Arquivo mensal: abril 2016

Quem rouba um ladrom…

camelos e agulha.php Eu, que tivem umha educaçom católica da que em boa lógica nom me arrependo, (considero que de tudo o que vives é importante tirar experiências e aprendizagens que conformem teu carater e que fiquem, dalgum jeito, para sempre como parte do teu princípio vital ) ainda lembro com estupor (polo estranho) e ademiraçom (polo ejemplo) do relato da expulsom dos cambistas do templo quando Jesus «expulsou todos os que ali vendiam e compravam, derribou as mesas dos cambistas,(…); e disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a fazeis covil de salteadores.» (Mateus 21:12-13) ; e um outro relato que ficou gravado em mim pola rotundidade da expressom é o do episódio com o jovem rico a quem Jesus espetou-lhe: «Quám dificilmente entrarám no reino de Deus os que têm riquezas! Pois mais fácil é passar um camelo pelo fundo de umha agulha, do que entrar um rico no reino de Deus» (Lucas 18:24-25).

Dois relatos que ficarom em mim gravados e que som totalmente contraditórios com o mundo da adoraçom do Capital no que vivemos impostos, onde som os que têm riquezas, quem manejam os governos e ditam guerras e os que roubam às cheias das misérias do resto; onde os cambistas seguem ser os grandes protegidos das leis que eles mesmos ditam; e onde, todos eles, ilustres ladrons de luva branca, vam pola vida como ferventes paladinos do fideísmo, alguns mesmo de misa diária, que gostam de passear baixo pálio ao carom da hóstia consagradra.
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Orgulho de ser Anarquista!! Compas gregas acomodam refugiadas em Okupas

dervenion56 Neste mundo no que vivemos onde a educaçom que recebemos vai orientada a diferenciar o “Bem” do “Mal” e em consequência ser “Boa Gente” ou “Delinquentes” em base a cumprimentar as leis impostas de arriba abaixo a base de imposturas, tanto no eido sócial como no político, é de sinalar como, quem som qualificadas caseque como “Terroristas” por nom cumprimentar ditas normas, estám a superar essas diferenciaçons oportunistas para acometer com integridade e inteireça o que o Poder corruptor e covarde nom se atreve.

Assim, na Grécia governada por Syriza (a coaligaçom na que buscarom ser seu reflexo os “podemitas originários” da Universidad Complutense madrileña), grupos de anarquistas estám a movilizar-se para dar um teito digno á gente refugiada em centros sociais okupados ou onde seja, e ao tempo ofrecer-lhes assistência, alimentaçom e a vida digna que os governos europeios lhes negam. No lado contrário, da parte das supostas “boas pessoas”, estám os governos e as suas políticas antimigratórias com lançamento de gases lacrimógenos contra as refugiadas que solicitam asilo e com declaraçons de estados de sítio para tratar de parar e paliar o que, nos seus falsimédios, dam em chamar a “crise dos refugiados”.
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Boletim Abordaxe nº 7 de abril já nas ruas

abordaxe-boleticc81n-anarquista-nc2ba7-abril-2016-1 Como nom poderia ser dum outro jeito e dada a minha afinidade com este projeto do que no seu dia formei parte e com quem gardo moi boas relaçons e compartilho espaços de luita, neste blogue estarei ao tanto das suas publicaçons e darei pulo ás mesmas. Além, sego em tratos para umha minha colabouraçom nestes seus boletins em papel, que seguramente começará coa chegada do outono, senom antes.

