Arquivo mensal: setembro 2016

“Por nós e para nós”. Jornada Hip Hop – Sábado 1 de outubro a partir das 18 hs no CSOA “Escárnio e Maldizer” de Compostela

Dou pulo a esta atraente, á par que atrativa, Jornada de Hip Hop, que vai ter lugar o vindouro sábado 1 de outubro a partir das 18 hs. no CSOA “Escárnio e Maldizer” de Compostela para a que as organizadoras programarom palestras, obradoiro e mais sessom Dj com micro aberto. Vos colo acá os horários previstos e o cartaz, que tiveram a bem remitir-me desde o colectivo Hip-Hop Ateneu :

cartel-hh-compos-definitivo POR NÓS E PARA NÓS. JORNADA HIP HOP
Sábado 1 de outubro

– A PARTIR DAS 18:00h:
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Luciano Méndez, Demetrio Peláez, a mesma luita!!!

dibujo Se algumha vez tivéstedes entre vossas mãos um ejemplar do tabloide compostelá (escrito em castelá) que leva por nome “El Correo Gallego” e se nalgum momento fuchedes quem de chegar até a última página (ou se bem sodes das que tendes costume de começar a mira-los jornais polo final) atopariades sem remédio a coluna apócrifa intitulada “polvoras, magnolias,… y sonrisas”. Para quem nom o saibades, dita coluna é autoria de Demetrio Peláez, redactor jefe do panfleto, ainda que a seçom “sonrisas” apareza assinada polo seu sósias “Florinda Campoamor”, suponho eu que porque o Demetrio se pensará que assinando com nome de mulher poderá tratar de minorizar as arrincadas machistas e misóginas que se despreendem dos supostos chistes (velhos e malíssimos) que recolhe da rede e publica sem rubor.
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Sobre a manipulaçom da participaçom eleitoral e os falsos apoios maioritários aos partidos do sistema

cabezas-votante-candidato Vem sendo já costume que governos e governinhos, á hora de informar no dia das eleiçons sobre os dados provisórios da participaçom, fagam trampa e mintam descaradamente e que essos mesmos falsos dados sejam amplamente difundidos de imediato por toda caste de falsimedios radiados, televisados ou internetizados e por opinadores de todo tipo que se adicam a fazer comparativas falsificadas com respeito a resultados de eleiçons anteriores.

Tudo elo devido á teima em misturar alhos com bugalhos e confundir ao respeitável á hora de comparar os dados de eleiçons anteriores (onde estám contabilizados tamém os resutados eleitorais das votantes residentes no exterior) com os dados das votantes nas urnas desse dia eleitoral, onde nom se tenhem conta desses votos (contabilizam-se a posteriori polas juntas eleitorais) e muito menos, e ai reside a trampa, a elevadíssima abstençom que em cada cita eleitoral bate novos recordes.

E porquê fazer esse engano se dias depois vam publicar os dados reais no DOG?
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Propaganda eleitoral (e 5) – O PPdeG vs. PP e o mundo

«e nenhuma coisa nos enmaranha em calamidades mais grandes que achegármo-nos ao que a gente di, na ideia de que o milhor é o que se aceita coa aprovaçom de muitos» (…) “A vida feliz” , Séneca

A campanha mediática escolhida polas assessoras de Feijoo semelha que, dando por feita a vitória eleitoral, mas por méritos alheios que próprios; do que se tratara fosse de desligar-se da impotência de Rajoy á hora de formar governo em Madrid e dos múltiples casos de corrupçom do PP no estado; coma se por acá as coisas fossem dum outro jeito, obviando Baltares, Pokemons e boas amizades com narcos e outras máfias para tratar de acadar “el Dorado”.
logofeijooclaim De todas é de reconhecer que é moi bo o eslôgane escolhido, mirando de deixar reduzida á última expressom o logo do partido e dando por sentado em claro bilingüismo harmónico galego junteiro e castelám espanholeiro que «Feijoo, en Galicia si», e nom como meus correligionários da espanha que nom som quem de ganhar com maioria e levam mais de 1 ano sem governo. E além, para simplicar a mensagem, tiram de mapa oficial da Galiza para chanta-lo em forma da primeira «O» do apelido presidenciável. Tácticas todas elas dirigidas a essa povoaçom submissa á que tenhem pouco menos que abduzida com as suas prebendas caciquis e essa sensaçom de obriga da servidume para com o «senhorito» de Os Peares, que dim que de neno andava na aldeia, mas deveu apreender pouco a língua que lá se fala ainda que farde de que «a sabe leer e a sabe escreber perfectamente». Continuar lendo

