As minhas vizinhas: As Cegonhas

10422198_979785355410059_7328023186187699330_n《Hoje tocou baixar do campanário da igreja o corpo sem vida dumha pobre cegonha que intentava fazer seu ninho, pero para evita-lo pugerom uns terríveis ferros em ponta, ela intentou-no pero numha das baixadas cravou-se os ferros. Séculos aninhando nos campanários e agora tamém há a quem lhes molesta …….com a Igreja temos topado….》

[Foto e texto (traduzido) de Pilar, vizinha de Navalmoral, Extremadura, onde há uns dias retiraram o cadáver da pobre cegonha da igreja donde colocaram pinchos para que nom aninharam. Nesta época do ano estám de criança].

Nom há cegonhas em Compos, mas sim na Galiza, e cada ano em maior medida e poida que pronto as tenha de vizinhas de bairro (agora as mais cercanas som quatro ejemplares que se repartem entre os concelhos de Santiso e Melide) pois, segundo dados recéns, 253 parelhas de cegonhas-brancas (“Ciconia ciconia”, tamém chamadas comuns) vissitam estas terras para fazer seus ninhos quando em 1995 só vinham 59.

Igual este incremento se deva a que venhem fugindo da fúria desatada por membros da igreja católica de Castilla y León que estám em plena campanha contra a presência dos ninhos das cegonhas nos campanários dos seus edifícios sob o economicista argumento de que estes curiosos animais e seus ninhos convertírom-se num “grave problema de conservaçom” segundo palavras de Miguel Ángel Barbado, encarregado de património das 11 dióceses de Castilla y León que reconhece contar com o apoio do Governo regional, de tal jeito que, segundo suas próprias contas, a “Consejería de Medio Ambiente” desta comunidade reconhece ter permitido desmontar case 300 ninhos neste curso, tudo um recorde, um triste recorde.

Assim entre uns e outros, nesta guerra aberta declarada contra ás cigonhas, governantes do cívil e do eclesiástico, saltám-se todas as normativas vigentes em quanto á proteçom especial que tenhem estas aves e seus ninhos, dado que quitar um ninho de cegomha está proibido e require umha autorizaçom medioambiental específica pensada para casos excepcionais, e sempre e que se constatem “efeitos perjudiciais para a saúde e seguridade das pessoas” (nom sendo este o caso) e sempre que nom haja “outra soluçom satisfatória” (resulta evidente que nem se buscou).

82124563.gG4C6ha2.Ooievaar2 Pola sua conta a “Sociedad Española de Ornitología” denúncia que o despejo de cegonhas devia ser ocasional mas “esta-se a converter numha situaçom geralizada dado que as retiradas soem ser concedidas automáticamente” . Nicolás López-Jiménez, responsável de Espécies Ameaçadas da SEO, contrapom que a proteçom da que gozam as cegonhas “nom é um capricho ou cousas dos ecologistas. A legislaçom o ampara e é umha obriga”. Refíre-se á diretiva europeia sobre aves e a Lei de Património Natural e Biodiversidade, que estabelece a proteçom da cegonha-branca, seus polos e seus ninhos e proibe a su manipulaçom destes e só no caso de que causem danos nalgum edifício ou estrutura, seriam os técnicos medioambientais os únicos autorizados para sua retirada. “Igual que há um património cultural há um património natural”. López-Jiménez entende que “se há um risco para a seguridade retire-se o ninho, assegure-se e pode-se volver a colocar” e sublinha: na lei proíbe-se captura-los, persegui-los ou molesta-los.

Istos feitos sumam-se ás repetidas batidas que sofrem as cegonhas em Catilla y León, a mais recém foi o assassinato de 6 parelhas nos seus ninhos em Vegas del Condado e na Devesa del Curueño, onde segundo as primeiras investigaçons do SEPRONA as aves forom abatidas o sábado 20 de fevereiro pola noite e ao parecer por mais dumha pessoa, com escopetas de caça minor.

As matanças destas cigonhas é especialmente grave, já que coincide com a época reprodutora da espécie, que começa com o cortejo das parelhas e a construçom do ninho, e remata a mediados do vrão, quando a derradeira criança abandone seu berço.

storks+ O especial carinho e coidado com as que estas aves tratam as suas crias deu lugar ao antigo mito, património de numerosas culturas, polo que se relaciona ás cigonhas com o nascemento dum novo ser humano. Assim, os povos germánicos críam que era a enveja dos deuses e era veneradas como pájaros sagradas, e outras fábulas mesmo as consideravam quem de conjurar o lume e de possuir virtudes curativas. Na Antiga Grécia eram respeitadas até o ponto de considerar um crime matar umha de-las e na Roma era sagrada dado que se lhas cria protetora das mulheres, o parto e as recém nascidas. Na Idade Meia pensava-se que as almas das crianças nom natas estavam resguardadas nas zonas húmidas, lugares frequentadas pola cegonha, o que alimentou a lenda. Além, ao ser animais migratórios o seu regresso sempre anúncia a primavera e com elo o nascimento de toda classe de vida.

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