Anarquismo, futuro ineludível?

É a ordem a anarquia,
a ordem mais elevada
por ser ordem sem Estado.

Ordena a sociedade
sem empregar autoridade
e sem poder usurpado!

anarquismo-em-peNavigando pola rede avistei este artigo (em castelám) assinado por um médico odontólogo e exprofessor de universidade em Costa Rica, Álvaro Cordeiro Yannarella, umha sua opiniom publicada numha web universitária científica “Semanario Universidad” que recolhim e dou pulo (e traduzido o texto), e se bem isso nom implica que compartilhe 100% o acá expressado polo doutor, considerei interesante sua publicaçom nesta minha bitácora de viagem polo que de positivo tem e de que confire certo optimismo de futuro; algo tam necessário nestes tempos de repressom e de persecuiçom das ideias libertadoras do fatal capitalismo que sofremos o 90% da povoaçom mundial:

A Anarquia, do grego, “ausência de poder político”, é umha forma de vida natural, nom um partido nem tendência política. O seu pensamento mais sublime e final só tende a alcançar o maior bem para o maior número a través da ajuda mútua; com princípios, pero sem dogmas; com conselhos, pero sem ordes; com experiências, pero sem instruçons; com líderes, pero sem explotadores. Disto parte o seu antiautoritarismo, ao qual só se pode chegar em ausência de poder político.

anarquia-sinal Se é antiautoritária, a Anarquia só pode ser voluntária e livre. A sua liberdade possitiva procréa-se na equidade, que sinifica nom considerar diferenças individuais de nenhum tipo, como fundamento de superioridade cidadá ou de classe; e o apoio mútuo no coletivo refíre-se a umha solidariedade sem fronteiras.
Por ser umha forma de vida aceita todas as posiçons filosóficas e religiosas, sempre que nom se amparem em restriçons a nenhuma liberdade; por isso as anarquistas pretenderom chamar-se libertárias, (¡pero olho, nom confundir com insígnias demagóxicas e fascistas de partidos locais nosos!) especialmente na Espanha de princípios do século passado, quando trataram de ocultar seu nome, que nunca lhe figera bem ao mercadeio do seu ideal; e atopou a sua mais férrea oposiçom no Estado e nos governos que quigerom aniquila-la, difundindo um pejorativo e basto sinónimo da palavra “anarquia” que significa caos e desorde.

Com tudo a Anarquia sobreviveu formidáveis tormentas e quanto mais avança o conhecemento e pensamento antropológicos, mais se consolida entre quem sonham coa sua liberdade positiva.

A perda da “ordem” que argumentam os explotadores e governos, se eles tivessem que desaparecer, quando os povos deixem de suporta-los e adoitem esta proposta como ideal de vida; é umha “ordem” que devemos, por justiza, analisar e entender:

De que ordem se trata? É a ordem e harmonia que anelamos quando a nossa espécie deixe de estar dividida nas suas duas vergonhosas classes, de explotadores e explotadas; parasitos e vítimas; vividores e operárias? Certamente que nom! Á ordem a que se refirem é á “ordem” atual, nom ao futuro.

Vejamos entom qual é essa ordem atual que as anarquistas se empenham em destruír:

se-querem-explotamO que hoje se entende por “ordem” segundo os partidários do statu quo do Estado e governos, é a monstruosidade de que quanto menos um 90 por cento da humanidade tenha que trabalhar para procurar lujo, malgaste, e satisfaçom de todas suas paixons a um fato de folgazáns vividores. É dizer, essa quantidade da humanidade fica reduzida a bestas de cárrega.

A “ordem” é umha minoria adestrada nas filosofias de mando governistas que, por essa razom, impom-se ás maiorías e re-educa ás suas crianças para que ocupem mais tarde suas mesmas posiçons, co objeto de manter os seus privilégios, pola astúcia, a corrupçom, o engano e o crime. A “ordem” é a guerra contínua que provocam, de naçom contra naçom, do humano contra o humano. É a devastaçom de espécies e ambientes para acumular a riqueza do mundo nas maõs de menos do 10 por cento…

Pola sua banda, a “desordem” é a protesta do povo contra a indigna ordem presente; para romper cadeias e marchar luitando cara a um melhor porvir.

Tres “desordens” que marcarom a história foram a supressom da servidume feudal, a aboliçom da escravitude, e o golpe á tirania monárquica de toda Europa dado pola Revoluçom Francesa. De ali partem todas as “desordens” modernas que causam as gentes que nom se afám a ser discriminadas, explotadas, a estar sem trabalho, a ver suas criançáos com fame, a ver a natureza destruida e saqueiada… Que clamam, em fim, por um pouco de justiza!

Se no critério dos pensadores clássicos do anarquismo, o pleno desenvolvemento racional do home só terá lugar quando acabe toda escravitude e violência no mundo e governémo-nos a nós mesmas em paz e sem mediadores estatais nem governos; é dizer, em Anarquia; é de prever tamém que se o desenvolvemento mental dos povos continua por bo caminho, o anarquismo total será um futuro ineludível para o planeta. Assim, cara leitora, se estás contra aquela “ordem” indigna; e esta “desordem” paréce-te justa, es já um pouco anarquista!

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