Propaganda eleitoral (4) – BNG, Tédenos Con-Tentas

tenta Com estilete explorador vam profundizando na sua própria ferida, sondando á procura dos votos perdidos polos quatro costados, indagando e querendo conhecer quais som as causas de tal hecatombe; eles e elas que seguem fideis aos mesmos princípios de quando fundaram-se ou fundiram-se lá polo 1982, comunistas de todas as castes sob a única ilaçom de ser nacionalistas autodeterministas e crêr que desde a participaçom no circo eleitoral é possível a independência dum povo. E tudo isso denantes da caida do Muro de Berlim e da Perestroika.

bng Agora na sua propaganda seguem a querer “Con-struír Galiza”, pero esquecem que nunca foram quem de ser alternativa de governo por negar-se a compartilhar espaço eleitoral com todas as forças que se foram descolgando desde o ano seguinte da sua criaçom e coa contrapartida de que para governar sempre pactuaram com os espanholistas do PSOE na troca de carguinhos e para manter o que já figeram ou desfigeram os seus, em teoria, máximos inimigos do PP, como Reganosa ou a Cidade da Cultura, por pôr só um par de ejemplos “Con-trastáveis” e que poidam “Con-testar” as suas perguntas de “Porquê deixaram de votar-nos” ou “porquê liscam do BNG todas as que nom som da UPG e mesmo outras interrogantes que lhes levem a entender a sua deriva em picado e costa abaixo em quanto a sua representaçom no parlamentinho.
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Propaganda eleitoral (3) – “En Marea” Luís Villares, justo um desconhecido juiz

marea Na altura já nom surpreende que um juiz -que leva toda umha vida vivindo a corpo de príncipe com um dos salários mais altos da administraçom pública e aplicando as leis que possibilitam e facilitam o mantemento do sistema capitalista- seja cabeça vissível dum partido ou dumha coaligaçom eleitoraleira que se di demócrata e ubicada na esquerda (ou abaixo) do espectro parlamentar. Já tiveramos por estes lares a figura de Ventura Pérez Mariño, quem foi alcaide de Vigo e deputado polo PSOE e além, umha das polas desta coaligaçom galega-espanhola, os “podemitas”, destacam por mirar de pôr nos seus postos de saida a gentes com profissons liberais e magnificos salários e deixar-se de lérias de proletariado e demais misérias que nom conducem ao poder ansiado: umha juiz canária e umha exjuiz como alcaidesa em Madrid, som ejemplos dabondo.

Por tudo issso nom é estranho que na propaganda da sua campanha sobressaia esta sua condiçom de juiz (e parte) e de ai a lenda “Un país xusto”, que eu nom som quem de concretar que é o que quer dizer ou que pretendem as Mareas com este eslôgane: Estám a dizer que Galiza é já de “per se” um pais justo? Ou estám querendo dizer que quando o juiz governe, Galiza vai ser justa? Ou é umha simples constataçom de que a Galiza é justo um pais (e nom dois ou tres)? Ou é justo o seu jeito de marear á gente para que confie num juiz como presidente??
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Propaganda eleitoral (2) – Cristina Losada, a Cidadá Bilingüe que desconhece o galego

ciudadas A verdade é que fazer umha resenha humorística sobre a campanha eleitoral de Ciudadanos, C’s na Galiza nom tem merito algum, dado que a campanada já a derom eles sozinhos com seu autobus eleitoral e suas tremendas gralhas das que já derom conta mesmo a maioria dos falsimedios.: A bandeira oficial galega com a banda azul em sentido inverso; os nomes da candidata e do jefe do partido trabucados com respeito ás fotos de ambos e o mais rissível, as meteduras de zoca lingüísticas e de nivel de primária com respeito á normativa junteira, ao ponher a partícula negativa em perfeito castelám: “No” (*) e fazer reflexivo o verbo “Merecer”, quando este é um verbo transitivo em galego; nom assim em castelám.

