Arquivo mensal: junho 2016

Parecidos Assombrosos!!

Hoje o meu jornal favorito de humor tira um artigo no que fai umha analise do voto ao BNG nas eleiçons espanholas (por certo, quanto milhor lhe iria ao BNG se figera como a CUP catalana e pedira a abstençom, passando das eleiçons espanholas e concentrándo-se só nas galegas). A primeira vista chamou-me muito a atençom a infografia que acompanha o texto, e nom polo que ensinava, senom pola curva do gráfico dos seus resultados eleitorais ao longo da sua história parlamentária e a curva do desenho do seu logo que, a bota pronto, semelharom-se-me iguais pero á inversa:
graficopagina10

Dito isto colhim ambas imagens e, com um simples programa de desenho (som um aprendiz de pouca monta nisso do desenho por computador), din-lhe a volta e assim ficou:
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As possiveis razons da debacle podemita e dos erros dos inquéritos eleitorais

Pablo-Iglesias-dirigentes-Unidos-Podemos_EDIIMA20160626_0593_19 Desde que se conhecem os resultados das eleiçons (a falha de saber-se hoje os definitvos tras o reconto dos votos do CERA, que nom vam mudar nada em quanto ao nº de escanhos por partido) venho escuitando e lendo, tanto nos falsimédios como nas redes sociais e mesmo nalguns medios alternativos, como os “Podemitas” e suas “confluências”, seguem dando-lhe voltas a como poideram perder mais de 1 milhom de votos com respeito a dezembro. Os cerebros dos professores da facultade de políticas da Complutense madrilenha estám botando fume tratando de atopar umha resposta a como é possível que tantíssimas pessoas e ao mesmo tempo, ficaram desenganadas das suas propostas de câmbio e desenganchadas do caminho eleitoral representativo como jeito de mudar as coisas neste pútrido sistema económico e social. Á par estám os analistas e expertos em demoscópia buscando os erros nos seus cálculos que justifiquem a falha do “sorpasso” tam anunciado.

Mesmo havendo reflexons que compartilho na sua case totalidade argumental como a de Ramón Cotarelo e seu artigo “Lecciones de un fracaso” no seu blog “Palinuro”, quero expôr aqui o meu parecer ao respeito tras fazer um estúdio dos resultados:
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A superstiçom do voto x Esteban Vidal

13494961_300120063663413_2037235404683983602_n A raiz da publicaçom do meu post antérior recebim várias críticas ao feito de que me alegrara do retorno á abstençom de mais de 1 milhom de ex-votantes podemitas. As pessoas que me figeram chegar essas críticas recorrem ao manido e, tergiversando minhas palavras, botam-me em cara que me alegre do trunfo do PP, que elas consideram consequência inevitável e trágica do passotismo das que promovemos a abstençom. Curiosamente chegarom-me essas criticas de gente que eu considero atrapada pola ilusom podemita e que, até agora, nom tinha ataduras partidárias algumha e nunca nos culpara ás abstencionistas de favorecer ao PP, ve-se que estavam iludidas com as pretensiosas venturas anunciadas polos quadros de mando podemitas e polos sondeios mediáticos que davam por seguro o “sorpasso” e levaram tal “hostiaço” que ainda estám aleladas á busca das razons do mesmo. Para elas vai adicado este artigo autoria de Esteban Vidal que recolho e traduzo do Portal Libertário Oaca:

No ser humano aninha um forte desejo de confiar nos demais. Possível que isso déva-se a aquela faceta que fai del um ser social e que como tal tende a viver em comunidade. Isto viria desmentir as teses do darwinismo social dado que o indivíduo solitário é vulnerável ao fazer da desconfiança cara a todos os demais a pedra angular do seu modo de viver. A confiança entre iguais é o fundamento da cooperaçom e a ajuda mútua, pero sobre tudo da convivência que permite a existência daqueles laços sociais que conformam umha comunidade cohesionada. Devandito isto cabe concluir que a confiança é algo possitivo a condiçom de que se deposite em quem sejam dignas de merece-la.
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Mais de 1 milhom de desiludidas com Podemos voltam a abstençom, a opçom que é a gram triunfadora das eleiçons com mais de 12 milhons de nom votantes

r1x961851r5xOs dados que ofrece o ministério do intérior ao dar o 100% escrutado som falsos, pois ainda nom se contabilizarom os votos do censo de eleitoras residentes ausentes (CERA), com o que o suposto 30,16% da abstençom e o 69,84% de participaçom nom se correspondem á verdade. De ai que alguém se figera as perguntas da imagem que acompanha este texto.

O mesminho INE, numha sua nota de imprensa de 9 de maio, cifrava em 36.518.100 a quantidade total de pessoas censadas com direito a voto, das que 1.920.256 som do CERA, e das que se sabe que só participaram umhas 155.000 pessoas, dado que se conhece pois quem queria votar tinha que solicita-lo com antelaçom e umha vez rematado o prazo para solicita-lo, só um 8% o fijo, com o que, ainda que pendentes de saber a quem votaram (seica sabera-se o mércores) sim é doado saber a participaçom total: umhas 24 milhons 316 mil e um 66,58% e a abstençom consequente: mais de 12 milhons 202 mil e um 33,41%, o que vem a ser um incremento de mais de 1 milhom de abstencionistas.

