Análise de texto: Feijóo dixit: “Me parece un disparate. (…) Por esa denuncia que afecta a dos o tres pacientes no me parece lógico hacer esa relación”

5714f90359ce3-portesta-no-parlamento-de-fectads-de-hepatite-c Quando na escola nos pediam como tarefa fazer umha análise de texto dumha obra literária eu púnha-me como objetivo ver como zafar do choio, bem pedindo ajuda a algum compa mais versado ou recorrendo a livros dumha coleçom que já incorporava comentários feitos por “especialistas” (na altura nom existia internet nem havia nada similar á web “el rincón del vago”), mas fora como fosse buscava-me a vida para sair do apreto. Quem me ia dizer a mim que, com o passar do tempo, pilharia-lhe o truquinho a fazer comentários sobre o que outra gente di ou escreve e mesmo que criticar a vividores da política e doutras lérias chegara a converter-se num meu “hobby passional”.

Ás vezes as declaraçons desta elite som de tal envergadura criminal que nom é questom de adicar-lhe um simples epíteto como “mete-patas” e esperar umha retificaçom que sempre vai ser a típica “as minhas palavras foram quitadas de contexto e eu nunca quigem dizer isso”.

No caso que hoje analiso nom colhem declaraçons ao chou para sair na defensa dos teus ante a querela por homicídio por imprudência profissional grave e prevaricaçom nas mortes por Hepatite C, como fijo esta semana o nosso presidentinho; estamos a falar de 6 pessoas que morreram na Galiza de Hepatite C em 2014 (*) por nom receber o tratamento médico ajeitado por causa do seu coste económico!!

Umha enfermidade que desde os falsimédios fora “demonizada” porque afeitava a drogaditos e homosexuais, se bem com o passar do tempo tiveram que retificar ao se descobrer que tamém afeitava a hemofílicos e a muitas pessoas que por motivos qualquer tiveram que se fazer transfusons de sangue nos tempos em que a desinfeçom da seringas era a base de alcool e lume.

Evidentemente isso de morrer por nom ter acesso á medicaçom nunca lhe teria passado a Feijóo nem a nenhumha das suas achegadas, porque de seguro que atuariam via expeditiva e saltándo-se o turno e assunto resolto!!!; igual por isso o “amigo dos narcos” atreve-se a inhorar que nom som “dos o tres casos” senom seis, as pessoas mortas pola desídia e a inoperância dos “irresponsáveis” políticos que el mesmo nomeou a dedo.

A lógica á que alude Feijóo é a mesma á que alude o seu sósia argentino, Mauricio Macri, o presidente modelo da democracia sudamericana que recém publicou o seguinte numha rede social:
presidente modelo de democracia de Argentina

Isso é o que lhes preocupa a gente do comum aos “presidentes de governo democráticos”: UMHA MERDA!! e desprezam as suas mortes qualificándo-as e quantificándo-las como “pecata minuta” que nom merece que se arme tanto balbordo, a fim de contas nom morreu ninguém sinificativo.

Eu gostaria de ver a Feijóo cara a cara com Manuel García, que tivo que ver como a sua companheira da vida, Isolina, morria por falha da medicaçom ajeitada e quem denuncia que “á minha mulher matárom-na os recortes, deixárom-na morrer”

Entretanto seguem a negar-lhe a medicaçom ás pessoas presas nos cárceres galegos, e venho de saber que L.G.G. preso em Pereiro de Aguiar, com hepatite C crónica em estádio 4 -a derradeira fase-, tivo que enviar umha queixa para reclamar a medicaçom e por fim recém umha sentência da Audiência Provincial de Ourense resolveu ao seu favor ordenando que se lhe administre, no próprio centro, a medicaçom pautada, sem necessidade dum translado a um cárcere de Madrid, tal e como propom Instituiçons Penitenciárias como condiçom para se fazer cárrego do custoso tratamento.

Para esta gente que nos quere governar todo é questom de quartos, quem é rico é valioso nom terá problemas de conseguir a medicaçom ajeitada, mas quem é pobre nom tem valor algum e tanto tem quantas morram que nem sequer vam-se preocupar de sabe-lo e dirám umha quantidade ao chou porque na realidade importam-lhe, como já digem e repito: UMHA MERDA!!

E ao tempo estes despreciadores da vida da gente do povo, alçam a voz mediática para criminalizar as palavras de Arnaldo Otegui por ter dito que quando ETA matou a Miguel Ángel Blanco estava “en la playa como un día normal” coa sua família porque “no sabía que lo iban a matar ese día”. Eu nom lembro onde estava eu esse dia (nem o sei nem me preocupa) pero seguro que se fazia sol sendo vrão também estivem na praia ou no monte e quem diga que estava em casa pendente dos médios para saber quando matavam ao concelheiro do PP ou era da sua família e circulo de amizades ou mentem como cossacos.

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(*) José Precedo no Praza indaga nas histórias clínicas das seis enfermas com hepatite C que acabaram morrendo em 2014

DOCUMENTO: Denúncia da Fiscalia de Santiago pola demora nos tratamentos de Hepatite C

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