“Maus tempos para a lírica?”- Minha 2ª entrega para a coluna “Vento de Través” do “Boletín Abordaxe”

Colo acá a minha 2ª coluna publicada na seçom “Vento de Través” na contracapa do Boletín Abordaxe nº 12 que vem de sair do prelo e está a ser distribuida debalde em formato papel, se bem podedes descarregá-la nesta ligaçom da revista Abordaxe e mesmo podedes aceder aos seus números anteriores nestoutra ligaçom. Além de colar acá o meu contributo, tamém colo a posteriori o índice com os demais contidos deste novo Boletín Abordaxe de novembro de 2012:

«Vento de través»

Maus tempos para a lírica?

“A liberdade é algo inevitável, a viagem é longa pero tende a ter éxito” Jesse Jackson

todas-presas Tudo aponta a que nom som bos tempos para a lírica mas tamém é bem certo que qualquer tempo passado nom foi milhor, por muito que o refraneiro popular terme nelo. Levamos séculos de escravitudes, passamos de estar obrigadas a servir nossos amos sob ameaça de sofrer castigos a golpe de látego a estar obrigadas a ser submissas sob ameaza de sofrer penalidades a golpe de talego. As leis atuais nom diferem, na sua intencionalidade, das normas ditatoriais impostas, tempos há, por faraons, cesares, zares ou reises: embuir o medo a dissidência e castigar com penas abusivas a quem se atreva a pôr em questom a ordem estabelecida, co galho de que serva de escarmento e frene as ansias de lutar pola liberdade o resto da povoaçom.

As regras que regem nossas vidas de cidadás supostamente livres, disponhem de recursos normativos que permitem julgar e castigar severamente qualquer ato de desobediência que suponha pôr em questom o sistema capitalista internacional entanto louvam suas guerras polo control energético e tildam de operaçons humanitárias os assassinatos cometidos polas forças armadas de qualquer cor de casco na sua luta contra o Mal.

Mas quem representa esse Mal? A história que escrevem os ganhadores otorgam este ingrato papel a quem nom respeita as regras de obrigatório cumprimento de cada época e governo. Assim aquí e agora assistimos a contínuas situaçons de abuso de autoridade, onde um juíz pode encirrar titeriteiros, rapeiros ou escrevedoras nas redes sociais só por fazer o que, desde tempos imemoriais, sempre figera o povo: arremeter com burlas, mofas e escárnios contra todo poder e seus representantes e adalides.

A justiça segue seu caminho ao carom do medo. Sua meta é que sejamos as próprias cidadás as que nos autocensuremos e nom tenhamos arrestos para sair as ruas amossar nossa dissidência. De nós depende aceitar ser submissas ou terciar na luta. Eu nom vou calar e desde minha gávea berro:

Todas á rua, a luta continua!!

ogajeironagavea

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Deito acá o índice de contidos do Boletín Abordaxe nº 12, onde as compas, além do meu contributo da coluna, recolhem algumhas das notícias que fum publicando nesta minha bitácora:

0001PORTADA:

  • Os doce da Yago – compilación de textos entorno ao conflicto da okupación da Sala Yago en Compostela

NOVAS:

  • Alto mando da Garda Civil viguesa foi apartado do seu destino tras fachendear do seu cargo e obter favores sexuais debalde baixo ameaça – umha reportagem de O gajeiro na gávea
  • [A Guarda] Atacan con pintura o restaurante Casa Olga, famoso polas apoloxías fascistas da propietaria – unha reportaxe de Disnomia
  • [EUA] “Benvidos ao fin do mundo” (sobre as revoltas contra os asasinatos policiais racistas en Charlotte) – reportaxe tirada de La Rebelión de las Palabras
  • Primeiro caso de obxección electoral aceptado no Estado español – comunicado de Amparo Rodríguez

OPINIÓN:

  • Abstençom – 817.702 // PPdeG – 676.676 (e som só resultados provisórios, a falha de computar os votos do Censo Eleitoral de Residentes Ausentes) – por O gajeiro na gávea
  • Cisne Negro – por J.
  • O caixeiro pintado: A Memoria Fiscal 2016 e unha volta máis de porca no caixón de xastre do “terrorismo anarquista” – por Disnomia
  • O castigo patriarcal non protexe ás mulleres – por Paz Francés Lecumberri e Diana Restrepo

HISTORIA:

U.H.P. «UNIÓN DE HERMANOS PROLETARIOS» – por Revista Contrahistoria

RESEÑAS:

  • A Distribuidora Anarquista Polaris edita «Que ten de malo a enerxía renovable? 10 cousas que as ecoloxistas deben saber sobre a enerxía renovable

VENTO DE TRAVÉS por O gajeiro na gávea:

  • Maus tempos para a lírica?

 

 

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Uma ideia sobre ““Maus tempos para a lírica?”- Minha 2ª entrega para a coluna “Vento de Través” do “Boletín Abordaxe”

  1. Pingback: “Filho do Agóbio”; meu contributo ao Boletín Informativo Abordaxe de Dezembro. | ogajeironagavea

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