Arquivo mensal: novembro 2016

A farsa da derogaçom da Lei Mordaça e outras ervas

hetariaHoje todos os falsimédios escritos destacam nas suas capas a notícia de que ontem aprovouse no Parlamento espanhol umha moçom apresentada a instâncias do PSOE para derogar a Lei Mordaça e que só tivo os votos em contra do PP e Foro de Asturias e a abstençom de C’s; hoje podias almorçar com a leitura de cabeçalhos do tipo: “La oposición aprueba la moción para derogar la Ley Mordaza” ou “Izquierda y nacionalistas votan derogar la Ley de Seguridad Ciudadana del PP”. Mas a pouco que profundices em querer saber que aconteceu, descobres que nom é tudo tam fantástico como se desprende da leitura dos cabeçalhos; em princípio porque os 167 sies fronte aos 133 noes e as 32 absteçons NOM IMPLICA NENHUM CÂMBIO LEGAL, e só vale para reclamar ao governo espanhol que dea marcha atrás a dita lei, mas o PP ja deitou as suas condiçons: estám abertos a negociar algumhas modificaçons mas insistem na IMPOSSIBILIDADE de DEROGAR dita lei porque consideram que é necessária para fazer fronte á ameaça do terrorismo extremista e lembram que seguimos em nivel 4 (sobre 5) de alerta antiterrorista.

Dito o qual, pergunto: DE QUE VALE O CONGRESSO?? Qual é o motivo de apresentar moçons para modificar leis, se é o governo quem toma essas decisons (inda que seja minoritário na Cámara)?? Para “fardar de cobrar um pastom por nom fazer nada”, para “fazer publicidade” do teu grupo, para jogar ao “candicrass”, para “botar a soneca”, para “colher sona e botar-te a durmir”, para…???
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7, 8 e 9 de dezembro em Teo: 1º Festival Titiriberia. Olhadas sobre “Os Cristovos”. – Umha proposta contra a lei mordaça??

2017_titiriberia_cartaz_baixa_rgb A pergunta do cabeçalho é minha, e tem razom de ser desde o día em que Alfonso e Raul, titeriteiros de ideologia anarquista e componhentes da companhia “Títeres desde abajo”, foram detidos sob a lei Mordaça durante as festas de Madrid por ordem dum juiz e coa intervençom favorável da sua lega companheira (retirada) e alcaldesa podemita da capital espanhola (que os contratara); feito do que dim conta quando abrim este blogue e essa notícia fora a minha primeira entrada no mesmo. E fago esta referência porque na posterior concentraçom de repulsa pola sua detençom que se “celebrou” em Compostela (lêr acá minha crónica) houvera abondosa presência de gente adicada a este espectacular mundo dos monicreques e mesmo leram um seu comunicado (lêr acá) na sua defessa e contando a verdadeira história dos títeres de “cachiporra” da Asociaçom Cultural “Morreu o Demo” para recuperaçom do títere tradicional, que é quem organiza agora este pioneiro festival adicado aos títeres tradicionais único da sua natureza na Galiza e no Estado e que vai contar com toda umha maratona de representaçons e atividades que mesturam entretemento e reflexom cos títeres tradicionais da Península como eixe: O Pericu catalá, os Robertos portugueses o Dom Cristóbal andaluz e, por suposto o Barriga Verde galego, com até 7 obras diferentes, 10 funçons e diferentes atividades sobre estes espectáculos populares; entre os que estarám a companhia “Titeres desde Abajo” para representar, deste sim, umha obra infantil com pezas breves de “Cristobitas”.
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A Revoluçom Cubana: Um Olhar Libertário x Capi Vidal

Decidim dar pulo a este artigo de Capi Vidal publicado este domingo passado, tras a leitura do seu moi interesante artigo “O movemento anarquista en Cuba” que descreve a situaçom deste movemento desde seus inícios no século XIX (maioritário em Cuba) até agora, e que minhas compas de Abordaxe tiverom a bem de traduzir e colar no seu blogue. Quando rematei sua leitura quigem profundizar nalguns aspetos tam sinificativos como os dados de que “o Partido Comunista Cubano pactara com Batista, apoiándo-lhe eleitoralmente” quando sua suba ao poder (sim ao igual que Hitler, o ditador cubano acedera ao poder numhas eleiçons democráticas em 10 de outubro de 1940 com umha candidatura “populista” e “progressista”); e mesmo o feito de que anos depois, em março de 1952, quando Batista dirigiu o golpe de estado, o PCC tamém pactara com el; ou mesmo o feito de que as anarquistas cubanas foram ativas combatentes contra a ditadura de Batista junto a diversos grupos guerrilheiros e mesmo participaram no Movemento 26 de Julho que fundara Fidel Castro; e outros dados moi interesantes que vos comino a lêr. E assim foi como dim com estoutro artigo no blogue de Capi Vidal, Reflexiones desde Anarres (sobre os anarquismos e sobre toda forma de emancipaçom individual e coletiva)” e que traduzo e colo (mantendo negrinhas, aspas e ligaçons), junto a um seu próprio comentário sobre a Repressom ás Anarquistas nos primeiros anos da revoluçom castrista:

