Algumhas razons polas que me abstenho de concurrir ás urnas a depositar um voto

“Umha pessoa nom é menos escrava porque se lhe permita cambiar de amo cada certa quantidade de anos”. Lysander Spooner.

so-umha-de-cada-quatro-votam-pp-tasio A derradeira vez que fum votar fora lá polo ano 2005, quando participara ativamente da campanha “Hai Que Botalos” (HQB) co galho de desalojar do governo do parlamentinho ao PP de Fraga, quando o exministro franquista já levava no cargo desde fevereiro de 1990 e as galegas levavamos anos aturándo-lhe. Mesmo na minha decisom de votar, quando já havia anos que abraçara o abstencionismo por conviçom, pesara certo sensabor de ter como presidente um elemento que se distinguira pola sua lealdade ao Ditador e polos assassinatos de operários em Vitória-Gasteiz quando fora minsitro de governaçom com Franco.

Assim foi como tanto eu como outras muitas convencidas abstencionistas, figeramos um auto de fe e fóramos depositar o voto na urna, bem polo BNG ou bem polo PSOE (na altura as “mareas” ainda nom estavam vivas, as “anovas” seguiam formando parte de siglas velhas e as “podemitas” ainda nom sairam do cascarom, nem existira o 15M), e a maioria de nós fumos com umha pinça no naris para cumprir, como herejes arrependidas, diante da Inquisiçom Eleitoral. Nom fora banal nosso esforço e tras umha jornada eleitoral inquietante na que tudo ficou no aire e á espera de conhecer os resultados dos votos por correio; Fraga e com el o PP, perderam por só uns votinhos a sua maioria representativa e subiram ás poltronas do poder autonómico o chamado “bipartito” formado por PSOE e BNG; a quem, aos poucos de toma-lo mando da praça, vimos fazer o mesminho que criticaram a Fraga e seu PP; entroutras, e por pôr só um ejemplo: dar pulo ao engendro da Cidade da Cultura que tanto denostaram quando estavam na oposiçom. E assim foi como, nas seguintes eleiçons de 2009, voltara a ganhar o PP, desta volta já com Feijoo ao mando e desde entom lá segue.

roto-porque-tu-los-votas Nesta nova convocatória há quem reclama recuperar esse espiritu do HQB e que acudamos ás urnas a botar a Feijoo; mas agora as minhas expetativas de que algo mude som nulas e isso pese a que desta volta temos 3 opçons e um possível Tripartito (!!). Mas vam dadas as partidistas que confiam em convencer ás indecisas e abstencionistas para botar ao PP do governinho; já está bem de tirar balons fora e culpabilizar ao povo de que sega a ganhar a direitona. Que digo eu que si o objetivo da esquerda parlamentar é botar ao PP e Feijjo do governinho, porque nom se apresentaram juntas estas 3 opçons?? Sem dúvida as suas probabilidades de ganhar medrariam consistentemente e as abstencionistas convencidas nom teriamos que sofrer o acoso de votantes insatisfeitas tratando de verquer as culpas sobre nós. Dado que, desde que se convocaram estas eleiçons, as siareiras da chamada esquerda institucional tenhem como teima culpabilizar-nos da vitória das forças obscuras do PP a aquelas que nom nos cremos que o voto seja um direito adquirido graças ao esforço de muita gente que mesmo dera suas vidas para acadar tal grado de liberdade e direitos. Que nom nos venham com paparruchadas.

Eu nom vou cair mais na trampa e no engano desta falsa democracia e aclaro desde já, nom sendo que me dea um aneurisma cerebral e me volva ainda mais tonto, que nunca mais concurrirei a votar, nom só nestas eleiçons, senom em qualquer outra consulta. E dou acá algumhas das razons que me levam a opinar dum jeito tam categórico:

manda-caralloNas eleiçons e no jogo democrático participam aquelas que crem com total honestidade na democracia e na livre eleiçom, mas no entanto, a própria naturaleza da democracia é, em esência, autoritária: a cidadania escolhe a opçom que consideram milhor, e de ai surgem duas vontades: umha vontade que resulta ser ganhadora, e outras que resultam ser as perdedoras, e por tanto, tenhem que se sujeitar á vontade da ganhadora quem, em troques, “garante-lhes” o direito ao disenso e as opinions divergentes. E assim se passaram outros quatro anos governando pese a que nom obtiveram, nem remotamente, o apoio da maioria da povoaçom, tal como já expliquei nestoutra entrada; na que o PP governou com mairoia absoluta representativa no parlamentinho desta útlima legislatura galega, pero que representavam só ao 24’51% do censo. E assim é esta falsa democracia, onde um partido governa durante 4 anos com maioria absolutista e sem oposiçom e com só o respaldo eleitoral de 1 de cada 4 pessoas com direito a voto.

Onde fica, entom, o espíritu de liberdade que tanto pregonam a democracia e suas simpatizantes? Nom será acaso isto umha imposiçom dumha vontade sobre a outra, e por tanto, o voto depositado nuns comícios só representa o desejo duns indivíduos de subjugar, coagir e amedrentar a vontade do resto, o qual é umha atitude liberticida e, por lógica elemental, autoritária.

Nos sistemas democráticos sempre fam ênfase na livre vontade da gente á hora de escolher seu voto; se bem as campanhas eleitorais estám marcadas pola disponibilidade de cada partido em quanto a recursos económicos, que se traduzem em spots, gastos da campanha e milhons de euros em mitins e outros espectáculos como debates em televisons e reportagens em falsimédios; com o que só uns poucos podem optar a ganhar. Fronte a um panorama como este, podemos falar de vontades livres para ejercer o voto? Ou é mais umha concesom e um dever que da o Estado?. Isso sem mentar que essas vontades ficam manipuladas e viciadas por factores externos que coagem a livre capacidade de eleiçom.

kalvellido-votaO voto nom vem a ser mais que umha ferramenta ao serviço do control estatal e de quem o sustentam, e que em nenhum caso representa a vontade, nem muito menos os sonhos e aspiraçons, das suas votantes. Umha situaçom que se deu ao longo da história da democracia e que, desafortunadamente, se repite como um círculo vicioso.

Por tudo isto é-me convinte nom ejercer essa concesom que me da o Estado para que marque as caras e logotipos dos partidos que nom me representam e com os que nunca me sentim identificado, nem crio que me chegue a identificar mentras tenha vida por diante. Porque sendo os comícios umha farsa onde se manipulam vontades e desejos, participar de dito evento faria-me cúmplice dum ato inmoral que me perjudica como indivíduo. Além, ao nom sentir-me eu identificado nem com os métodos do Estado, nem com os partidos e seus representantes, as razons que argumentam as siareiras do sistema representativo para votar já nom fam melha algumha em mim.

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