É um assassinato!! Assim atua contra as refugiadas a polícia de Syriza (o “Podemos” grego) por mandato do Capital

Entanto as televisons desinformam deste despejo como de algo inevitável e mesmo motivo de risas (mesmo o Wyoming deu monstras da sua estupidez mediática fazendo umha brincadeira sobre o logo dos autocarros que foram a sequestrar e levar-se ás refugiadas), há um grupo de gentes solidárias que foram a esse campo grego com o ánimo de evitar este translado forçoso, a nom se sabe bem onde, e que nos estám a fazer chegar as suas impressons sobre o que estám a viver ao carom destas gentes que fugem das guerras e da pobreça gerada polos governos que agora lhes fecham as portas e as declaram indesejaveis. Impressons que som silenciadas polos mass merdas, entanto encomiam as palavras do ministro de Assuntos Exteriores (em funçons) Margallo, que se passou de qualificar o acordo da UE com Turquia como de chapuça para agora alardear de que Espanha é o quarto pais europeio em acolhida de refugiadas, quando a realidade é que das 16.000 pessoas que se comprometera em acolher só chegaram 20!!; seria motivo de risa senom fosse porque o que está a acontecer nom é motivo de chança, senom de vergonça e de certa impotência ou deixadez e isso nom mola e muito menos em época eleitoral, nom vaia ser que as crédulas votantes caiam na conta de que todas as opçons eleitoralistas som a mesma quando se trata de paliar a pobreça e a misséria que gera este sistema capitalista. Esta é a estremecedora voz que nos chega dumha enfermeira catalana, Gemma Poca. Dois relatos desde o mesmo campamento de Idomeni, no que descreve entre bágoas o que viviu estes últimos dias, e a brutal maneira como repreme a polícia grega, com lançamento de gases incluido, a nais, crianças e anciás, umha situaçom dantesca que a empurrou a gravar estas duas mensagens de condena e dessesperaçom dirigidos ao que chama sua família á que solicita que o difunda por todos os médios possíveis (e da que vos colo a sua transcripçom traduzida):

[Primeiro aúdio] «Familia, meu amigo sacou-me de alá donde era e deixou-me num outro lugar e agora virá a buscar-me com a gente que se dispersou. Intentará ir a busca-los. Bem, eu agora estou aqui, num lugar que a pesar de que há fume nom há tanto e podes respirar mais bem, pero o quero explicar, e quero explicar quanto vejo. Nas vias do trem, que é onde sempre há mais tensom e onde há sempre polícia, hoje houvo muita tensom e começaram a disparar. Alá está cheio, cheio de tendas onde vivem famílias com crianças e gente maior que nom pode correr, que nom podem fugir disto, ou seja, eu estava bastante apartada do núcleo este e chegou um momento no que nom podia respirar. Ou seja, se te pecham os bronquios, eh? E os olhos nom os podes abrir, se te queima a cara. E a gente que estava junto ás vias, estava lá. Bem, ainda passam nais por aqui e crianças, muitas crianças e bebés de colo, correndo e saindo de alá. É um assassinato, isto, de verdade. Tem-se que denunciar. Como Europa pode permitir este assassinato? Porque a gente nom pode respirar! Som gente que fugem da guerra, a quem lhes destroçaram suas casas, muita gente ensina-te a sua casa como era e ensina-te como é agora, toda destroçada. E sairam disso e se atopam aqui em Europa e Europa o contempla. Som uns assassinos, uns assassinos, é que é a palavra. Ou seja, gaseiam á gente que vem dumha guerra e que se encontram aqui, estancadas numha ratoeira. E estám a gasea-las, ou seja é que: como podemos permitir tudo isto? Passade-o por todos os médios, por favor. Como podemos permiti-lo? É que é inadmissível, é umha agressom, um golpe contra seres humanos. Por favor! É que nom tem nome. Nom tem nome, isto. Como podemos permiti-lo! Se nom o vês, nom podes crêr o que estám a fazer. Nom, isto em Europa nom pode passar. Sim, família, isto se passa em Europa. E já veremos que nos atoparemos amanhã. Porque aqui a gente que ficou atrapada nesta ratoeira dos gases estes… Nom é fume só, que te vas e já está. Nom, é que te deixa sem respirar, comprovei-no com os meus brónquios. Sim, a gente esvaece e cae, porque nom podes respirar. Pero é que nom, nom, de verdade, que por muito que se pense que nom, nom pode ser isto que se passa aqui. Por favor, a todos os que podedes, decide-lo»

[Segundo aúdio] «Olá família. Nom sei se alguém tem contato com Lluís Llach. Crio que teria que volver a cantar a cançom de ‘assassinos’. Som uns assassinos. Hoje está todo cheio de gas, nom se pode respirar. Eu agora estou moi longe pero colheu-me um pouquinho perto e nom se pode respirar, se me mancham os pulmons, nom se pode respirar e pícam-me os olhos muitíssimo… e a cara. E as crianças, está cheio de crianças. Ás tendas nom sei se as crianças poiderom sair e as nais chamando porque algumhas perderom suas crianças. De verdade, som uns assassinos. De verdade, eu estivem um tanto perto porque buscava umha família e nom podes respirar, se te fecham os brónquios e os gases som terríveis. Nom é fume só, nom, é que te queima a cara, te queimam os olhos, te queimam os brónquios. Som uns assassinos. Disparam-nos, nom tenhem coraçom. Há muitas crianças aqui e muita gente maior que nom pode correr e nom pode marchar. Nom é só fume, é algo mais».

