A impunidade da violência policial leva prémio: Condecorados os 8 gardas civís que malharom num emigrante no valo de Melilla

emigrante surf cadaleito Numha semana 8 gardas civis (seis agentes, um comandante e um teniente) se passarom de estar implicados por um possível delito de “trato degradante” contra imigrantes a ver como era arquivada definitivamente a causa contra eles no julgado e ato seguido a ser felicitados polo opusino ministro espanhol do Intérior (em funçons)  Jorge Fernández Díaz, quem vem de anunciar a sua condecoraçom com a Cruz ao Mérito da Garda Civil com distintivo branco “por su servicio en el perímetro fronterizo de Melilla, una distinción que se suma al natural alivio tras conocerse el archivo definitivo de la causa penal abierta contra ellos, archivo que confirma que su actuación, ante un drama como la inmigración siempre fue, y siempre es, totalmente correcta y conforme a legalidad” e porque “han sufrido un penoso incidente” (sic).

O penoso incidente ao que se refire o ministro que tem como aliado para ajudar-lhe a aparcar a um seu anjo da garda ao que chama Marcelo (suponhemos que será um anjinho branco, loiro, alto e de olhos azuis e nom um anjinho negro de Machín), foi que, em outubro de 2014, se lhes abrira causa penal contra de-les tras ser distribuido na rede o seguinte vídeo no que se observa claramente como malham em Dani, um cidadá camerunês de 23 anos, que cae desde o alto do valo tras ser golpeado e que depois é atado de pês e mãos e devolto de forma imediata a Marrocos (umha prática ilegal na altura, quando ainda nom estava vigente a reforma da Lei de Estrangeria, que revistiu de legalidade estas chamadas “devoluçons em quente”):

E assim, num cúmulo de despropósitos, primeiro forom os 3 magistrados da seçom sétima da Audiência Provincial de Málaga (com sede em Melilla) quem desestimarom o recurso de apelaçom apresentado por quatro ONGs denunciantes por entender que a atuaçom dos agentes está justificada pola suposta violência ejercida por alguns dos imigrantes e por considerar que esta fora “proporcionada a la dimensión del problema suscitado por el intento de entrada ilegal” (sic).

bed30-1391805279969E por se isto fosse pouco, vem o ministro das medalhas á virgem a imponher-lhes um prémio polo mal que o passarom, meus pobrinhos. O dito, com esta justiça e estes ministros, nom é de estranhar que, em breve, tamém sejam condecorados os 16 picolos que, em fevereiro de 2014, dispararam pelotas de goma, cartuchos de fogueo e botes de fume contra os migrantes que pretendiam entrar em Ceuta pola praia do Tarajal com o resultado de 15 mortos, dado que a fim de contas já foi-lhes arquivada a causa no julgado e tamém tiverom que “sofrer um penoso incidente”.

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3 ideias sobre “A impunidade da violência policial leva prémio: Condecorados os 8 gardas civís que malharom num emigrante no valo de Melilla

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