“Vento de través”; a minha colaboraçom mensual no “Boletín Abordaxe”

Tempo atrás as compas da revista Abordaxe figeram-me um convite para aportar umha minha coluna mensual para ser publicada no seu Boletín; ao que acedim gostoso.

Agora vem de sair do prelo o seu nº 11 deste Boletín que se reparte de balde por toda Galiza e que podedes descarregar nesta ligaçom com data deste mês de setembro de 2016, no primeiro que colabouro como “O gajeiro na gávea” e vos colo acá tal escrito:

«Vento de través»

“Só se vê bem com o coraçom, o essencial é invisível aos olhos”O principezinho, Antoine de Saint-Exupéry

mar-en-calma Quando fum convidado polas minhas compas de Abordaxe para escrever esta coluna pensei em titula-la «Vento em popa» por aquilo de que tal colaboraçom nasce com intençom de se converter numha seçom fija para figurar na contra-capa do seu Boletín e de que as minhas pretensons, ao aceitar tal empreendimento, vam no caminho de insuflar-lhe fôlegos a esta nao pirata e agitar sua derrota polos mares revoltos da vida e ajudar assim a seguir o seu rumo escolhido desde seu berço nos estaleiros do anarquismo galego; mas depois de cavilar sobre isso cheguei a conclusom de que, nestes últimos tempos, entanto o buque do Capital segue a carregar-se de armas e de leis e mazmorras para combater qualquer assomo de dissidência contra sua farsa eleitoralista e sua política monetarista, semelha que nós, piratas insurretas, estiveramos a ver de que lado sopra o vento para empreender o combate, o que, sem pretende-lo, levou-nos a estar a viver umha situaçom que se poidera avaliar de «calma chicha» na espera de «vento em popa»; mas este vento a qualquer ajuda a içar velame e corta-lo mar a toda vela, por isso nom debe ser esta nossa opçom, senom que temos que tirar rédito do «vento de través», vento que só ajuda a quem possue a astúcia de saber pilotar por derrotas turbulentas.  E nós estamos cheias de ideias e de razons, que som nosso timom para tal cometido.

É tempo pois de deixar atrás essa maldita calma que provoca desídias, apatias e mesmo rifas por minudências entre a tripulaçom e, se é que nom estamos todas por tirar-nos pola borda e sem salva-vidas, devemos seguir apreendendo a conhecer-nos e respeitar as singularidades próprias de cada quem e ver-nos entre iguais como aliadas no combate contra o inimigo firmes no nosso rumo cara o mundo que queremos e desejamos. Esse mundo novo que todas levamos nos nossos coraçons.

A luita é o único caminho.

Bebamos os ventos pola Anarquia !!

ogajeironagavea.wordpress.com

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Uma ideia sobre ““Vento de través”; a minha colaboraçom mensual no “Boletín Abordaxe”

  1. Pingback: “Filho do Agóbio”; meu contributo ao Boletín Informativo Abordaxe de Dezembro. | ogajeironagavea

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