O pensamento anarquista resucita no século XXI x Francisco Rubiales

Recolho e traduzo da web “voto en blanco” este, quanto menos, curioso artigo, que colo á íntegra:

8633575-13617260 A crise económica, a corrupçom e o mal governo som tres enfermidades graves que estám a lograr que o mundo câmbie e que renasçam pantasmas que pareciam esquecidos, como o desprestígio da democracia e o ressurgimento de pensamentos e doutrinas que se criam derrotadas, como o comunismo, o extremismo de direita e, sobre tudo, o anarquismo, que se está instalando no coraçom das sociedades desenvolvidas.

O pensamento anarquista resucita no século XXI e está detrás dessa definiçom atual da autêntica democracia como “a organizaçom da liberdade á margem do poder do Estado”. A cidadania, frustrada ante os seus governos, que lhes maltrata e decepçona, recupera o espírito anarquista que rejeita o Estado como o pior invento da Humanidade e a esses partidos políticos que lho apropriarom, expulsando á cidadá da vida pública e da política.

O pensamento anarquista, em retroceso durante o século XIX e derrotado no XX, conserva, com tudo, umha fresca e sorprendente vigência no pensamento contemporáneo, perfilándo-se claramente como um dos principais inspiradores da filosofia política do século XXI, etapa na que se está produzindo umha reaçom “libertária” da pessoa contra uns estados que acumularam demasiado poder e que oprimem e esmagam ao povo desde “mentiras” ás que denominam “democracias”.

Sempre idealistas, confiadas ingenuamente na capacidade dos coletivos para resolver os seus próprios problemas, possuidores dumha surpreendente e teimuda fe nas pessoas, individualistas e ás vezes violentas, as anarquistas acertaram sempre no que criticavam e falharam no que construiam. O seu maior acerto histórico foi gerar umha proposta de emancipaçom sim criar ao mesmo tempo umha política, umha constituiçom, um programa económico e um governo.

A sua teimuda fe na liberdade constitue hoje um exemplo e um faro de inspiraçom, até o ponto de que som já moi poucos as intelectuais de pensamento livre que nom compartilham essa crítica essencial do anarquismo ás instituiçons que foram criadas nom para benefício das cidadás, senom para reforçar o poder do Estado.

As anarquistas fracassaram ao querer fabricar umha maquina autónoma que, sem pretender conquistar o poder do Estado, figera nascer umha sociedade nova na que o Estado nom tivera sítio, a pesar de que esse foi o mais fermoso e esperançoso intento de milhorar a política e a convivência humana nos últimos séculos.

Quando as anarquistas denunciaram ao socialismo autoritário como umha aberraçom política, receberam em pleno rostro a brutal punhada dumha Uniom Soviética triunfadora, teórica pátria de operários e campesinhos. Pero, com tudo, tinham razom, como resulta agora evidente.

A cidadania do século XXI está redescubrindo o anarquismo, desprestigiado e vilipendiado polas poderosas maquinárias de propaganda do comunismo e o socialismo. Resulta que as teses anarquistas nom eram tam violentas, irracionais e perigosas como diziam e que o seu rejeitamento ao Estado todopoderosos e intervencionistas, aquel que assassinou a decenas de milhons dos seus próprios cidadáns, que terminarom abandonándo-o e derrubando o vergonhoso Muro de Berlim, era um acerto lúcido e umha vigorosa defensa da liberdade e do ser humano.

O pensamento anarquista nom deixou de estar presente em todas as loitas da gente moderna contra a opresom dos governos, contra o poder abusivo dos partidos políticos, contra a ocupaçom e sojulgamento da sociedade civil, contra o absolutismo, o comunismo, o nazismo, o capitalismo e a opresom, na luita das alçadas e guerrilheiras e nos movementos de libertaçom e nas cruzadas contra os grandes dramas da humanidade: a guerra, a pobreza, a fame, a escravitude, a marginalidade, a desproteçom das débeis e a desigualdade.

Hoje, o anarquismo, como filosofia que eleva ao ser humano por riba do Estado e de todas essas instituiçons e dispositivos que o reforçam e fam-no imponhente, recupera cada dia mais brio e potência.

Francisco Rubiales

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