O patético servilismo coa direitona do falsimédio local chega a extremos risíveis: “La UE solo detecta 32 zonas de baño con aguas de mala calidad en Galicia”

mar2Imaginade-vos que um médio titulara umha notícia sobre o excessivo paro com esta cabeçalho: “O ministério de emprego só detecta 4 milhons de pessoas em paro, umha tasa de desemprego de só um 21%”. Os comentários poderiam ser mesmo jocosos para as afeitadas por aquilo de que mais vale rir que chorar; pero se por riba disso, no texto da notícia vanagloram-se de tal fazanha destacando que “do 79% restante, há um 55% de assalariado com contrato indefinido”, nom te caberia dúvida de que mais que um médio de informaçom é um vozeiro submisso dos ditados dos governos; poida que porque a sua existência e permanência nos quioscos dependa exclusivamente das quantiosas subvençons públicas que recebe (dado seu baixíssimo nível de vendas) e poida que seja por costume dado que já levam fazendo essa política de servilismo a direitona desde que nasceu como jornal. Pois ainda que estejamos afeitas a lêr na imprensa escrita elógios ás políticas dos governos (que longe ficam daquel chamado Quarto Poder!!) e mesmo a cabeçalhos que engrandecem os ridículos crescemento pontoais dos dados de pessoas empregadas; o que sem dúvida é patético é que nos queiram confundir alhos com bugalhos.

Poida que neste jornalucho local andem coa mosca tras a orelha e tenham pánico a que o PP dos seus amores perda o poder tanto nas espanhas como na Galiza e isso lhes leve a ser cada dia mais submissos aos ditados dos seus amos para ver de fazer contra-propaganda dos seus adversários com argumentos estúpidos que nom calam entre quem tem dois dedos de frente mas sim entre o papanatismo cidadá que só vê o que lhe dim que tem que ver e esquece de onde vem o que vê. Assim este falsmiedio leva meses com a mesma teima ao respeito das fochancas que enchem a cidade (ou seria melhor dito “desenchem”?). Nada novo baixo o sol (bo crio que aqui excedim-me, deveria ter escrito “baixo a chuva”), as fochancas nom nascem de aqui a um ano e nesta cidade tam transitada som caseque parte do “mobiliário urbano” desde que se botara chapapote por primeira vez. As fochancas som tam vizinhas nossas como as pintadas, os desconchados das paredes ou as ervas que saem polos muros e telhados da cidade; umha fauna urbana que existe desde sempre e que só deixará de existir quando se elimine o transito de veiculos rodados pesados polas nossas ruas; algo com que os donos e dirigentes do nosso mentideiro local estám totalmente á contra (??).

Mas estou-me indo do assunto que me levou a escrever esta entrada: Ontem o devandito jornal publicava a notícia das zonas de banho declaradas pontos negros com o cabeçalho desta entrada, mas nom só, o texto que lhe segue é um canto á bondade e magnificência das nossas praias, tanto de mar como de rio, com palavras elogiosas deste calibre: Un 72,73% de las playas, marítimas o fluviales, que se controlan como zonas de baño en Galicia tienen unas aguas con la calificación sanitaria de excelente, según los exigentes parámetros de la Agencia Europea de Medio Ambiente (AEMA), correspondiente a 2015.(…) Significa eso que solo 32 arenales o zonas fluviales tienen zonas de baño con aguas de mala calidad.

Claro está que se consultas qualquer outro médio (mesmo um outro falsário) a notícia a ressaltar é que das 58 zonas de banho de mala qualidade no estado espanhol, mais da mitade, 33 estám situadas na Galiza, e delas 22 na província de A Corunha.

E que vem a sinificar de “mala qualidade”?? Pois que nom cumpre nem por asomo os requerimentos mínimos para ser aconselhável meter nem a ponta do dedo gordo do pê nas suas águas dado o alto nivel de contaminaçom de origem fecal. E só se estudam aquelas zonas de costa e rio que som consideradas como praias, por suposto nom se icluem no estúdio zonas portuárias nem fluvias onde há atividade industrial, gandeira e humana.
mar
Além e tal como dim na sua página dumha rede social as gentes de Mar de Fábula: “Este informe nom fai mais que confirmar nossas sospeitas de por onde saem os bastoncilhos dos ouvidos que invadem nossas praias”.

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