É mais todas estas risas começaram quando a própria candidata a presidir a Junta polo C’s, Cristina Losada, subira a umha rede social umha fotografia do autobus e um seu texto em perfeito castelám: “Impresiona toparse de pronto con un autobús de @CiudadanosCs en una calle de la ciudad: han quedado genial”; do que pode entresacar-se de que a Cristina é um mentideira porque é evidente que nom se “atopou de pronto com o autobus”, ou seja que eu nom me crio que fosse passeando polas ruas com umha amiga e de pronto soltara pola sua boca bífida: -“Uy, mira tu Maripili, que autobús precioso, oh! vaya, mira tu que casualidad, que soy yo la de la derecha de la foto, es genial…”; ou igual sim?? O que si se sabe é que a susodita retirou de seguido a foto que avivara a polémica, mas pese a elo nom consiguiu mitigar as risotadas pois já estavam circulando pola rede os erros do autobus.
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Propaganda eleitoral (1) – Xoaquín F. Leiceaga, “Xocas o novo”

psoeDesde há uns dias, estando no meu piso de aluguer, o primeiro que vejo ao assomar-me á fiestra que da á rua, som duas faixas colgadeiras dumha farola com o careto de Xoaquín F. Leiceaga e a lenda “Unha Resposta Nova” como jeito de encarreirar o voto indeciso para o PSOE. Esta e nom outra razom foi a que me motivou a adicar a estes, este primeiro artigo sobre a propaganda eleitoral dos partidos que andam na dança e que tenhem possibilidades de acadar algum escano no parlamentinho “regional”.

Afora do desagrado de ve-lo seu careto todo-los dias, fai-me graça o lema escolhido para engaiolar suas possíveis votantes; porque se de algo farda o PSOE desde a chegada á cena mediática eleitoralista de “podemitas” e “cidadanistas” é da sua antiguidade na mesma como jeito de valorar mais e melhor essa circunstância, como de quem segue o velho dito de “mais vale mau conhecido que bo por conhecer”; sentência que, sem dúvida, seria muito melhor eslôgane que a falsidade que desprendem as suas faixas.
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Tres leis da dominaçom masculina x Acratosaurio rex

Recolho, traduzo e colo de A las Barricadas este artigo assinado por Acratosaurio rex:

Falando da dominaçom, há gente que pensa que as cousas nom som “si” ou “nom”, que há zonas de “talvez”… Eu nom crio isso. A dominaçom estabelece dualidades em termos de “branco” ou “negro”. Isso implica umha divisom entre pessoas, umha separaçom, um espaço definido, um comportamento associado para cada qual. Pensemos –como por casualidade– na dominaçom masculina (1).

diferenciacom-de-sexos-na-infancia Construir a feminidade leva desde o nascemento umha aprendizagem: cores, jogos, atitudes tais como sorrir, desviar a mirada, aceitar as interrupçons dos homes, nom abrir as pernas, esconder a barriga, ressaltar e tapar o busto… O território feminino é limitado ás zonas seguras como o fogar, o báirro ou a franja horária, que as confina num cercado invisível pero nom menos real que um cortelho. O movemento é, nom só circunscrito, se nom tamém condicionado pola própria vestimenta: a saia, o escote e os tacons obrigam a fazer contorçons circenses se se quer recolher algo do chão, se te queres sentar ou se queres correr; ou o bolso, que mantém as mans constantemente ocupadas. Todas estas atividades, e mil mais que foram prolixamente descritas, tenhem um profundo sentido moral, inscrevem na pessoa o que está bem, e o que está mal. Som atitudes que se propagam sem nem sequer ter que adoutrinar á vítima: assume-as. Passos curtos, mans afeitadas e posiçons forçadas, fronte ás masculinas, mais relaxadas, que permitem as pernas abertas e colocar os pês sobre a mesa, cousa inimaxinável numha mulher com saia, a nom ser que esteja a ocorrer algo insólito.
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O decente docente Luciano Méndez.

hartas-de-la-testosterona-de-luciano_detalle_articulo O tabloide* compostelám por excrescência dava ontem, de novo, voz ao misógino Luciano Méndez com um seu artigo de opiniom que dirige ao reitor da USC e que titulou Señores, isto non é decente.

O primeiro que me chamou a atençom foi a cancha que lhe prestam, desde este pasquim, ao machota e mais se a comparamos com a case nula cobertura que lhe derom á concentraçom da quinta passada de diante do reitorado de dúzias de gentes solidárias com as alunas ás que se lhe abriu, desde o governo da USC, um expediente por protestar na aula pola atitude machista e intolerante do sujeito em questom; tema do que já fum dando conta nesta minha bitácora. Nem sequer enviaram um reporteiro gráfico á mesma!! E isso que tenhem a sua sede apenas a 300 metros. Fáise-me clara o posicionamento do mentideiro.

Mas já metido em faena crítica co texto do susodito; já o mesmo início do título di muito de quem é:“Señores”, em masculino, plural; quiçá na busca da cumplicidade corporativista, que have-la hai-na e muita na USC.
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