Arquivo mensal: outubro 2016

O juíz Villares, jefe da oposiçom do parlamentinho, quer secretário, quer chofer: Nem esquerda, nem direita, nem em riba, nem em baixo

Dim por algures que a sua ilaçom com os partidos sistémicos veu da mão de Esquerda Unida, onde foi militante. Dim que, na sua condiçom de juiz, cumprira de jeito estrito com os códigos legais vigentes aprovados durante a ditadura franquista e a pseudo-democracia consequente. Dim que decidiu apresentar-se a presidente da Galiza porque suas prioridades eram a defessa dos intereses do povo. Mesmo na sua autobiografia na web de En Marea farda da sua vinculaçom com entidades centradas na defensa dos dereitos sociais.

Mas agora que perdeu a partida eleitoral tras a deixar a toga polo estrelato na política partidista, o “senhor juiz” veu de cair na conta de que cobrava mais como juiz que como jefe da oposiçom no parlamentinho e que bota em falha umha secretária que lhe leve sua agenda e um chofer a sua enteira disposiçom e por suposto cobrar as dietas por gastos de kilometragem e umha compensaçom por quanto leva gastado desde que tomara a decisom de acodir ás eleiçons e deixar aparcada a sua carreira judicial com a conseguinte perda do seu salário profissional.

E assim é como se fam os líderes da política partidária instituiçonal. E remato com um conselho publicitário:

Muito marear da para vomitar

Feijoo: “España, um pais mediano” que nom precisa de fusos horários diferentes

“Yo no soy portugués, soy español. (…)España no es Estados Unidos ni Europa, es un país mediano en la Unión Europea y sería ridículo que en Mallorca exista un huso distinto del de Vigo, me parecería ridículo en un país tan mediano como España”

reloxo-agobio Hoje quando acordei com o zumbido do despertador para ir ao curro, tivem que acender a luz da minha habitaçom para nom sair a obscuras da mesma; o mesminho que me passara na sexta feira denantes do câmbio horário imposto pola UE como medida de aforro enegético.

Mas por mais que teimem nessa falácia desde os mentideiros e desde os governos, nom acabo de entender como é que quando nos restam umha hora aforramos gasto energético e quando no-la sumam, mais do mesmo. Mas além esse aforro nom se vê nunca reflejado na nossa fatura da luz; polo que entendo que as únicas beneficiárias devem ser as empresas distribuidoras.
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O Tribunal Supremo Espanhol confirma a impunidade do assassinato de José Couso

Aos poucos de abrir esta minha bitácora adiquei umha entrada ao camarógrafo galego freelancer José Couso no aniversário do seu assassinato a mãos de militares ianquies durante a invasom destes do território de Iraque sob a escusa de derrocar ao ditador ao que auparam seus governos e presidentes anteriores. Nessa entrada que lhe adicava na sua condiçom de “gajeiro na sua gávea” no blacom do Hotel Palestina, dava ligaçom ao programa que figera em 2003 no 3 aniversário do seu passamento e que emitira pola rádio Kalimera na sua homenagem:

 Hoje volto a colga-lo a disposiçom de quem queira ouvi-lo ou descárrega-lo (*), pois venho de saber o que já era sabido e temido: O Supremo confirma o final do ‘caso’ e rejeita apressentar questom de inconstitucionalidade contra a última reforma da justiza universal aprovada pola maioria absoluta do PP em 2014, tal como demandavam as amizades e familiares de Couso. Isso sim, os juízes deste alto tribunal espanhol, tratam de ficar bem cara á galeria e com um papo que nom se mantém do grosso e longo que cae, simulam estar desgostadíssimos. É dizer, para que ninguém fique com a ideia real de que nom tenhem arrestos para ir contra tam poderoso amo mundial, limítam-se a qualificar de “lamentável” a “escasa” colaboraçom judicial prestada polos EEUU para esclarecer os feitos; algo que já se sabia desde minutos depois do assassinato de José.
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Anarquismo, futuro ineludível?

É a ordem a anarquia,
a ordem mais elevada
por ser ordem sem Estado.