Mas esta enfermeira catalana nom é a única testemunha destes feitos que deu luz ao que se passa lá, temos outras opinions de solidárias que dam conta do que sucedeu ontem e antontem e vos colo:

CjPk77tUYAEmJ60[Por antontem] «Esta manhã volvimos a ter problemas para aceder ao campo. A gente acordava com o desconcerto de que poderia passar e já está em marcha o peche e vindoura evacuaçom de miles de pessoas. Só sabemos que amanhã nada sera igual. Em umhas horas começará a evacuaçom e os voluntários independentes praticamente nom podemos entrar. Se nos proibiu de novo levar comida ou enseres aos refugiados. Viu-se despregue militar. Agora volvemos ao campo a acompanhar a estas pessoas nestas ultimas horas ou dias. Companheiros, nom ficam palavras, isto é inumano, nom há palavras. Por favor, nenhuma destas pessoas merece nem um segundo de olvido. As fronteiras do Sistema Capitalista fam-lhes viver um inferno, assassinam, rompen famílias e volvem a romper futuros!!! Que ninguém cale!!! Isto nom tem justificaçom nem perdon!!! Volvemos ao campo. Abraços»

desalojo02_26192_11 [Ontem no despejo] «Esta manhã denantes das 6, a polícia começava um despregue brutal dentro do campo de refugiados de Idomeni. A gente ainda durmia, quando um tremendo cordom policial, arrodeava parte do campo, na zona da escola (Idomeni Cultural Center ). A polícia , nom só os antidisturbios, senom tamém umha gram quantidade de polícia secreta, esperavam entre risas e bromas, entanto miravam como a gente, acordava e perguntava-se que fazer. Acheguei-me a um deles para dizer-lhe que estava recolhendo crianças que pensavam que havia escola e contando-lhe ás famílias que a evacuaçom era imediata, e eructou-me na cara como um puto porco, continuando depois a fazer chanças dezindo “quero cagar” e demais estupideces. Imitavam os gestos e palavras das crianças e riam. Berrei-lhes que nom havia motivo de brincadeira, que som miles de famílias completamente desconcertadas, pero continuavam. Tras tentar falar depois várias vezes com a polícia secreta que nom deixava de seguirnos e dizer-nos que tinhamos que abandonar o campo, figemos um par de intentos de volver por vias alternativas, pero a polícia seguía-nos pola estrada caminho a Polikastro. O campo foi fechado e estám evacuando á gente em autobuses. O despregue policial é brutal. Os voluntários fumos obrigados a sair. Só queriamos acompanhar e ajudar no possível a estas pessoas, e hoje estamos vindo, como se os levam como se de mercadurias se trataram a campos militarizados. Esta manhã amanhecia para todas estas pessoas, um dia cuberto de desconcerto e prantos. Estas pessoas ainda tinham algo de esperanças e ilusions, hoje se lhes romperom completamente de novo. Só oem-se as despedidas, os choros e sobre tudo, as perguntas: “A onde imos?”. Nom há palavras para descrever isto. Nom. Nom se pode»
a luita continua
Este é o mundo do capitalismo no que vivemos, entanto os falsimedios estám a dar vozes polos distúrbios provocados por “radicais anti-sistema” em Barcelona sem por suposto achegar os micros á gente despejada violentamente dum local onde levavam vários anos de atividades solidárias coa vizinhança e a quem as forças repressoras do governo pro-independência de Catalunya forçarom a abandonar para entregar-lha ao seu novo proprietário para construir umha nova sede dumha entidade bancária moi privativa que poida seguir roubando com clausulas excessivas, com preferentes ou qualquer outro invento com o que enganar á cidadania.

Se esperavam que a gente nom reagira ante este novo abuso “legal” do Capital e seus sequaces é que estám tolos; porque ainda que quigeram que todas fossemos zombies obedientes aos mandatos do Capital ainda há quem temos a dignidade de sair a berrar-lhes: “Vos Fascistas sodes os Terroristas” e “O único terrorista é o estado capitalista” e tam contentes de ser sinaladas como anti-sistema, é caseque um elógio vendo como atuam os sistémitas de qualquer caste e cor que nos pedem o voto

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