Black is Black: Um Síntoma Sistémico

Da conta Vicent Teulera na página web do Grup Antimilitarista Tortuga de Alacant de quem venhem sendo os 65 acusados que sentam no juízo das tarjetas black (e escrevo em masculino porque apenas há mulheres entre as implicadas); um juízo que deu começo esta passada 2ª feira, luns. Vos colo acá traduzido uns extratos do seu texto:
audiencia-nacional-sergio-barrenechea-efe_ediima20160926_0273_20 Poucas vezes viu-se tam abarrotado a bancada dos acusados num juízo. Júlgase a umha série de pessoas que aproveitarom o enchufe que lhes sentou no conselho de administraçom dumha caixa de aforros -um desses supostos bancos “publicos”- para encher-se os petos quebrando a lei.

Um capaço de milhons de euros gastárom-se pola cara em caprichos os preto de 70 imputados do caso dos cartons black de Caixa Madrid. E nem sequer estám todos. Alguns librarom-se por passar o tempo suficiente para que o possível delito prescreva e nom poidam ser julgados por isso. Quedárom-se o dinheiro e marcharom como um galo.

politicos E quem eram estes senhores conselheiros? Banqueiros hereditários como os Botín? Pois nom; eram pessoas postas ai polas suas supostas virtudes para aconselhar prova e diligentemente qual devia ser a gestom da entidade bancária. Tendo em conta que Caixa Madrid entrou em quebra á vez que eles pasávam-no de medo cos seus cartons vivindo a corpo de rei, cabe pensar que talvez nom eram as pessoas idóneas. Seleccionóu-se-lhes entre brilhantes economistas ou doutores em ciências empresariais? Pois nom; eram integrantes de partidos políticos e sindicatos. Desses que entre eles estám a brigar decote se há cámaras diante. Este caso ilústra-nos sobre a impostura de tal comportamento, o qual nom quadra moito coa facilidade que logo tenhem para repartir-se as tortas. Entre os supostos chouriços imputados há exconselheiros que o forom a proposta do PP, do PSOE e de IU; sindicalistas de CCOO, UXT e membros da patronal, entroutros. Aqui nom havia esquerdas nem direitas nem centro. Todos a goçar das black solidariamente mancomunados.

Qual é a máxima disto? Obvio, que o dinheiro corrompe. Como o poder corrompe, e que -salvo algumha descoidada excepçom que confirme a regra; neste caso houvo tres conselheiros entre case cem que ao parecer nom usaron o cartom- nom há jeito a que ninguém se resista a estas inércias. A corrupçom nom é cousa do PP em Valência e do PSOE em Andalucia. É cousa do sistema. Ponha nesse sítio o tempo suficiente a alguém de Podemos, ou do Partido Cannábico e a situaçom -qual se fosse um deixa vú- volverá dar-se em idénticos termos.

 

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