Sada anegada: Inoperância urbanística ou a Vingança dos rios e mares

Domingo_guiti__n_Dominguito-002 Tenho por Sada umha querência especial que nom sinto desse jeito por nenhum outro lugar do mundo, pois, além de ser o lugar de nascimento do meu avó materno, personagem moi querida por mim de quem guardo moi boas lembranças e causa hereditária de que recebera o meu nome; foi o primeiro lugar no que passei um mês de feiras com a minha família e durante dois anos seguidos, algo que nunca poideramos fazer até entom e que sinificou um giro nas minhas percepçons vitais e de relaçonamento quando eu andava nesses anos da pre-adolescência e meus jogos seguiam a ser os dum crio apocado e tímido mas ás vezes tolo que começava a ver as cousas desde outra perspectiva, lá polos anos finais do franquismo.

O primeiro ano foramos a viver esse mes numha casa propriedade duns amigos da família da minha nai ubicada na “calle Mayor” (hoje rua Linares Rivas) e apenas tenho recordos de relaçonamento com a gente nova do lugar, além de ser “apadrinhado” de Domingos, o irmám pequeno dumha boa amiga da minha nai desde seus tempos de crias, fotografo de professom e devoçom (a 1ª foto que acompanha esta entrada é da sua autoria) que me revelara esse fantástico mundo do revelado em branco e negro e que me levava por ahí de excursom ou a ver o Sporting Sada a “La Chaburra”.

foto-de-julio-martc3adnez-c3a1lvarez-la-terraza1Ó ano seguinte fumos de aluguer a unha vivenda ubicada no bairro de “Cantalarrana”, nome certamente onomatopeico ubicado onde as branhas (a direita na foto de Domingos) e eu já andava mais metido na adolescência e figem boas amizades entre as gentes moças que nom eramos nativas e tamém entre algumhas do lugar com quem, na praia das “Delicias”, faziamos honra ao seu nome passando moi grandes ratos de lezer andando ás agarradas entre “locais” e “veraneantes” e a rebolons pola areia nos nossos jogos de amor e guerra com pistolas e metralhetas feitas de travas da roupa (*).

Nesses anos Sada já estava em plena construçom sem tom nem som e em qualquer lugar e as mentes especuladoras já começavam a roubar-lhe terreno ao mar, se bem “La Terraza” ainda era um mirador ao mar e quando era marea alta as aguas eram frenadas polos muros do porto e da avda marítima (hoje nada fica daquilo, além “La Terraza” se bem rodeada de terra e cimento por todas partes).

localidad-corunesa-Sada-Guardia-Civil_EDIIMA20160330_0366_4 Agora, estes dias atrás, viviu-se por primeira vez umha crecida dos rios que, em coincidência, com a marea alta, provocou que case toda esta vila marinheira ficara anegada. Os governantes locais tratam de atopar escusas convincentes e remontam-se a esses anos do urbanismo descontrolado para buscar as causas e sinalam á canalizaçom artificial do rio Maior e outros dous regatos que passam polas Branhas e as abondosas chuvas sofridas junto com a marea alta que taponou a saida do canal da auga ao mar  tras percorrer 250 metros polos subsolos sadenses.

Alguns falsimedios que recolheram estas notícias, tratarom que quitar ferro ao assunto e como que as causas as achacavam a cruzamentos de coincidências e/ou sincronicidade que dar lugar a “Tormenta Perfeita” e mesmo faziam brincadeiras como que Sada sempre quigera ter sido a Venecia galega (??). Ve-se que as cronistas de tam “simpáticos” relatos nom se virom afectadas por nenhuma riada e de ai suas risadas tam falhas de empatia.

56fd0996168a0-sada O arquitecto Carlos Fernández Coto, responsável da iniciativa “Canibalismo urbanístico, tamém chamado Feismo” opina ao respeito em ElDiario.es: “Há cem anos, quando havia umha crecida saia por donde podia, por outros regatos, sem acumular-se; hoje a própria vila de Sada conforma umha barreira que fai o efeito represa e toda a água acumulada só tem um lugar por donde sair: essa canalizaçom do rio que vai por embaixo da rua e dos edifícios; quando coincide umha cheia como a que houvo nestos dias -com tudo quanto choveu- com umha marea alta que impide que se desagüe, se passa o que passou. Ao final chega igual ao mar, pero anega as ruaes, que actuam de canles artificiais”.

E eu nom posso mais que estar totalmente de acordo com esta opiniom, pois bem se sabe que as águas sempre volvem ao seu leito e de ai que se revoltem se as canalizam.

Mas seguirám especuladores e governantes a construir querendo ganhar-lhe terreno ao mar e de ai estas consequências que se bem em Sada som estranhas, bem perto, na Corunha, ano sim ano tamém o mar embrevecido tira com as blaustradas do paseio marítimo e reclama seus direitos.

…………….

1-necitas (*) A efeitos de que querer saber mais sobre como construir estas pistolas e metralhetas de travas, recomendo a leitura desta entrada do blog do genial desenhista J.R. Mora (de quem já tenho “roubado” desenhos para acompanhar minhas opinions)

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2 ideias sobre “Sada anegada: Inoperância urbanística ou a Vingança dos rios e mares

  1. Pingback: Mugardos em luita: Reganosa ilegal !! | ogajeironagavea

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