O Burkini – Programa Comochoconto Islamofobia

Burkini Vs Neopreno Vaia por diante que aplaudo aquelas mulheres que contravindo costumes, normas, leis e tradiçons culturais com marcado caráter de imposiçons patriarcais, som quem de viver como quiger e em consequência vestir, calçar e coidar seu corpo e maquea-lo como mais gostam e desejam.

Dito isto e ao respeito da polémica surgida na França tras o intento de proibiçom do uso do Burkini, dizer que vivemos numhas sociedades onde a maiora da suas gentes assumem com suma facilidade qualquer normativa ou lei que sinifique proibir algo que até entom nom estava regulado e se essa proibiçom nom lhes afeta de jeito direito e vai encaminhada a por-lhe mais dificil a existência a gentes que nom assumem a cultura uniformada do capitalismo do primeiro mundo, melhor que melhor. Se nom gostam de pôr-se neoprenos, banhadores, bikinis e/ou toplees, que se volvam aos seus paises!!

Além, no caso que me ocupa e preocupa hoje, sumárom-se a felicitar tal proibiçom muitas mulheres que se autodefinem feministas sob a argumentaçom de que essa roupagem, que algumhas mulheres adotaram como ideal para poder tomar banhos nas praias, rios, lagoas e piscinas, é umha outra prenda de opressom patriarcal islámica e mesmo há quem di que, as mulheres que vivendo no chamado ocidente, usam este burkini, ou mesmo qualquer véu na sua quotidianidade, além de estar oprimidas polo patriarcado, som estúpidas, numha dualidade novidosa do feminismo malentendido que criminaliza por igual a opressor e oprimida.

Estase a focalizar interesadamente a problemática no ámbeto religioso islámista para imprimirlhe carater de terrorista a toda mulher que use ditas prendas no nosso ocidente, e evíta-se falar de que o uso e imposiçom de véus forma parte dumha prática patriarcal moi extendida desde muito antes de que viveram cristos e mahomets sobre a faz da Terra, e que assevera que toda mulher deve estar tapada como medida de proteçom para agocha-la das miradas de outros homes que nom sejam seu marido, pai, irmãos ou filhos.

Dito tudo isto, eu pergúnto-me se é que tam despejada de atitudes e normativas patriarcais estám as sociedades ocidentais; se é paranoia minha ou há umha intencionalidade nos agentes do capitalismo internacional tanto á hora de incidir nas suas propagandas mediáticas no jeito de vestir como no de calçar, assim como usar a maquilhagem e os perfumes e mesmo no referente ao coidado ou eliminaçom das células mortas tanto capilares como queratinosas (pelos e unhas). Ou nom é certo que a onda que marcam as grandes empresas da cosmética e da moda (dirigidas e participadas maciçamente por homes) nom vam na medida da uniformidade na estética e da perda da identidade cultural dos povos.

14117960_1112500868839912_8354778623421357226_n Há quem di que o uso dos véus e mesmo dos burkas e do burkini está a medrar em ocidente e que esse medre é devido a que as mulheres que professam o islám estám a levar essas prendas como auto-identificaçom da sua cultura e tradiçom e como contraposiçom a essa uniformidade manifesta. Eu nom podo menos que entender suas razons pois, de evitar a perda das nossas costumes longe da nossa terra, sabemos muito as galegas e galegos espalhadas polo mundo. E nosos trajes tradiçonais tamém tiram de panos na cabeça!!

Anos há, lá por abril de 2011, adicara um programa na rádio kalimera a falar sobre a islamofobia a raiz do caso dumha rapariga de Arteixo que fora expulsada da sua escola por negar-se a quitar o seu hiyab. Umha decisom tomada caseque por unanimidade polo Conselho escolar (do que formam parte membros do concelho, pais, mestres e alunado) e que contara com o firme apoio da Junta. No programa dou leitura a vários textos recolhidos da rede com opinions de mulheres árabes e panárabes ao respeito das polémicas na Europa na altura sobre o uso do véu e do burka, e de como os governos utilizam a excusa da sua preocupaçom pola situaçom da mulher muçulmana em ocidente para impôr nesta hipócrita sociedade a islamofobia. E tudo isso antes da apariçom na cena do terrorismo internacional do ISIS e dos atentados nas cidades europeias.

Aquí tendes o programa para escuta-lo, mas se preferides descarrega-lo clicade acá:

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