Ordena a sociedade
sem empregar autoridade
e sem poder usurpado!

anarquismo-em-peNavigando pola rede avistei este artigo (em castelám) assinado por um médico odontólogo e exprofessor de universidade em Costa Rica, Álvaro Cordeiro Yannarella, umha sua opiniom publicada numha web universitária científica “Semanario Universidad” que recolhim e dou pulo (e traduzido o texto), e se bem isso nom implica que compartilhe 100% o acá expressado polo doutor, considerei interesante sua publicaçom nesta minha bitácora de viagem polo que de positivo tem e de que confire certo optimismo de futuro; algo tam necessário nestes tempos de repressom e de persecuiçom das ideias libertadoras do fatal capitalismo que sofremos o 90% da povoaçom mundial:

A Anarquia, do grego, “ausência de poder político”, é umha forma de vida natural, nom um partido nem tendência política. O seu pensamento mais sublime e final só tende a alcançar o maior bem para o maior número a través da ajuda mútua; com princípios, pero sem dogmas; com conselhos, pero sem ordes; com experiências, pero sem instruçons; com líderes, pero sem explotadores. Disto parte o seu antiautoritarismo, ao qual só se pode chegar em ausência de poder político.
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Diante da demanda de Mahou: Minhas propostas de novo logo para Marea (de nada…)

mahou-marea-modifique-logotipo-confusion_966514459_116042978_667x375 Ontem olhei numha entrada dumha rede social que a entidade empresarial que comercializa a cerveja Mahou solicitava á entidade política partidária En Marea, que mudara seu logo porque detetaram muitas similitudes co sua marca registrada, tras comprovar que tal similitude estava a ser difundida ampliamente pola rede e isso poidera provocar erros á hora de diferenciar umha marca comercial dumha marca eleitoral.

Tomei a entrada por umha brincadeira e nom lhe dim mais pulo, mais lá de amossar o meu gosto por tal engenho. As razons que me levarom a nom dar creto da mesma forom variadas, pois já de per se é absurdo que umha marca comercial de bebidas alcólicas demande tal mudança de logo quando é evidente que nom vam entrar a pelejar num mesmo terreno comercial, dado que a entidade política En Marea anda a publicitar promesas dumha vida melhor a câmbio dum voto numha urna e Mahou limíta-se a incitar-nos a beber e ser féliz a câmbio de uns euros; mas a fundamental é que dita entrada estava colgada por um desses trolls autoidentificado como tal e que tem muita sona entre muitas galegas que participam dessa rede social, Benito Soto Troleada Galega quem apresentava a nova com este seu cabeçalho: KANDO O TROLLEO KOYE CORPO I EMERCSE HENTRE LOS MORTAIS e mais o do médio de onde a recolheu: “La Información”: Mahou pide a En Marea que cambie su logotipo para “evitar la confusión”, que soa a clara brincadeira e dim por feito que tal jornal deveria ser de humor, pese a que o Benito Soto insistia na sua parte troleira em tal vitória com este seu comentário: KOALKIERA DIRIA KE ALGHUNA TROLLINHA ESTIBO A MALMETER KOS KOMERZIALES DE MAHOU. Botei uns bos risos e a outra coisa…
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Joves 3 Nov ás 20:00′ no Ateneo Libertário “Xosé Tarrío” de A Corunha: Debate sobre prostituiçom a carrego de trabalhadoras sexuais

prostituicom O vindouro joves, quinta feira, 3 de novembro, as compas do Ateneo Libertário “Xosé Tarrío” de A Corunha, organizam um debate sobre a prostituiçom e, como deveria ser sempre, contarám coa presença e testemunha de várias trabalhadoras sexuais para encarreira-lo.

O debate será aberto (poderá intervir quem quiger) e preténde-se co galho de desmontar estereotipos e informar sobre o trabalho da prostituiçom da mão de profissionais.
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5ª feira, joves, 3 de nov ás 09:00′ diante de Jornalismo: Concentraçom Solidária coas estudantes represaliadas pola USC

cartazconcenCo galho da celebraçom em 14 de março de 2013 dum Conselho de Governo, organo diretivo da USC, estudantes de diferentes estudos e faculdades decidira mobilizar-se para assim amossar seu rejeitamento polas medidas que estavam a adotar a universidade nesses tempos: recortes na educaçom pública, suba das taxas universitárias, reduçom da quantia e quantidade das bolsas de estudos que até entom davam cobertura a a centos de pessoas que, de outro jeito, nom poderiam aceder á universidade, etc.

