As minhas vizinhas: Os “baches”, as fochancas

                                                              Sous les pavés, la plage ! (baixo os lastros, a praia!)

bachemarea Quem, coma mim, tenha costume de botar umha olhada aos jornais “Made in Galicia mas Made em Castelám” para botar umhas gargalhadas mentras tomas um “refrigério” na barra dalgum dos muitos bares desta cidade, levará tempo observando que, nos dois “pseudo-jornais” que tratam assuntos locais abondam, dia si dia tamém, notícias, artigos de opiniom, cartas ao diretor e mesmo campanhas com nomes que tentam ser retranqueiros como a de «Apadrina un bache» dirigidas a que as leitoras enviem fotografias de balde e debalde escolham, mediante votaçom telemática, a melhor fochanca das ruas de Compostela.

Para quem, coma mim, olha estes papeis como quem lê revistas de humor de baixa qualidade (p.e. o decadente “El Jueves”), surpeende-me a quantidade ingente de notícias ao respeito publicadas em ambos “mentideiros” desde que “Compostela Aberta” pretende governar em minoria esta cidade. Caberia perguntar-se em primeiro lugar se nom haverá matérias abondo para desqualificar o novo governinho das “mareadas” como para que o mais comentado nas suas páginas locais seja a situaçom das fochancas nas calçadas, nas beiras e mesmo na Alameda (!!) desde que aposentarom seus cus nas cadeiras munícipes as novas mandatárias. Pareciera que para estas gazetilhas o de “Aberta” sinalara a abrir-se a terra até profundar nos infernos e de ai o tremor a este governo que, aos seus pareceres, se amosou irrespetuoso com as crênças religiosas dos seus amos, as únicas que merecem devoçom e respeito sumo nesta sede apostólica.

bachepp Se bem e atendendo á hemeroteca de ambas publicaçons, isto nom é novidade, pois é um tema tópico e típico destas cortes, ainda que, na altura, semelhara que as fochancas de toda a vida tiveram agora, como alguns organismos peculiares de ecosistemas remotos, o domínio da vida latente, e fossem quem de aguardar durante anos a que chegaram estes tempos melhores para voltar a nascer, rebentar, brotar e agromar belos e radiantes por baixo de tuda superfície banhada em alcatrám (ou em terra pisada); circunstância que os, avisados e/ou avessos pero sempre espelidos, “jornalistos” aproveitam para dar-lhe bombo a tam fatal concorrência e cargar as tintas contra as pérfidas governantes que se amossam estéreis para combater tal manifestaçom vital e pontoal. É como se nos tempos de governinhos de outras façons, estes malditos baches permaneceram ocultos com a magistral sabeduria de quem sabe que é complejo poder sobreviver em tempos nos que mesmo desaparecem provas vinculantes em tramoias e trapaças e operaçons de roubo de bens e quartos públicos a moi grande escala.

Mas serei sincero e devo reconhecer que estes falsimédios ao criar alarma estám na procura de evitar danos nos baixos dos carros que excedem a velocidade máxima em cidade ou, ainda muito mais importante, as escordaduras de nozelhos das pessoas mais importantes que deambulam entre as pedras desta cidade: “guiris”, vissitantes e caminhantes ocasionais; pois como já é notório: tudo quanto seja em benefício da gente alheia a esta cidade, é temática resenhável nestes jornalecos da risa.

bachepsoe Pero se quero nom mentir, devo assegurar que, desde que eu moro nesta cidade de forma permanente (e este ano cumpro 20 anos seguidos, se bem antes já estivera outros 8), sempre houvo “baches”, fochancas, e mesmo profundos buracos e socavons que se faziam (e fam) muito mais evidentes e vissíveis nas zonas opacas desta cidade, nessas áreas que nom pateam pelegrins nem circulam autos de alta gama e baixo chassis; estou-me a referir, claro está, aos bairros, arrabaldes e subúrbios sempre esquecidos por partidistas de umha ou outra cor.

Por mim que retirem o alcatrám e mesmo os lastros e volvam as ruas e os passeios da cidade a ser da terra e que ao tempo desapareçam sobre a sua superfície os veículos a motor e pelegrins em avalancha, para assim retomar a vida como deviera ser: um devagar passeninho e pracenteiro e sem presas por remata-lo. Pero isso nunca o esperarei dum governinho de plácidos cus aposentados em cómodas poltronas. Será por isso que nom voto.
……

Nota.- As imagens que acompanham este texto correspóndem-se a fochancas fotografadas baixo tres mandatários de diferentes façons partidárias: a 1ª é durante o atual mandato de Nogueira de Compostela Aberta, a 2ª durante o mandato do PP com Conde Roa, Currás e Agustín Hernández (recorde de alcaides numha só legislatura) e a 3ª com o PSOE de Bugallo.

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