Arquivo mensal: março 2016

Bruxelas: Os Cavaleiros do Próprio Apocalipse x Mário Maestri

72muslimvirgins2 Falando estes dias com um bo amigo saiu o tema dos motivos dos atentados em Bélgica; ele surpreendia-se de que gente próxima e de pensamento anarquista achacava como razom fundamental o extremismo religioso e o feito de que a religiom muçulmana prometera setenta e duas virgens no paraíso aos heroes suicidas que se figeram explosionar umha bomba. Umha visom que os mesmos falsimedios compartilham e mesmo os neo-nazis xenófobos utilizam de argumento.

Ambos compartilhavamos umha visom muito mais compleja do “problema” e além essa teoria religiosa nom nos explica á existência de mulheres suicidas (carentes dos direitos a esses prázeres paradisíacos) nem a evidência de que os supostos autores dos atentados de Bruselas gostavam de festas com alcol (algo totalmente proibido na religiom muçulmana e que é um feito contrastado e constatado que se repite entre os acusados como culpaveis de outros atentados com sona cometidos no mundo ocidental). Mesmo concordávamos em que havia que analisar outros aspectos, como o feito de que os suicidas eram nascidos em Bélgica ou as guerras de ocidente contra os lugares de origem das suas famílias desde tempos imemoriais, remontándo-nos mesmo ás cruzadas e por suposto ao clima de desigualdade social e económico criado polo capitalismo inumano no que nos vemos imersos.

Hoje, navigando pela rede, atopei no Diário Liberdade este artigo assinado por Mário Maestri historiador nascido no Brasil e que estivera vivendo em Bélgica como refugiado político e, depois de lê-lo com acalma e atençom, considerei de muito interés dar-lhe pulo neste blogue, notanto porque sua analise concorde em muitos aspectos no que meu colega e mais eu baralhamos esse dia, senom pola sua claridade de expressom e analise. Assim que aqui o deito, tal qual:

Bruxelas: Os Cavaleiros do Próprio Apocalipse

Cheguei em Bruxelas, em janeiro de 1974, refugiado da ditadura brasileiro, em 1971, e, a seguir, do golpe chileno, em 1973.

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Orgulho de ser Anarquista!! Por um mundo sem fronteiras

romper todas as fronteras Em tanto governos títeres e seus vozeiros “bem pagados” dos média seguem os ditados e a lógica dos vendedores de armas e dos criadores das guerras e dos grupos terroristas buscando fomentar o ódio á diferente, á estranha, á estrangeira; estám a surdir nalguns dos paises com fronteiras pechadas ás imgrantes e refugiadas, diversas iniciativas promovidas por anarquistas para tentar derrubar valos e cercas e permitir o acesso de quem as queira cruzar e arriscándo-se a ser detidas e encirradas por incumprir as leis que advogam por fechar as fronteiras as pessoas em tanto as mercadurias (as armas entre elas) tenhem passo livre.
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Memórias dum libertário de Moanha x Carlos C. Varela – Jornalista preso

Colo do Sermos Galiza esta analise de Carlos sobre o livro da editora Corsárias de Luis Pérez Álvarez, Memorias. Mi testamento humano y social:

55bf41053f4c1-memori Luis Pérez Álvarez, Nacidas, marinheiro de Moanha, vai escrever as suas memórias em 1983, quando parecia que já não ia voltar o fascismo, mas tampouco o reconhecimento aos que o combateram. Ciente de que pairava a ameaça da amnésia, Nacidas vorca no papel os recordos da sua vida na militancia, repressão e cárcere, em forma de testamento vital que legar aos seus netos. Agora o projeto Nomes e Voces e o grupo de investigação HISTAGRA compartem com o público estas Memorias. Mi testamento humano y social (1), custodiadas até o momento pola família de Luis Pérez. Deu-no ao prelo a editora independente Corsárias e imprimiu-no –o autor havia de gostar de sabe-lo- uma cooperativa, a Sacauntos. O texto anotou-no o historiador Dionísio Pereira, e acompanha-se de dous estudos introdutórios de gente da HISTAGRA, mui úteis para uma boa receção deste tipo de documentos, pois advertem-nos de varios fenómenos habituais: o salto geracional duma memória antifranquista que se transmitiu de avôs a netos; o injusto desprezo que se tem feito do medo dos sobreviventes, oculto tras a idealização dos que mataram; e a abundancia das “histórias de clemência” que figerom desaparecer a figura dos carrascos.

Memória da potencia
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O mundo em guerra.

