Esses falsos feministas: Felipe Garrido o portador do cartaz da marcha #NiUnaMenos de Santiago de $hile que se fijo viral nas redes

“Estoy semi desnudo y rodeado por el sexo opuesto. Y me siento protegido, no intimidado, quiero lo mismo para ellas”, frase do cartaz de Felipe Garrido na marcha #NiUnaMenos. “Si no me hubiese ido de la casa, capaz sería yo una menos”, declaraçom de Francesca Palma, a sua ex-parelha.

cartel-semidesnudoQuando eu cheguei a ser consciente de que a minha constituçom física ia emparelhada a ser dominante numha sociedade altamente machista, estava nos límites de nom entender que eu, que nunca rompera um prato, nom podia ser igualado a nenhum cabeça oca que se cria mais importante que as mulheres polo feito de levar colgando seus atributos sexuais. Mas tivem a imensa sorte de, na altura, compartilhar minhas eivas com mulheres moi comprometidas no feminismo militante e activo que me figeram ver a oportunidade de ficar á margem quando se tratava de visualizar a força da luita das mulheres nas ruas; daquelas só em contadas ocasions se nos convidava, aos homes, a marchar com elas pero nom junto a elas, senom num segundo plano, ou mais bem derradeiro, ocupando o final da marcha caseque em silêncio ou coreando eslogans solidários para com as nossas compas e procurando nom ser nunca o centro de atençom. Ainda hoje sego a fazer o mesmo porque sego convencido de que esse é o nosso único papel nas demonstraçons de força feminista nas ruas.

14715017_279189732480966_7689772185325370769_o Quando lim o cartaz que portava esse home, Felipe Garrido, antontem nas ruas de Santiago de $Hile na jornada combativa #NiUnaMenos (*), veu-me a minha cabeça aqueles meus tempos de comparsa case muda nas manifas das mulheres que por aquel entom reclamavam “aborto livre e gratuito na seguridade social”, ou o ainda inalcançado “igual trabalho, igual salário” e tamém aqueles protestos nos que havia, por parte das nossas compas, umha proibiçom expresa a que acodiramos a manifas onde elas queriam deixar constância da rotundidade das mulheres soas nas suas protestas, bem fosse para sair a denunciar situaçons de violaçons e abusos sexuais ou para reclamar seus direitos a andar polas ruas sem medo; onde é evidente que indo de protesta junto a homes e colhidas do seu ganchete pois como que nom…; ao igual que se me fazia absurdo corear consignas como “nós parimos, nós decidimos” (que tenho escuitado berrar a mais de um home).

E dizia que me vinheram á cabeça essas minhas lembranças de há mais de 30 anos, porque no entom a nenhum home se lhe passaria pola cabeça levar um cartaz ou faixa tam “pedante” e rechamante, nem sequer aos que berrabam entusiamados o de “nós parimos”, se bem tampouco nenhuma mulher manifestante faria arrumacos ao seu carom durante um protesto de tal calibre.

carteldenuncia1-720x500 Mas pouco depois de se fazer viral nas redes sociais a foto deste elemento a quem convertiram pouco menos que em héroe, sairom á luz na mesma rede as contundentes declaraçons da sua ex-parelha, Francesca Palma, na que denuncia que um dos homes heterosexuais mais aplaudidos do momento tem um historial que o contradi e proclama convencida: “Si no me hubiese ido de la casa, capaz sería yo una menos” . E assim foi como se conheceu o lado obscuro desta história, diante da que o macho solidário mediático calou (e ainda segue mudo, com o que cúmpre-se o dito de que “quem cala outorga”): Denúncias de maltrato e um feixe de dívidas impagas nos costos de mantençom da filha de ambos, de 11 anos, á que tamém maltrata psicologicamente (ver acá ou acolá).

Como remate desta entrada na minha bitácora fágo-me eco e compartilho as palavras de Nuki Feminazgul numha rede social (que nom traduzo) e que me retrotrairam a aqueles meus tempos de aprendizagem nas luitas e das ensinanças das minhas compas de entom e que ainda mantenho: Chicos…en serio, mejor no vengais a las manis a lucir palmito y quedaros ese ratico pensando y reflexionando… en casa, sin salir en fotos. Sin nada q podais usar xa presumir. En casa. Pensando. Mucho. Muy fuerte. Sobre vosotros y las mujeres q os rodean. Sí, tb sobre aquellas a las q no os queréis tirar. Sí, tb sobre aquellas a las q os querèis tirar. Y si sois gays tb podeis pensar cosas. Ea.

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(*)  #NiUnaMenos, Jornada combativa realizada conjuntamente na Argentina e $hile em denúncia das mortes de mulheres por mãos de homes, muitas vezes do mesmo entorno familiar.

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