos sucessos deste domingo que assinou Jesús Rodríguez com fotos de Àngel García e ampliei com a informaçom de Izquierda Diario (autores da 1ª e 4ª foto)
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