A Abstençom supera, em case 4 milhons e meio, os votos acadados polo PP, a quem os falsimedios dam como opçom ganhadora
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Votar ou nom votar? É útil a vía eleitoral para mudar a sociedade?

Na web do Grup Antimilitarista Tortuga há uns contributos de vários articulistas ao respeito das eleiçons, do que é na realidade a democracia, contra a farsa e o ilusionismo eleitoral e a abstençom; e de todas elas vos colo (traduzido) o artigo com o cabeçalho desta entrada se bem vos colo ao final do mesmo as ligaçons aos outros artigos que considero de muito interés para quem, coma mim optamos pola abstençom. O artigo é autoria de Pablo San José Alonso , membro do coletivo Tortuga, e o aprensenta assim: “Esta é a minha achega á mesa redonda “Votar ou nom votar? É útil a via eleitoral para mudar a sociedade?”, celebrada no Centre Sociocultural O Margalló de Elx em 14 de maio de 2016. Ne-la estavam anunciados como relatores: Rafael Gallardo, de Esquerra Unida Elx (que foi substituido por umha companheira, ainda que logo participou desde o público); Anabel Mateu, de Podemos Elx; José Parreño, de CNT-Elx e eu mesmo representando a opiniom do Grup Antimilitarista Tortuga”. O texto que segue, que preparei para o evento, reflicte mais ou menos a minha achega oral ainda que logo repassei-no dándo-lhe um pouco de redaçom, engadindo algum detalhe e mantendo algumha que outra ideia que nom deu tempo a expressar.

PRESENTAÇOM

Pedo desculpas de antemam por se algumha das cousas que vou dizer levanta suspicácias entre os meus companheiros de mesa ou entre o público. Nom pretendo personalizar nem ser ofensivo pero crio necessário falar claro e sem panjolinhas dumha questom de tanta transcendência. Para abordar as duas perguntas que dam título á mesa redonda vou ir dizendo algumhas cousas que considero que NOM é o sistema político que nos governa.
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E se foi Marcelo quem gravou as conversas do ministro de Intérior?

Jorge-Fernandez-Diaz-Jaume-Bach_EDIIMA20150403_0297_14 Jorge Fernández Díaz reconhecera numha entrevista que lhe figeram em La Vanguardia em dezembro passado, que tinha um anjo da guarda a quem lhe pugera de nome Marcelo, quem lhe ajuda em pequenas cousas, como aparcar o coche; e tamém nas grandes, sempre ajuda.

Como todo anjo da garda que se precie, Marcelo tem que ter a sua dualidade perversa no demo que lhe anima a fazer todo tipo de atos diabólicos cumprimentando deste jeito a típica imagem, tantas vezes vista nos filmes e séries de fiçom, onde um diminuto anjo compite com um demo de igual formato e aspeto pero com diferentes vestimentas á hora de comer-lhe a orelha para aconselhar num sentido ou o contrário á vítima de ambos.
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Desafiando os privilégios: solidariedade e auto-crítica x Dilar Dirik

A solidariedade nom é caridade unidirecional realizada por ativistas privilegiados, mas um processo multidimensional que contribui à emancipaçom de todas as pessoas envolvidas.

Recolho e colo na sua íntegra este artigo publicado em origem em ROAR (e traduzido ao galego polo compa do blogue Curdistam.blogaliza) e autoria de Dilar Dirik, quem fai parte do movimento das mulheres curdas, escritora e estudante de doutorado no Departamento de Sociologia da Universidade de Cambridge. O seu trabalho analisa o papel da luita das mulheres na articulaçom e construçom da liberdade no Curdistam. Escreve regularmente sobre o movimento de libertaçom curdo em vários meios de comunicaçom internacional. A autora gostaria de agradecer aos e às ativistas internacionalistas na Rojava, ativistas da Caxemira e Tamil, anarquistas gregos e especialmente a Hawzhin Azeez, sem os quais o artigo nom teria sido tam bom, polos seus comentários.

Um alemao nom está impressionado com o projeto de democracia de base em Rojava porque viu algo semelhante décadas atrás na América Latina. Umha francesa repreende às  mulheres curdas pola falta de preparaçom da sua visita, porque elas nom estam tam organizadas como as mulheres afegás que ela veu nos 70. Umha pessoa crê-se um especialista na revoluçom de Rojava depois de umha viagem de umha semana e sem ter acesso a meios de comunicaçom e literatura em qualquer língua do Oriente Médio, mas a sua opiniom é considerada como mais legítima e autêntica do que a das pessoas que luitam no terreo.

Que tenhem essas experiências em comum?
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