Tres leis da dominaçom masculina x Acratosaurio rex

Recolho, traduzo e colo de A las Barricadas este artigo assinado por Acratosaurio rex:

Falando da dominaçom, há gente que pensa que as cousas nom som “si” ou “nom”, que há zonas de “talvez”… Eu nom crio isso. A dominaçom estabelece dualidades em termos de “branco” ou “negro”. Isso implica umha divisom entre pessoas, umha separaçom, um espaço definido, um comportamento associado para cada qual. Pensemos –como por casualidade– na dominaçom masculina (1).

diferenciacom-de-sexos-na-infancia Construir a feminidade leva desde o nascemento umha aprendizagem: cores, jogos, atitudes tais como sorrir, desviar a mirada, aceitar as interrupçons dos homes, nom abrir as pernas, esconder a barriga, ressaltar e tapar o busto… O território feminino é limitado ás zonas seguras como o fogar, o báirro ou a franja horária, que as confina num cercado invisível pero nom menos real que um cortelho. O movemento é, nom só circunscrito, se nom tamém condicionado pola própria vestimenta: a saia, o escote e os tacons obrigam a fazer contorçons circenses se se quer recolher algo do chão, se te queres sentar ou se queres correr; ou o bolso, que mantém as mans constantemente ocupadas. Todas estas atividades, e mil mais que foram prolixamente descritas, tenhem um profundo sentido moral, inscrevem na pessoa o que está bem, e o que está mal. Som atitudes que se propagam sem nem sequer ter que adoutrinar á vítima: assume-as. Passos curtos, mans afeitadas e posiçons forçadas, fronte ás masculinas, mais relaxadas, que permitem as pernas abertas e colocar os pês sobre a mesa, cousa inimaxinável numha mulher com saia, a nom ser que esteja a ocorrer algo insólito.

E umha vez te-las confinadas e adaptadas ao rol, reprodúze-no de tal jeito que paresce quadrar-lhes como anel ao dedo. E a continuaçom, pódese-lhes reprochar frivolidade por estar tanto tempo póndo-se guapas, ou mesquinhez por estar pendentes dos preços e as contas domésticas. Obríga-lhas a ser espectadoras do que fam os homes, e a continuaçom repróchase-lhes o seu desinterese pola política… Porque a dominaçom concréta-se nom só no que se fai, se nom tamém no que nom se fai. Isto é moi perverso, porque a dominaçom exérce-se e sófre-se sem que seja percebida, é naturalizada inibindo o conflito. Aceitas o teu papel ao assimila-lo de tal jeito, que as alternativas se fam invisíveis, inviáveis, inabordáveis: a mulher é relegada ao fogar, aos coidados, á reproduçom, á parte feminina do mundo. E ela mesma encárrega-se de fazer essa dominaçom eterna, ao transmiti-la ás suas irmás. Sobre tudo toda essa merda da maternidade e o orgasmo do parto… Prazer inenarrável -segundo dim-.

estamos-unidas Nom fazer dano a um home! Acábase-me de ocorrer! Esta é umha lei da feminidade, que é comparável ás leis da robótica de Asimov, e que se pode enunciar assim. Primeira Lei “Umha mulher nom deve danar um home, nem, pola sua inaçom, deixar que um home sofra dano”. Segunda “Umha mulher deve obedecer as ordes que lhe som dadas por um home, exceto quando estas ordes estám em oposiçom coa Primeira Lei”. E a terceira: “Umha mulher deve proteger a sua própria existência até onde esta proteçom nom esteja em conflito coa Primeira e Segunda Leis”. Aqui tedes por que nos casos de violaçom, a comocionada e traumatizada vítima, ultrajada no seu ser mais íntimo, é incapaz de resistir. E sendo condicionada deste jeito a nom danar, sem adestramento em despregar torvos e sanguinários instintos, repróchase-lhe logo em comissaria, na imprensa, no julgado, nos comentários das webs e no confessionário…, que nom se resistira com garras e dentes.

E como todas as leis, tenhem as suas excepçons, claro, como quando um robot vólve-se tolo. E entom, os dominantes tremem, dado que a máquina saíu-se do seu rol. Quando umha mulher devolve golpe por golpe, ou vai mais longe inda e amossa numha peleja iniciativa, agressividade e eficácia na ofensiva… Bo, claro, o que percebem os tipos mais machistas, pusilânimes e tremorosos, que adoitam ser pero que bem queixicas (2), é que se toparom, nem mais nem menos, cum monstro de película.

Som efeitos da dominaçom masculina, dado que construir umha mulher, implica ter que adicar enormes esforços a criar um imenso cabronaço.
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NOTAS

(1) Dominar á mulher, sinifica construi-la, defini-la, estrutura-la, e isso fai-se desde a opiniom androcéntrica. Sendo os homes desde o princípio da história quem a escreveu, foi a sua opiniom a que estabeleceu códigos legais, relatos míticos e normas morais, desde postos de governo, empresariais, religiosos, militares… Homes forom os que falarom durante miles de anos de religiom, ética e moda. Quero aclarar além, que eu som um home que tem o seu rol perfeitamente assumido e que está contento de ser “um home”, já que o home ao que imito em todos meus atos, é nada menos que a Durruti. Com isso dígovo-lo tudo.

(2) Como home anarquista ao estilo de Francisco Ascaso, perfeitamente adaptado, afirmo que todos os homes que se queixam do malas que som as mulheres, nom som mais que uns choromicas.

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