“A Kalimera, 25 anos na pola” – Minha viagem de ida e volta

crazy_gallina_by_sr_manicomioLá polo ano 1997, recém retornado a Compostela, a minha cidade de acolhida desde meus tempos de estudante, decidim achegar-me á rádio Kalimera (na altura “Rádio Calimero”) co galho de fazer um programa sobre banda desenhada junto a um meu colega que tinha (e tem) amplos conhecementos de manejo da mesa de som e com quem compartilhava o mesmo “vício” cultural; o programa ao que dimos em chamar-lhe “Bandoleiros” e do que eu era a “voz cantante” tivera como tal equipa apenas uns meses de existência, pois se bem tiveramos mesmo saida nas ondas “piratonas” de Vigo (a rádio irmá maior da Kalimera e á que sairamos “cuspidinhos”), o meu colega deixara a rádio por razons laborais; se bem “Bandoleiros” tivera continuidade durante uns meses mais, com câmbio de pessoa na mesa de som, para depois mudar de contido e começar a realizar o programa “Comochoconto” durante mais dumha dúzia de anos, primeiro ajudado pola que, na altura, era minha compa na vida (a mesma que colhera o timom da mesa na 2ª etapa “bandoleira”) e depois já sózinho.

A experiência durante os case 15 anos nos que participara ativamente na Kalimera -além de conhecer a um feixe de gente com a que gardo boas lembranças e, com muitas delas, umha boa amizade- foi magnífica e abondosa e nom vou ponher-me aqui a relatar todas as minhas vivências mas sim manifestar que todas (tanto as moi gratas como as mais desmotivadoras) foram experiências vitais que influirom na minha percepçom do mundo e mesmo na minha personalidade á hora de enfrontar-me a esta pútrida sociedade na que nos tocou viver.

Pois quando acheguei-me á Kalimera ainda rescendiam em mim as minhas aprendizagens marxistas-leninistas nas que as estruturas de ordeno e mando eram estritamente verticais em constante agarda por a chegada dum líder que ia quitar-nos do consumismo capitalista para achegar-nos á bendiçom do paraíso comunista (!!!) e além era a través da cabeçoada e da teimosia como convenceriamos ás incrédulas inhorantes de que a chegada do comunismo era a soluçom a todos os problemas do mundo (quanta ingenuidade!!). Mas na Kalimera, daquelas, abondavam as gentes que se identificavam com o anarquismo, tanto no organizado como no chamado seitor “autónomo” (neste em maior medida em consonância com o movimento que orginou as rádios livres como tais na Itália e que depois extendeu-se polo mundo adiante) e alí aprendim a respeitar as divergências de opiniom e que é melhor para todas tratar de consensuar sem imponher que querer ter sempre a raçom.

campanha_amadrinhaOndas Também conhecim com a Kalimera o mundinho da informaçom alternativa, ou melhor dito da guerrilha contrainformativa, e aos poucos de entrar na rádio já estava implicado na realizaçom dos contrainformativos e desde esse momento é algo que nunca deixei de fazer (mesmo quando decidim apartar-me da kalimera).

Agora, bom já há uns meses, acordei comigo mesmo voltar a fazer rádio porque tinha muitas ganhas de volver a ver-me entre micros, auriculares e cables saindo ao ar e para isso solicitei recular na Kalimera, como nom podia ser dum outro jeito. Os meus cálculos eram começar já a emitir nada mais voltar, mas umha vez mais, a rádio está em situaçom de mudança de local por razons económicas e até dentro duns meses nom estará de novo em condiçons de emitir ao vivo.

edu Se bem a minha participaçom como membro da Kalimera é já, de novo, umha vivência apetecível e grata pois, como em toda mudança abrem-se novas expectativas, conhece-se nova gente e compartilham-se experiências inesquecíveis montanto o novo estúdio no CS do Sar, conhecida tamém com o peculiar nome marinho da “Casa do Peixe”.

Nestes tempos vindouros igual chegam por diversas vias mensagens solicitando apoio económico para renovar a equipa e saldar dévedas pois, por vez primeira, A Kalimera vai pedir quartos á cidadania para acometer a sua continuidade como espaço radiofónico; entretanto podedes ouvir-nos na Fonoteca da nossa pagina web.

Som já 25 anos de rádio combativa na cidade de Compostela, nesse tempo A Kalimera estivo presente num feixe de acontecementos cubrindo as notícias desde um jeito diferente de informar na que as ouvintes som suxeitos ativas e nom meras espectadoras e, ao mesmo tempo, nos seus sucessivos estúdios (eu contabiliço até 8 ubicaçons diferentes das que eu tenha constância) figeram-se um feixe de programas com temáticas diversas e polas que se passarom centos de pessoas (sem exagerar nada).

Eu, entretanto nom haxa microfónes, emissora e antena para lançar a minha voz ao ar, seguirei berrando vigiante desde esta minha gávea.

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