O mundo em guerra.

PRUEBA_PORTADA_otan-copy Como já contara, estas feiras fum-me buscar aventuras á «Ville lumière», Paris. O que nom aguardava nem entrava nos meus planos foi estar apenas a hora e meia em coche dos atentados em Bruselas supostamente cometidos polo ISIS; se bem nom me causou sorpresa dado que estamo-nos habituando a tais ataques. Como dijo a minha nai, umha das viageiras: “isso se passa no mundo todos os dias”, e nom lhe falha razom; de feito ontem mesmo morriam mais pessoas que em Bruselas no atentado suicida perpetrado num parque da cidade paquistanesa de Lahore, a maioria mulheres e crianças; pero isso só ocupa um espaço bem pequeno nos nossos falsimédios; a fim de contas som coisas alheias a nossa condiçom de membros do primeiro mundo.

O primeiro que me chamou a atençom ao pisar cham francês foi ter que suportar estoicamente a presência de militares vigiando em exclusividade a chegada dum aviom de «low cost» procedente de Madrid na recolhida das equipagens: vários uniformados equipados com fusis de assalto e umha outra levando consigo um cachorro de cam que se me achegou por detrás em mais dumha ocasiom olisqueando o meu cu; se bem a militar ao seu cárrego retirou-no repetidamente da minha proximidade, suponho que, se eu nom reagira fazendo-lhe risas ao animal e se nom peiteara canas, igual me teriam feito passar por um trámite muito pior, pese a que, por suposto, ia limpinho de qualquer substância perigosa. E assim sem mais em autocarro até Paris quando caia o dia e a noite iluminava as suas ruas.

Ao dia seguinte e nada mais sair, a poucos metros da casa onde morei nesse dias junto parte da minha família, lá estavam 3 uniformados armados supostamente qustodiando algum edifício e isso foi dois dias antes dos feitos de Bruselas, se bem á nossa volta á casa já de anoitecida os militares já nom estavam de posse; no entanto a escena de militares armados até as celhas repetia-se por doquier nas ruas e praças parisinas num clima de assentamento e costume tal como aventuravam acertadamente as compas italianas de «Nonostante Milano» no seu livro «Ejército nas ruas»: «será preciso acostumar á gente a ver aos militares patrulhando as cidades, para que ninguém, por mais avezado e/ou aterrado que esteja, arrísque-se a mover um dedo (nem sequer o do meio)».

10356766_1676497112614764_6568655345389422417_n Dois dias depois, o dia dos atentados, a presência passou a ser mais numerosa e durante mais tempo, mesmo nas noites. Nessa manhá ao passar por diante do edifício qustodiado polos militares observamos como um de-les apontava algo numha libreta que nos fijo pensar que nos estavam controlando. Como dizia umha mulher numha canle televisiva «mais que seguridade o que trasmitem é medo» e caseque, coas suas abjetas miradas, fam-te sentir-te culpável; ainda que algum de-les mesmo saudou-nos sorrindo, ainda que suponho que foi a presência da minha nai o que influi ne-lo.

Assim até o dia do nosso regresso polo mesmo aeroporto de chegada, quando a minha nai optou por viajar sem pôr-se seu corselete ortopédico para evitar ser registrada de arriba a abaixo, se bem nom evitou ser palpada por diante e por detrás por umha membro de seguridade e umha minha irmá tivo que suportar que lhe requisaram os queixos que mercara porque poderiam conter explosivos, entanto outra irmá passava os seus sem maior contratempo (???).

Agora por estes lares já falam nossos políticos do desgoverno de ampliar as medidas de seguridade e qualquer dia veremos patear as nossas ruas a militares inexpertos dispostos a disparar contra qualquer transeunte despistado que nom obedeça suas ordes.

E isso fai que estejamos encaminhándo-nos cara um «estado militarizado» onde o terror já nom se sabe de onde provêm e entanto as grandes empresas armamentísticas fam-se de ouro a conta do medo e das guerras.

pdt.- polo demais as feiras forom maravilhosas e divertidas, mas isso nom vou conta-lo nestas páginas.

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