Neste nº de abril do Boletín Abordaxe e como é habitual, recolhem temas de atualidade social e política tanto da Galiza como do resto do mundo, além de opinions e resenhas e que vos convido a descarregar e/ou lêr nestas ligaçons das compas e fazendo-me eco dos seus desejos, tamém animo á sua reproduçom e difusom.
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Sábado 23 – Manhã, Tarde e Noite – 3 Razons Solidárias para “ficar em” ou “vir a” Compos

cari Este vindouro sábado 23 juntam-se em Compostela 3 diferentes atividades solidárias que, sem chegar a solapar-se, sim estám ligadas no tempo e nas razons que levaram aos diferentes coletivos convocantes a coincidir em lugar e data para combater os embates do Capital contra a povoaçom e que (tras “continuar lendo ->”) passo a numerar e nomear e colar os cartazes correspondentes com acesso ás ligaçons das convocantes, para quem queira saber mais sobre cada umha de-las:
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As minhas vizinhas: CSOA Escárnio e Maldizer.- “Sobre nós”

13055937_1587234368254855_5718992836301876358_o Nesta entrada cedo a voz á gente que fijo e fai deste espaço deixado da mão da especulaçom (onde, além de lembranças de música e dança, só ficavam pó, humidades e abandono) um lugar acolhedor de luita e festa que, em breves (6 e 7 de maio), celebrarám o seu 2º aniversário funcionando como Centro Social. Um espaço alternativo ao Capital e que, a dia de hoje, já é umha realidade com grande arraigo nesta cidade, á que aportam luz e alegria em claro contraste com as tebras e o medo que desprendem cregos, polícias, políticos de poltrona e mentideiros profissionais. Colo, tal qual, da sua página numha rede social esta sua “auto-definiçom”:

Os afectos que nos movem, as precariedades que nos atravessam, a luita que nos templa, o medo que nos petrifica, o roubo dos espaços que habitamos, dos corpos que habitamos, disto alimentamos a nossa trincheira, onde nos enfrontamos a nós mesmas e nos desprendemos da pele do mundo.
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“A Kalimera, 25 anos na pola” – Minha viagem de ida e volta

crazy_gallina_by_sr_manicomioLá polo ano 1997, recém retornado a Compostela, a minha cidade de acolhida desde meus tempos de estudante, decidim achegar-me á rádio Kalimera (na altura “Rádio Calimero”) co galho de fazer um programa sobre banda desenhada junto a um meu colega que tinha (e tem) amplos conhecementos de manejo da mesa de som e com quem compartilhava o mesmo “vício” cultural; o programa ao que dimos em chamar-lhe “Bandoleiros” e do que eu era a “voz cantante” tivera como tal equipa apenas uns meses de existência, pois se bem tiveramos mesmo saida nas ondas “piratonas” de Vigo (a rádio irmá maior da Kalimera e á que sairamos “cuspidinhos”), o meu colega deixara a rádio por razons laborais; se bem “Bandoleiros” tivera continuidade durante uns meses mais, com câmbio de pessoa na mesa de som, para depois mudar de contido e começar a realizar o programa “Comochoconto” durante mais dumha dúzia de anos, primeiro ajudado pola que, na altura, era minha compa na vida (a mesma que colhera o timom da mesa na 2ª etapa “bandoleira”) e depois já sózinho.

A experiência durante os case 15 anos nos que participara ativamente na Kalimera -além de conhecer a um feixe de gente com a que gardo boas lembranças e, com muitas delas, umha boa amizade- foi magnífica e abondosa e nom vou ponher-me aqui a relatar todas as minhas vivências mas sim manifestar que todas (tanto as moi gratas como as mais desmotivadoras) foram experiências vitais que influirom na minha percepçom do mundo e mesmo na minha personalidade á hora de enfrontar-me a esta pútrida sociedade na que nos tocou viver. Continuar lendo

Adeus Soria, adeus!!

img_44048Umha vítima mais do capitalismo tem que se apartar dos quadros de mando dum estado baixo o influjo do sistema capitalista internacional.

