Matemáticas para anticapitalistas (1). A etapa do crescimento adolescente e os tantos por cento.

alastros Hoje abro esta nova seçom do meu blogue com intençom de tirar luz sobre um tema que me roe desde há bem tempo na minha cabeçinha tola, e nom é outra que a utilizaçom perversa e tencionada dos termos estatísitcos económicos polos sucessivos governos do mundo capitalista que nos toca sofrer, mas som conscente de que essas questons goçam de pouco interés para a gente do normal polo que vou recorrer a um continho para faze-lo mais “digerível” e aguardo que gostedes de-le:

No derradeiro dia daquel ano escolar, antes da chegada do vrão, Carlos, o profe de ginástica, reuníra-nos na aula e pediu-nos que fossemos ponhêndo-nos contra umha das paredes, um a um, que el ia medir-nos a talha para que assim, á nossa volta á escola no vindouro outono, poideramos comprovar entre todos quem medrara mais nesses meses de estio e sueto escolar.

Ao remate, Carlos apontara na piçarra umha listagem onde figurávamos cada um dos 20 nomes dos alunos que eramos nessa aula com as suas alturas respeitivas e aventurava que á volta poderia haver muitas surpresas e variaçons e que, quem já tinham dado o primeiro “estirom”, igual iam sofrir menos câmbeos e em troques quem ainda nom viviram essa experiência poderiam chegar mesmo a superar a Leo, o mais alto da aula, dim que porque seu pai era de ascendência alemana, e polo que el mesmo contava, seu avó chegara a Galiza quando os nazis vinheram a afazer-se com o wolfrâmio com o que blindavam as pontas dos projetis anti-tanque e a coraça dos seus temíveis “panzers”.

Pizarra2 Á volta ao cole depois das feiras e denantes de entrar na aula já fumos percebendo por nós mesmos que o profe tinha razom, só bastava com olhar ao Diego que, de ser um dos mais baixos da aula, agora e a simpe vista chegara case que á altura do Leo.

Quando entramos na aula, lá estava o Carlos para dar-nos a bem-vinda pois, além de ensinar-nos educaçom física, era nosso tutor e lá estavam na piçarra os nossos nomes e as alturas que medíramos antes do vrão. Saudou-nos efusivamente – o Carlos era um gram tipo- e tirou de cinta métrica e com um simple aceno todos entendimos que iamos passar, de novo, o control de estatura e assim foi, e segundo iamos passando ia apontando com um giz os resultados ao carom do anterior. Tal como anunciara os resultados foram surpreendentes e havia quem apenas medrara 2 cts e em troques alguns chegaram a crescer mesmo 12 cts. Foi um rato divertido e Carlos denantes de dar por finalizado sua aula nesse primeiro dia de escola aventurou-nos que era moi provável que ao remate desse curso os dados mudaram e ao sair pola porta da aula pediu-nos que nom nos movéramos das nossas cadeiras porque ia entrar já o novo profe de matracas, a nossa matéria mais odiada, e que no-lo ia apresentar, e dito isto assomou a cabeça um moço novo com um sorriso de orelha a orelha e Carlos indicou-lhe com um aceno que entrara.

Luis, esse era o nome do nosso novo profe de matemáticas, olhou para nos e voltou á vista á piçarra onde ainda figurava a listagem de nomes e medidas e Carlos contou-lhe de que se tratava. Ao Luis tudo e-lo pareceu-lhe umha moi boa oportunidade para impartir a sua primeira aula e tras a marcha de Carlos contou-nos o que queria ensinar-nos partindo dos dados lá reflexados: O tanto por cento!! E um murmúrio de fastio percorreu a aula toda.

porcentaje Mas o seu jeito de falar-nos e o planejamento que fijo, favoreceu que ao remate da sua aula todas víramos com agrado a outrora falaz matéria porque, dalgum jeito ou outro, todos tinhamos motivos para ficar contentes com os resultados das nossas estaturas, dado que, quem medrara pouco pero seguia sendo dos mais altos, estava contente por isto último e em troques, quem medraram mais centímetros e seguiam sendo dos mais baixos, ficavam contentes porque seu tanto por cento era dos mais elevados. Todos tinhamos motivos de satisfaçom e assim chegamos as nossas respetivas casas ledos e felices e dando contas dos nossos medres e tantos por centos ante o assombro e perplejidade do resto da família. E aos feitos remíto-me:

Eu, que denantes do vrão media 1,40 agora medrara 10 cts e acadara os 1,50 o que vinha a supôr um medre do 7,14% e pola contra meu curmão Miguel que antes medira 1,46 e só medrara 5 cts correspondia-lhe só um triste 3,42% pero seguia a ser mais alto ca mim. E assim tanto eu como Miguel e o resto dos compas, cada qual com o seu conto, vinhamos a ter um dos melhores resultados do mundo mundial em quanto a medrar pola idade e o estirom que pegáramos; até Leo ficara satisfeito ainda que só medrara 2 cts e um ridículo 1,28% pero que seguia a ser o mais alto com 1,58.

235527-944-709 Agora, e passado já muito tempo daquelo, quando escuito a algum governante dizer que seu pais foi o que mais medrou nos índices de crecemento e outro di que seu pais segue a estar por riba da media internacional ou quando um outro declara que pese á crise estamos medrando pouco a pouco e todo indica que imos em bo caminho, lémbro-me desse dia e da nossa ingenuidade ao crêr que todos tinhamos motivos para estar ledos por medrar, mesmo Mariano, que se passara do 1,30 ao 1,40 e seguia a ser o mais baixinho da aula com gram diferência pero seu tanto por cento era dum 7,69%, o melhor de todos, e fachendeu disso durante todo aquele trimestre até que chegaram a víspora das feiras de Nadal quando Carlos ao fazer umha nova mediçom comprovara que Mariano nom medrara nada, um 0%, e o punheteiro anano deixou de dar-nos a tabarra.

Por isso quando escuitedes dados económicos e tantos por centos soltados ao chou polos governantes e amplificados polos seus falsimedios, parade-vos a pensar um pouco no que sinificam, nom vai ser que quem fachandea de ter o melhor medre de todos, na realidade sega a ser o mais cativinho e ruim de todos.

ficçom

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