Que se passa na prisom asturiana de Villabona? As famílias denunciam “oscurantismo” nas mortes dos seus seres queridos

“A Administraçom Penitenciária velará pola vida, integridade e saude dos internos” artigo 3.4 da Lei Orgánica Geral Penitenciária.
“Os internos terám direito a que a Administraçom Penitenciária vele polas suas vidas, a sua integridade e a sua saude …” artigo 4 do Regulamento Penitenciário.

c2ef6b19b9d3a43650ed8ccfbbaad54c_largeO caso já é tam grave que mesmo diversos falsimédios asturianos fam-se eco das últimas mortes neste presídio que semelha competir como os galegos de A Lama e Teixeiro no número de casos de pessoas mortas baixo custódia e em circunstâncias nada claras. De feito, mesmo nalguns deles (1 e 2), dam voz ás familiares que estudam constituir umha plataforma para que se investigem a fundo essas mortes que já acadam o terrível número de dez pessoas falecidas num periodo de apenas dois anos e num cárcere que presume de ser o impulsor das UTEs (Unidades Terapeúticas e Eduactivas *) e que as descreve assim (sic): La Unidad Terapéutica y Educativa representa un modelo alternativo a la cárcel tradicional porque transforma la realidad penitenciaria al eliminar la subcultura carcelaria que hace de la prisión una escuela de delincuencia y la convierte en un espacio educativo.

O último episódio escreveu-se esta mesma semana: A morte por um edema pulmonar de Rubén M.A., de 36 anos, foi o detonante de que as familiares de outras duas pessoas mortas nessa prisom em circunstâncias nada claras: Omar G.L., alcumado «El Pintu», de 27 anos e Eugenio F.D.S. de 33, estejam a pôr em questom as verdadeiras razons das suas mortes e a dar passos para constituir-se em Associaçom e solicitar a apertura de novas investigaçons e a depuraçom de responsabilidades. A versom oficial, que se transladara ás famílias, é que ambos morreram a causa de sobredose, notanto as famílias e achegadas asseguram que desde a direçom da instituiçom nom se lhes deu detalhe algum dos sucessos e consideram insuficiente a informaçom recebida.

Dibujo

(clica sobre a imagem para ir ao vídeo)

As circunstâncias destas 3 últimas mortes causarom comoçom nas suas achegadas e muitas dúvidas

Omar G.L. faleceu em maio de 2015. Chegara ao cárcere asturiano procedente de Teixeiro, onde cumpria condena por um delito de contrabando de tabaco, para assistir a um juízo. Seu cadáver apareceu na cela que ocupava e fontes penitenciárias asseguram que, junto seu corpo, atoparam «papel de aluminio y un mechero que evidenciaba que había consumido una dosis de heroína inhalada». Mas a sua nai, Marta L. nom crê na versom oficial: «Mi hijo me llamó muy contento. Me dijo que venía a un juicio. Que su amigo Nacho le había dejado una tele. Yo le contesté que en ese momento no podía hablar. Yo descansaba de mi trabajo al día siguiente y le expliqué que ya hablaríamos, pero no volví a hablar con él. La siguiente noticia que recibí es que había aparecido muerto». Marta está especialmente doida com a pouca informaçom recebeda das autoridades penitenciárias, responsáveis da sua saude e integridade, e testemunha que nom havia nada que lhe figera sospeitar que seu filho estava mal quando falou com el, é mais Omar tinha um tom alegre e rememora que «tenía las dos opiniones; una que no había nada junto a su cuerpo y otra que hablaba de ese mechero y ese chino» e engade: «al final quedó el caso en que mi hijo había muerto por una sobredosis, pero yo no vi la autopsia. Me comentaron que ya estaba hecha y que estaba todo ya cerrado. No se dirigieron a mí para nada. No lo entiendo».

425842 Umha situaçom similar é a que viviu a família de Eugenio F.D.S. mas sua morte está mais recém. Há apenas um mês que apareceu morto na sua cela. Chegara de translado desde o cárcere de Monterroso. Á família se lhe transmitiu que a causa do seu falecemento fora umha sobredose. A sua irmã Estela nom se explica como puido ocorrer em apenas umhas horas: «Mi hermano llegó un jueves por la mañana. Habló con mi madre y le contó que estaba muy contento porque nos iba a ver el sábado siguiente y esa misma tarde, a las 16.30 horas, apareció muerto». Estela nom apreçara síntoma algum de preocupaçom no seu irmão, segundo lhe contou sua nai: «¡Qué va!, mi hermano estaba bien. Lo único que sabemos es que en Galicia le daban tres pastillas y en Villabona le dieron 15 pastillas seguidas, pero tampoco nadie nos dijo nada. Nadie habló con nosotros». «Nosotros estamos muy mal. Algo pasa en Villabona para que haya estas muertes» di com impotência.

O último caso (até agora) é o de Rubén M. A., de 37 anos, quem foi atopado morto na sua cela cara as cinco da tarde desta mesma segunda feira, luns 23 de maio. Rubén padecera com anterioridade doenças coronárias e umha angina de peito e se lhe supunha alheio ao consumo de estupefacientes. Pendentes do que diga a autópsia, os responsáveis do cárcere dim que morreu por causas naturais

carceres centros exterminio2Este falecemento prodúze-se depois de vários incidentes de gravidade neste cárcere asturiano. O passado venres 20 resultara intoxicado grave um preso que prendera lume ao seu colchom numha cela de ilhamento na que fora encirrado tras, supostamente, agredir a dois funcionários na UTE 3, na que estava ingressado. Agora está ingresado no HUCA (Hospital Universitario Central de Asturias).

Só um dia depois, o sábado, um recluso da UTE 2 tivo que ser transladado ao HUCA com umha sobredose, presumivelmente de pastilhas, e foi dado de alta nesse mesmo dia.

Oscurantismo

As famílias de Omar e Eugenio contactarom com Adepavan (Asociación de Parados del Valle del Nalón), dado que ambos eram vizinhos desta bisbarra. O seu vozeiro, Héctor Palacio, assumiu os seus casos como algo próprio e começou a mobilizar a outras famílias de internos para denúnciar públicamente sua situaçom e mais a falha de comunicaçom das autoridades penitenciárias para informar sobre as causas dessas mortes: «Van ya muchos muertos e intoxicaciones y esto no puede seguir así. Vamos a denunciar todos los casos para que se investigue a fondo. Primero con la denuncia social y luego con movilizaciones. Hay mucho oscurantismo en Villabona».

Desde a minha gávea lhes desejo força e ánimo nessa luita!!

Até que caiam todos os muros e valos!!

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(*) Recomendo a leitura do artigo sobre as UTEs assinado por Santi no último nº da revista Abordaxe, em papel, na sua pág. 28 (ver acá)

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