Quando Europa abre suas fronteiras a África

“Detrás de um patriota há sempre um comerciante” ― José Bergamín

577d46b3c03c0e48b008a5fb Ontem estivem olhando a final dos 10000 metros mulheres do campionato europeio de atletismo. Ganhou, bom mais bem arrasou, a jovem atleta turca Yasemin Can, de tam só 19 anos. Polo que ouvim aos comentaristas da prova e depois contrastei na rede, Yasemin Can nom é o seu nome de nascemento nem Turquia o seu lugar de berçe; Yasemin cháma-se na realidade Vivian Jemutai e nasceu em Kenia e chegou a Turquia da mão dum seu representante no ano passado e em tam só um ano (desde março passado) já compite com Turquia nos eventos internacionais tras mudar o seu nome para adapta-lo a um nome turco e tratar de disfarçar sua procedência.

O caso de Vivian nom é nem muito menos único; as provas de atletismo estám copadas por atletas de orige africana tanto na competiçom masculina como feminina que compitem por paises europeios.

Isso levou-me ontem a reflexionar sobre a hipocrasia dos governos europeios sobre a imigraçom.

Pois se bem a nacionalizaçom na Europa de valores atléticos africanos vem de velho, até há uns anos era umha realidade reservada a paises coloniais, mas agora este fenómeno percorre toda Europa ao mesmo tempo que os valados se erguem para evitar a entrada de refugiadas da guerra e da miséria económica deixada por essas colónias que seguem a espoliar suas riquezas naturais tanto a nível económico como agora deportivo.

Entanto miles de africanos e africanas seguem a jogar-se a vida diariamente cruzando o mediterráneo ou saltando os valados tratando de chegar a Europa, os mesmos paises que lhes fecham as portas adicam-se a reclutar jovens promesas deportivas para traze-las e nacionaliza-las polo bem da naçom. O dinheiro que todo o pode consegue assim que a Europa rica suple seus pobres resultados com atletas originárias fichando atletas africanas que fagam subir ao mais alto o orgulho patriota, e quando seja içada a bandeira ao mais alto e soe o hino nacional, miles, milhons, de patriotas dalgum pais europeio deixarám correr umha lágrima de emoçom ao ver como umha pessoa negra nascida da tribu nandi ou massai sube ao mais alto do pódio representando ao esse pais para maior glória do governo e da pátria.

E ai é quando colhe tudo seu sentido o dito: “Um patriota, um idiota”

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Nota do gajeiro.- O caso de Espanha

Buscando informaçom na rede atopei-me com este artigo do blog “Un club sin socios” no que o seu autor fala deste mesmo tema e no que menta os sinificativos casos de 2 imigrantes procedentes de África que, anos depois de cruzar a fronteira ilegalmente, vistem a camisola espanhola nas competiçons internacionais. Vos colo traduzido uns extratos do mesmo:
cross-espana-estadio-deportivo (…) Espanha tem naturalmente fichagens africanos: a etíope Trihas Gebre, que veu a correr umha prova em Donosti e lá foi fichada, o marroquino Adel Mechaal (corredor de 1.500, que di correr por Espanha entanto Catalunya nom seja independente), a nigeriana Josephine Onyia Nnkiruka, expulsada do último mundial por dopagem, o marroquino Illias Fifa e o tamém etíope Alemayehu Bezabeh. Imos deter-nos um pouco nestes dois últimos, pois as suas vidas reflejam essa dupla moral e hipocrasia dos paises europeios e, concretamente, Espanha.

Alemayehu Bezabeh nasceu em 1986 em Addis Abeba (Etiopia), viveiro de atletas de fundo e gram fundo, e um dos paises mais pobres da terra. Chegara a Espanha em 2004 como tantos imigrantes mais, sem papeis, a buscar-se a vida. Durmira nas ruas e estivera a piques ser expulsado em várias ocasions. Pero tivo sorte: um fogar de acolhida e um talento natural, como nom podia ser menos num etíope, para o atletismo. Entrou na sua vida umha pessoa que cambiou seu destino: Isidro López. O dono das tendas especializadas em atletismo Bikila e patrom da equipa do mesmo nome acolheu-no no seu clube. Em 2008, o governo de Zapatero concedeu-lhe a nacionalidade espanhola por “carta de naturaleza” e “en interés general de la nación” (sobram as palavras) acurtando os praços legais.

Similar é o perfil de Illias Fifa. Cruzara o estreito aos 16 anos, desde seu Marrocos natal, nos baixos dum camiom, como tantos outros imigrantes. Ao ser minor se passou por vários centros de minores tutelados pola Generalitat. Em Barcelona começou a demonstrar as suas qualidades atléticas, chegando a ganhar em 2011 a Jean Bouin, umha das carreiras urbanas de maior tradiçom que se celebra em Barcelona desde 1920. Até 2012 tivo que compaginar o atletismo com um emprego de limpiador de parkings em Barcelona. Em 2013 foi nacionalidado espanhol e passou a competir como tal nas competiçons internacionais.

Um imigrante ilegal se passa a ser um heroe se reporta benefícios ao Poder, ao Estado, á Pátria, e ondea nossa bandeira e chora ao soar nosso hino.

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