PRUEBA_PORTADA_otan-copy Como já contara, estas feiras fum-me buscar aventuras á «Ville lumière», Paris. O que nom aguardava nem entrava nos meus planos foi estar apenas a hora e meia em coche dos atentados em Bruselas supostamente cometidos polo ISIS; se bem nom me causou sorpresa dado que estamo-nos habituando a tais ataques. Como dijo a minha nai, umha das viageiras: “isso se passa no mundo todos os dias”, e nom lhe falha razom; de feito ontem mesmo morriam mais pessoas que em Bruselas no atentado suicida perpetrado num parque da cidade paquistanesa de Lahore, a maioria mulheres e crianças; pero isso só ocupa um espaço bem pequeno nos nossos falsimédios; a fim de contas som coisas alheias a nossa condiçom de membros do primeiro mundo.

O primeiro que me chamou a atençom ao pisar cham francês foi ter que suportar estoicamente a presência de militares vigiando em exclusividade a chegada dum aviom de «low cost» procedente de Madrid na recolhida das equipagens: vários uniformados equipados com fusis de assalto e umha outra levando consigo um cachorro de cam que se me achegou por detrás em mais dumha ocasiom olisqueando o meu cu; se bem a militar ao seu cárrego retirou-no repetidamente da minha proximidade, suponho que, se eu nom reagira fazendo-lhe risas ao animal e se nom peiteara canas, igual me teriam feito passar por um trámite muito pior, pese a que, por suposto, ia limpinho de qualquer substância perigosa. E assim sem mais em autocarro até Paris quando caia o dia e a noite iluminava as suas ruas.
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Eu me acuso!! A minha auto-imputaçom de participar na Okupa de Palavea em A Corunha – Concentraçom mércores 30 ás 20hs. no Obelisco

12885989_1586107818378803_4052564006008124047_o Som culpável de ter acodido a diversos atos organizados polas minhas compas corunhesas envolvidas nesse projecto que deu vida ao bárrio do extra-urbano corunhes de Palavea.

Mesmo som culpável de co-organizar eventos solidários com projectos sem ánimo de lucro de ámbeto compostelá como a desaparecida Bibliteca Anarquista “A Ghavilla” ou de ámbeto galego como a revista anarquista “Abordaxe” e mesmo de colabourar em outros com fins totalmente altruistas como o Tatto Circus, onde o recaudado foi parar integramente ao pecúnio de pessoas presas.

Tamém som culpável de aplaudir todas as suas iniciativas e de dar-lhe pulo ás suas convocatórias, como as empreendidas para goce e desfrute das crianças desse bairro.

E sem dúvida som gravemente culpável de ter desfrutado desse espaço solidário durante os seus case 3 anos de plena efervescência cultural e festiva.
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Palestra “Problemática da aquicultura na Galiza” esta quinta-feira, joves 31 às 20.30h no CS O Pichel

230202_1691868281083566_889604196728922333_nAs minhas compas da Associaçom Negra Sombra que luita polo mar e pola terra e que nasceu para unir-se à gente que sente a neccesidade de reivindicá-la, que defende a natureza que nos da de comer, que da de viver, em equilíbrio e junto com um membro de Adega exporám as suas visons sobre a problemática da aquicultura na Galiza, e sobre o que pode significar a temporal derogaçom da conhecida “Lei de Aquicultura” para estarmos informadas sobre as consequencias ambientais que esta teria.

Inés, trabalhadora do mar, membro de Negra Sombra falará-nos contra os interesses económicos que só favorecem a grandes empresas com escassos postos de trabalho, sendo a consequência do sistema capitalista neoliberal e da sua corruçom política.
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A voltas com o machista Luciano Méndez, professor da USC e seus “laureados compinches”

30 Temia-me muito que a minha volta de feiras a situaçom criada por este energúmeno machista ia seguir inamovível no mundo corporativista da USC, mas errei, e nom porque houvera movemento de fichas para desalojar a este elemento da USC, que “nasti de plasti”, senom que agora venhem a sair á palestra dos falsimédios espanhois feitos na Galiza, uns homes que se dim escritores (mesmo um sempre assina dando fe dos seus prémios literários) e que venhem a criticar a valente açom levada a cabo polas estudantes do grado de Género, Igualdade e Educaçom, do que dim conta nesta minha bitácora.

Um de-les, o mais avesso, começa a sua crónica dándose-lhas de inimigo do machismo: “A mis dos hijas día tras día las empujo a luchar por su dignidad, muy por encima de cualquier otra virtud” e mesmo critica a atitude do professor para depois pôr a feder ás estudantes que se atreverom a cantar-lhe as quarenta ao macho com umha jaculatória que da cambadelas ás suas proprias filhas depois de empurra-las, e cópio (sic): Continuar lendo