[Comunicado às compas] Sobre a nova situaçom do Banc Expropiat

Há dias que os falsimédios ficaram calados com este tema; justo depois da jogada da entrada de 5 pessoas ao Banc, no sábado 4, e da conseguinte repressom policial levándo-se detidas as 5 ativistas(*) que violarom a vigilância policial fazendo um butrom durante a acampada que mantiveram os dias anteriores em fronte do Banc. As ativistas reconheceram com humor que a ideia de entrar nom foi delas, senom do “conseller d’Interior” catalám, em referência a umhas declaraçons de Jordi Jané em que assegurava que “nom podiam estar vigiando umha propriedade privada durante 24 horas” e depois comunicavam que “as 5 pessoas que entraram ao Banc som Ada Colau, Xavier Trias, Jordi Jané, Bravo Solano e Alfonso Congostrina (**) e subiram o seguinte seu vídeo onde celebram a sua entrada burlando á autoridade:


O curioso do silenciamento unánime dos falsimédios é que foi justo depois desta sospresiva entrada e quando já estavam largando a sua manida chamada ao medo aos perigosíssimos “Grupos Violentos Itinerantes” que constituiriam um grupo dumhas 50 profissionais da violência anti-sistémica perfeitamente organizadas nos Black Blok (sic), algo ao que nom recorriam desde os tempos das lutas do Gamonal, se bem agora, quiçás para tratar de infundir mais medo, tamém misturam isto cos titeriteiros do AlkaEta, com o petardo da Basílica de El Pilar e com os GAC e mesmo a FAI-FRI, e … De repente: O silêncio unánime. Igual tem algo a ver as múltiples monstras de solidariedade recebedas polas compas do Banc Expropiat, ou mesmo o Comunicado dos pais e nais das crianças do bairro que assistirom com elas ás manifestaçons de apoio, onde criticam as desinformaçons dos mentideiros criminalizándo-lhes e mesmo que a sua cansina mensagem, da grande malestar provocada á vizinhança e ás pequenas comerciantes, nom tinha a repercussom que nos estavam querer a meter com calçador e já apenas atopavam quem falara mal das ativistas da okupa, ou… E tudo elo junto estava a converter a sua informaçom do caso numha árdua tarefa de manipulaçom e tergiversaçom e coa mesma essas 50 itinerantes armadas de cascos e escudos dessapareceram tal como vinheram, sem que ninguém se percatara de que estavam; igual é que esse “Comando Itinerante” vai ser umha espécie de “Santa Companha”.

E, para aquelas que queriades saber que deriva tomou esta luta, vos colo acá (traduzido) o Comunicado do cabeçalho desta entrada dando conta da situaçom atual e das intençons futuras das ativistas, além de ser um agradecemento a todas aquelas pessoas que dalgum ou doutro jeito colabouram nesta luta:

elteubanc [Às colegas] Sobre a nova situaçom do Banco Expropiat

Depois de quase duas semanas de mobilizaçons…

Em primeiro lugar queremos mostrar o nosso agradecemento a todas as pessoas que nos deram apoio; que assistiram e/ou convocaram mobilizaçons em apoio ao Banco Expropiat; a todas as que destes a cara e as energias para o defender. Depois de duas semanas muito intensas em que tivemos de mudar de estratégia constantemente, agora chegámos a um ponto em que precisamos, tanto nós como os sectores do bairro com quem trabalhamos, um descanso das contínuas mobilizaçons. Precisamos respirar e decidir com acalma de qual maneira queremos prosseguir para conseguir o nosso objectivo: recuperar o Banco.

Quiçá resultamos um pouco pesadas, quiçá há gente que pensa que nom é um objectivo crível, ou que perdemos o tempo mantendo as actividades na rua. Mas nós pensamos que, depois de quase cinco anos de existência, o despejo nom pode acabar com a vida tam rica e tam diversa do Banco. É por isso que decidimos parar as manifestaçons, para que as actividades possam voltar a sair à rua e para seguir construindo a estratégia de defender o Banco com capuchas e também sem elas. A última mobilizaçom grande foi este sábado, quando voltámos a tentar entrar ao Banco. Tentámo-lo e conseguimo-lo, apesar que muita gente crira que se tratava de umha montagem, e possivelmente contra toda aquela gente que desejava que fosse assim. Sabemos que durou pouco, já no-lo esperávamos. Nom somos ingénuas, mas a nossa é umha luta em longo prazo, e é umha luta que está emmarcada, como o foi sempre, tanto no bairro e os seus conflitos como nas diferentes lutas de Barcelona, tentando ademais poder dar voz a lutas que, ainda que geograficamente afastadas, nom por isto encontramos menos importantes.

Chegados a este ponto, pois, desde alguns lugares se nos expressou a necessidade de parar, enquanto que desde outros se nos expressa a de manter ainda a tensom. O feito é que ao princípio achávamos que as mobilizaçons durariam coisa de seis dias (tomando como referência o efeito Can Vies), mas ao final duraram treze. Som muitos dias, e decidimos parar-nos temporariamente para reunir forças. Queremos convocar mais mobilizaçons, mas somos conscientes da perda de umha parte do apoio que tínhamos dentro do mesmo bairro (umha perda correlativa à pressom policial e aos conflitos que aparecem em situaçons como a nossa), bem como em colectivos externos que, como todo mundo, dispõem de umha capacidade limitada de forças disponíveis para dedicar a outras lutas aparte das suas próprias. Por isto achamos que temos de parar, pegar ar e ver como continuamos para recuperar o Banco, que por nós é bem mais que um espaço; é um ponto chave na luta contra a gentrificaçom e al elititizaçom do bairro; é um lugar comum desde onde pôr em questom a propriedade privada e o uso que se lhe fai; um lugar onde continuar tecendo redes de apoio mútuo.

Umha vez dito todo isto, queremos voltar a agradecer as mostras de apoio recebido e repetir que seguimos aqui, que nom nos imos. Ontem revestirom o Banc Expropiat com umha segunda capa de aceiro, tal como si de umha cebola metálica se tratasse. Voltaremos a tentar pelá-la.

Um abraço a todas

………….
NOTAS
(*) As 5 ativistas ficarom em liberdade acusadas dos delitos de danos, desobediência grave e usurpaçom de bens imóveis.
(**) Bravo Solano é o proprietário especulador do local e Alfonso Congostrina é um “jornalisto” de El País, ao que as compas do Banc Expropiat semelha que nom tenhem em bo apreço

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