A José Manuel Soria perdeu-lhe a arrogância de quem crie estar a salvo de inquinas e traiçons; as suas boas relaçons com seus sossias Aznar, assim como com o presi Rajoy (que foi quem o nomeou ministro) situávam-lhe na comodidade de quem nom estorbava nem a tirios nem a troianos. Mas nom contava com esses malditos papeis de Panamá e nom preparou bem a sua escena de “yo no sabía nada” que tam de moda está nos circuitos da corrupçom espanhola como tenhem feito suas correligionárias Espe e Rita ou mesmo a irmám do rei (por pôr só uns ejemplos).
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14 de Abril, Dia da República: nada que celebrar!!

E quanta gente segue convencida de que é umha época a recuperar!!

caratula Eu mesmo na minha ingeniudade da joventude participei de eventos na sua memória, mas quanto mais fum conhecendo essa etapa da história mais nojo sentim por aqueles vende-pátrias que nos governaram naqueles anos.

A gente que nom é monárquica deveria ter em conta que estar contra da monarquia nom te leva obrigatoriamente a ser republicano (e menos para repetir as barbaridades que se cometeram nesse passado), há outra alternativa: A Anarquia.

Essa anarquia que foi combatida até a morte por aqueles republicanos, tanto na chamada Revoluçom de Asturies (baixo governo da direita republicana) como em Casas Viejas (baixo o governo republicano-socialista de Manuel Azaña) ou durante a mal chamada guerra civil nas numerosas Comunas Anarquistas de Aragón repremidas com sanha polos comunistas do ejercito republicano “popular”, por ponher só uns ejemplos.
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Eu crio ao ministro Soria

Aznar y Soria2 A primeira vez que me percatei da sua existência foi quando, recém nomeado ministro, vim na televisom sua imagem e (ao igual que miles de pessoas) pensei ou digem em alto: Como se assemelha este tipo a Aznar!!.

Umha semelhança que se poidera qualificar mesmo de obsessionante pois mesmo quando Aznar decidira afeitar o seu bigode, o seu sósias figera um outro tanto e na altura houvera um feixe de jornalistas que lhe perguntaram se o afeitara como o ex -presi para assemelhar-se ainda mais a él.  Umha pregunta que nom incomodou nadinha ao ministro de Indústria e Energia, de feito ele mesmo declarou sentir-se “encantado” de semelhar-se ao ex -jefe do governo espanhol tanto físicamente como á hora de compartilhar os seus valores e a sua forma de fazer política.
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“Mar de Fábula”, umha nova ligaçom amiga com um claro objetivo: Limpar a Mar e Reutilizar o Plástico como Arte para denunciar seu desleixo

jpg Hoje umha notícia num falsimédio chamou a minha atençom, ne-la denunciava-se que dezenas, mesmo centos de solas de goma de sapatilhas ou sandálias, apareceram espargidas por toda a praia de A Ribeira, um areal ubicado perto do porto de Caiom, paróquia do concelho de Laracha. De imediato a minha mente levou-me a pensar na estúpida costume inventada por imbéciles peregrinos da moda que, tras a montagem turística do Caminho de Santiago por Manuel Fraga nos seus tempos de presidente da Junta da Galiza (tempo atrás fora ministro de turismo durante o regime franquista e criador da lenda “Spain is Diferent”), começaram a chegar a Fisterra como última fase do Caminho e lá quitar-se o seu calçado e queima-lo nas rochas onde o Faro. Essas miles de solas plásticas que nom chegam a arder poderiam ser a causa originária de que apareceram na praia de Caiom por efeito das mareas e correntes, mas nom tinha argumentos sólidos par asseverar tal premisa e por isso figem umha busca de informaçom na rede que levou-me a atopar a web Mar de Fábula, da associaçom sem ánimo de lucro do mesmo nome que tem por objetivo limpar a mar e que da pê ao titular desta entrada. Associaçom da que eu nom tinha conhecemento até agora e que desde já passa a formar parte das minhas ligaçons de interés por muitas razons e todas elas óbvias: mas nom vou a desmiuça-las acá e só vou colar algumhas de-las que quitei das suas diferentes seçons:
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