As conseqüências nom se figeram esperar, e meses depois 12 estudantes eram citadas a declarar tras ser acusadas polo governo da USC, na altura sendo reitor o “independente” Juan José Casares Long, de ser as causantes de destroços no edifício e de agressom a algum dos membros da seguridade privada alá presentes.

Agora, 3 anos depois dos supostos sucessos dos que se lhes acusa a estas 12 pessoas, atopámo-nos coa desagradável sorpresa de que o governo da própria USC, agora nas mãos reitoras do “socialdemócrata” Juan Manuel Viaño Rey, quem foi concelheiro do PSOE em Boqueixom, decidiu continuar co procedemento judicial e fai umha petiçom de condena de 4 meses de cadeia para cada umha das imputadas e o pago dumha fiança de 1.400 euros.

As provas da USC contra estas 12 acusadas?
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Os violadores de Pamplona: “El Prenda” e o militar tiraram da placa do picolo para roubar-lhe a droga a outros jovens

poster_for_dad_by_rumiko_skiler Como contraponto necessário á falácia de que a Garda Civil coida por nós; lim na semana passada que, nas mensagens que se moviam entre os múltiples violadores dumha moça de 18 anos durante o San Fermin, o processado José Ángel Prenda Martínez jacta-se de ter usado a placa do seu amigo gardia civil para ficar com “médio gramo” de cocaina.

Os feitos tiveram lugar em Pozoblanco, em 1 de maio, na mesma noite na que quatro membros desse grupo abusaram sexualmente de outra jovem de 21 anos. O Diario de Noticias navarro da conta de como numha conversa intervida tanto Prenda como o militar do grupo, Alfonso Jesús Cabezuelo, dim ter tirado da “placa” do seu “colega” para quedar-se com “meio gramo” de cocaina que lhes ‘incautaram’ a outros moços. O “colega” de quem falam é o garda civil Antonio Manuel Guerrero Escudero, quem naquelas datas estava destinado nessa vila cordobesa.

“LE QUITAMOS A UNOS NOTA LA COCA”
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A voltas com a liorta num bar de Altsasu. As chaves que desmontam a versom mediática-policial-governativa

2016-10-16_visita_alsasua_0_18855_1 Hoje em quanto almorçava pugem o “parte” da tv e lim nos subtitulares que a Fiscalia do tribunal político espanhol, a Audiência Nacional, considera que a liorta entre gardias civis e vizinhança de Altsasua, pode ser enquadrada como “delito de terrorismo” e é, por tanto, da sua competência investiga-los feitos. O fiscal estabelece que “se trata de graves hechos delictivos contra la integridad física de miembros de la Fuerzas y Cuerpos de Seguridad realizados con el propósito de atemorizar a colectivos que no comparten sus ideas y generando una grave alteración para la paz pública” e posicióna-se em contra do informe policial realizada pola Polícia Foral navarra e pola mesminha Garda Civil que declaram que nom se infire que houvera umha linchagem ou malheira organizada aos dous gardias agredidos junto com suas parelhas e nom se apreça delito de terrorismo algum, se bem considera que existem indícios dum possível delito de ódio, castigado com penas de prisom de 1 a 4 anos, e de atentado á autoridade e lesons.
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Abstençom do PSOE nom é abstençom que é rendiçom.

livre-forges A polissemia desta palavra permite que se misturem e confundam conceitos que nom compartilham absolutamente nada em quanto ao seu sinificado e mais que nada em quanto sua utilizaçom como arma política.

As anarquistas levamos a abstençom no nosso acionar político como negativa a participar dum jogo trucado, tramposo e desfaçado, disfarçado de escrutínio eleitoral representativo. Temos razons abondo e já temos expressado em múltiples ocasions, foros e debates, a nossa negativa a ser partícipes do engano e das mentiras eleitorais que depois nunca se cumprem. Mas nós nom jogamos ao engano quando fazemos nossas campanhas pola abstençom aos diferentes comícios; dizemos claramente que nom imos botar e denunciamos, campanha sobre campanha, as jogadas trucadas para favorecer aos grandes empórios partidistas e facilitar o governo das ideias capitalistas-liberais representadas por case todos os partidos que se apresentam ás liças eleitorais, já sejam da velha garda ou do novo cunho.
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