Que é feminismo, pergúntas-me, Rita? Feminismo nom es ti

autodefensa Convencido da sua “baixada de bragas” para manter-se na poltrona, andava eu estes dias a dar-lhe voltas sobre se escrever algo da pantomima da Rita Maestre no juízo por se manifestar contra da celebraçom de atos religiosos numha universidade pública que, por definiçom, é aconfessional, o que deveria estar proibido; pero mira por donde fum dar com o blog “Akerritas” que se autodefine como “médio de expresom do Grupo Akerra. Nosso leit motiv é o feminismo bruto. Mentes débeis, abster-se” e esta sua entrada que encaixa perfeitamente nos meus parámetros e que traducim e colo:

O juízo á vicealcaidessa do Concelho de Madrid por Podemos, Rita Maestre foi um exemplo mais da polarizaçom da opiniom gerida polos meios de comunicaçom de massas. Tanto defensores como detractores mantiveram e mantenhem opinions que nom deixam de ser pura reductio ad absurdum. Em definitiva, nom se trata de falar do que fala, como dizia Agustín García Calvo, senom de encher minutos de falsos informativos ou páginas de falsos jornais.

Quando fai quince anos que nom consumes televisom é mais que probável que as opinions que vertas num debate provoquem miradas perplejas, é moi possível que sintas que o teu interlocutor esteja convencido de que vés dum planeta afastado ou que a tolémia fala por ti porque um discurso á margem dos média empeza a ser inconcibível e incomprensível para a maioria das pessoas que se nutrem destes meios de difusom de propaganda dum ou outro signo, quando nom de todos a um tempo segundo seja a repartiçom da porcentagem de capital do meio em questom.

Sobre Rita Maestre mantivem umha posiçom extremadamente crítica tendo em conta que o meu anticlericalismo e o meu feminismo eram radicais e ficavam fóra de toda dúvida. A minha crítica incidia na covardia agradecida de quem bica o anel do bispo e pede perdom polo que nom há que desculpar-se. Incidia assim mesmo na canalhada e a ruindade que supom para o feminismo reconhecer um delito que, de existir, existe no Vaticano e até onde sabemos Rita Maestre nom é monja e nom deveria aceitar sequera declarar polo que é umha aberraçom jurídica num pais que se chama democrático e que recolhe a blasfémia como delito punível. Maestre, seguramente convencida de que estava moi bem assessorada, vestiu-se de monja (o abrigo era morado nazareno para mais sinais), prescindiu da maquilhagem e de todo ornamento e acudiu aos tribunais contrita e modosinha como boa moça que é a pedir desculpas por um pecadinho de mocidade irreflexivo pero que nunca buscou ofender aos católicos que ocupam por conta do erário público cham universitário em Madrid e em toda Espanha.

Rita Maestre e os seus colegas sabem que Manuela Carmena nom aguantará a legislatura, que tirará a toalha farta de bregar com ninhatos e ninhatas que actuam sem orde nem concerto, sem conhecemento e sem conciência política. Para algo o divino dedo do Gram Temoneiro podemita colocou-na no número dous. Quando falhe Carmena, independente, quedará Rita Maestre, de Podemos e do á dura como alcaidessa de Madrid sem que nenhum a votara, como no seu dia foi alcaidessa Ana Botella quando ao alcaide chamáron-no a destinos mais elevados em Moncloa.

Que em Podemos exista umha alarmante quantidade de parelhas sentimentais ocupando cargos e copando órganos de decisom, é algo do que poderiamos falar por extenso, pero aqui quero fazer fincapé noutro assunto e é que Rita Maestre, por relevância mediática, é um epítome perfeito do feminismo contra o que as feministas temos o dever moral de luitar: o feminismo de quotas que nos concedeu um Estado paternalista para eliminar a presom social que o verdadeiro feminismo deveria exercer contra esse mesmo Estado que reparte quotas graciosamente, quotas que venhem ocupar nom as mais aptas, senom as melhor colocadas salvo honrosas excepçons que deixam de se-lo por aceitar este estado de coisas.

Graças á política de quotas há mulheres na política, si. As anarquistas sentimos encantadas de saber que Esperanza Aguirre chegou ao poder, que Ángela Merkel está a montar-se o seu IV Reich, que Christine Lagarde considera que as pobres da sua idade sobram e esperamos ansiosas o dia que peda, num arranque de sinceridade, a eutanásia para as pobres. Aplaudimos tolas de alegria vendo a Rita Maestre arrastrar-se ante juíces e curas com tal de que nom lhe quitem a poltrona que lhe tocou por quotas, corrémo-nos do gosto com ver a Rita Barberá tam poderosa e tam chula, celebramos como umha vitória de todas o aniversário do advenimento de Margaret Thatcher, saltamos e vitoreamos a Cristina Cifuentes quando mandava aos cans de presa a deter a Alfon e a machucar Bukaneros e “rojos” em geral e agora que a vemos de presidenta da Comunidade de Madrid a alegria é eufória, como quando escuitamos a Ada Colau culpar aos trabalhadores do metro das desgraças económicas da empresa tendo em conta que se considera que Amancio Ortega e proximamente a sua filha, som heróis nacionais que sacam da miséria a miles de crianças do Terceiro Mundo ao dar-lhes trabalho em Indonésia ou Brasil. Persoalmente, o dia que o Santander passou a mans de Ana Patricia Botín quitei a rolha dum cava para celebrar o triunfo do feminismo que supunha tal evento.

Que Rita Maestre seja parelha de Íñigo Errejón e membro do núcleo duro de Iglesias nom tem nada que ver, assim como consideramos que rebentar assembleias de críticos do partido em defensa das teses (mais bem directrices) do seu companheiro e amigo é algo moi democrático e digno. Que se comportou da forma mais despreciável em termos de competitividade paréce-nos marabilhoso: isso é o que buscava e conseguiu o sistema introducindo as quotas polas que ricas, apadrinhadas, oportunistas e morros adquirem umha poltrona que se exibe como evidência de modernidade e câmbio. Ai temos á oligarca Bescansa (“Olá, som Carolina Bescansa e som mulher”). Que mentres, esse mesmo sistema mire cara a outro lado mentres morrem assassinadas mulheres por causa do terrorismo machista sem que vejamos que estas emponderadas mulheres movam um dedo por cambiar leis insuficientes e mecanismos que nom funcionam fai-nos sospeitar que podemos chama-las cúmplices. E empezamos a pensar que há que fazer um uso correcto da linguagem. Se tês a oportunidade, a posiçom, os médios e nom atuas, es cúmplice. Chóra-lhe ao bispo se nom che gosta que cho digamos, querida Rita.

A questom é como segue e nom há mais: Ou se é feminista ou nom se é. Se se é feminista esíge-se tudo porque tudo é o que se nos negou historicamente. Nom queremos migalhas, queremos justiza. Nom queremos paternalismo, exigemos o que nos corresponde e querémo-lo já. Nom nos ides a seguir comprando com trinta moedas para vender ás nossas irmás. Se matam a umha, sairemos todas e se nom se nos escoita exporémo-nos seriamente fórmulas alternativas que incluam a autodefensa. Se nessa tesitura Rita Maestre píde-nos calma e moderaçom, que se aparte porque ela tamém será arroiada e declarada INIMIGA.

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