Vídeo e Crónica da Mobilizaçom Noturna de Mulheres para Visibilizar as Agressons Machistas: “Devolveremos até o último golpe”

Recolho a crónica do Diário Liberdade e colo acá para dar-lhe pulo, assim como o vídeo colgado na rede por Simone De Beauvoir:
Umha mobilizaçom feminista, composta por meio centenar de mulheres, marchou polas ruas de Compostela na madrugada do passado sábado, 28 de maio, sob a legenda ‘Devolveremos até o último golpe’.

Vestidas de preto e com o rosto coberto, todas elas advertirom que nom haverá trégua na luita feminista contra o sistema patriarcal. Ao berro de “se tocam umha, tocam-nos a todas” ou “somos gordas, somos feias, somos putas violentas”, o protesto saiu da rua Algália de Arriba e percorreu as ruas da zona velha que concentram mais bares e pubs da cidade para visibilizar as agressons machistas que as mulheres vivem pola noite, empoderarse “para construir os espaços que queremos” e dignificar a luita da raiva frente as agressons machistas.

A violência patriarcal enchoupa a vida das mulheres en toda a sua vida sejan os “baboseos”, ser classificadas como “filhas de, compañeiras de, mais de”, “os abussos sexuais”, “as malheiras”, a etiquetagem da moda capitalista e patriarcal dos corpos das mulheres através das talhas, “o masculino genérico” ou mesmo que “se nos mire mal por berrar”. Estes ataques machistas contra a dignididade das mulheres culmina nos feminicidios e “é que nom há nada mais claro numha guerra que os corpos das suas mortas”.

Com fouzes e fachos nas maos, percorrêrom as ruas da zona velha -Rua da Porta da Pena, Praça do Pam, Rua de Sam Paio de Antealtares, Via Sacra, Rua Caldeiraria, Rua do Cardeal Payá, Praça Maçarelos e Rua da Ensinança entre outras- para rematar na Praça 8 de marzo onde se leu um comunicado que arremeteu contra o sistema patriarcal e defendeu o valor de “tecer redes e alianças, espaços onde os diferentes feminismos podam coabitar”.

A mobilizaçom feminista aposta numha estratégia de combate que passa por “dignificar a raiva para rachar com o lugar de vítimas” e situar-se no sítio das que dim que nom, “nom obedecemos, nom calamos, nom nos subordinamos”. Deste jeito, rejeitam a ideia da passividade frente às agressons machistas para dar passagem à rebeliom e a construçom doutras vidas possíveis “mais vivíveis e horizontais, onde entremos todas e onde tenhamos todo”.

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