A Revoluçom Cubana: Um Olhar Libertário

A revoluçom cubana, do mesmo jeito que acaeceu coa chamada “bolivariana” mais recém, produziu paixons e rejeitamentos por todas partes; tantas vezes, sem possibilidade de matizar entre os dous extremos. A realidade é que o comunismo originado em Marx viu fracasado umha e outra vez, tanto a sua teoria supostamente científica, como suas experiências políticas; falamos de fracaso em termos autenticamente revolucionários e socialistas, por suposto.
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“O galego-português nom é umha língua”

na-galiza-em-galego Com esta sentência começa um comentário que me remitirom a umha das minhas entradas recéns desta minha bitácora; é a continuaçom dum outro no que se me recrimina que “si sodes un blogue de ámbito galego, e máis de carácter reivindicativo, deberiades escribir nalgún idioma que se fale en Galiza (galego ou castelán), xa que a gran maioría das vosas lectoras son galegas”. Como a temática de dita entrada nom tem nada a ver com a questom lingüística, considerei que merescia umha breve resposta numha entrada escrita a propósito. Se bem para e-lo cumpre colar acá a minha resposta ao seu 1º comentário e a totalidade do seu 2º que começa com o cabeçalho desta entrada:

Eu- “Este é um blogue persoal onde manifesto minhas inquedanças. Escrevo no galego que conheço e reconheço como origem da língua espalhada por toda a lusofonia: o galego-português”.

Ela- “O galego-portugués non é unha lingua xa que non se fala de forma natural, é unha lingua “espalhada” por linguistas que nun momento determinado renegaron do galego como lingua natural da nosa Galiza. Dende que era nova coñecín moitas persoas galegas de antepasados galegos e non coñecín ningunha que falase galego-portugués. E a gramática e nomenclatura con caracteres portugueses non ten sentido xa que os fonemas galegos en calquera das súas variantes faladas en Galiza non teñen un son parecido ó dos fonemas portugueses”.

Poida que haja quem pense que é umha perda de tempo querer respostar a tal sentência; mas quiger faze-lo sem tirar de ironia nem retranca por mais que mo pida o corpo. E assim optei por recolher as opinions de certas personagens que poida fagam reflexionar a minha categórica comentarista e que recolhim da página da AGAL, onde há muitas mais. Poida que estes sejam os linguistas que nun momento determinado renegaron do galego como lingua natural da nosa Galiza que nomea minha comentarista:
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Fidel o imaculado homófobo

«Soy el responsable de la persecución a homosexuales que hubo en Cuba» Fidel Castro, entrevista em “La Jornada” 31/08/2010

fidel-fraga Na passada sexta feira, como umha premoniçom, recebia na minha caixa de correios (física e real) umha tarjeta postal que me remitiram em agosto desde Cuba; quando ao día seguinte soubem da morte de Fidel, veu-me a meu magim a frase corolário do meu programa “Comochoconto” da rádio Kalimera: “Tudo parecido coa coincidência é pura realidade”.

Hei reconhecer que na minha trajetória política passei por diferentes valoraçons do aportado por este home á história da humanidade; nessas tessituras na minha etapa “marxista-leninista pensamento Mao Tse Tung” tenho valorado e aplaudido suas fazanhas guerrilheiras iniciadas na “Sierra Maestra” com apenas vinte homes, e a expulsom do ditador Batista e seus amigos ianquies, assim como a vitória em Playa Girón contra exiliados residentes em Miami armados polos EEUU e suas políticas sanitárias e alfabetizadoras; e poida que ai estivera com anteolhos para nom ver mais lá dum herói imaculado; mas co tempo e a distância que me proporcionou o meu devenir anarquista, virei a um olhar mais crítico e a observar com certo pavor suas excelentes relaçons com políticos fascistas nascidos na Galiza do calibre de Franco ou Fraga, e mesmo suas maneiras “jesuítas” de devoçom e cooperaçom com os sucessivos jefes do Vaticano. Mas há algo na sua biografia que me choca que se trate de negar, ocultar ou minusvalorar, coma se fosse umha pequena eiva do seu curriculum que qualquer revolucionária comunista dos nossos tempos poida desculpar num seu herói: A sua exacerbada homofóbia
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25-N Dia Internacional pola Eliminaçom da Violência Contra as Mulheres

Co galho de tal jornada de luta, colo acá 3 artigos ou editoriais assinados por mulheres e que cópio, (traduzo) e colo dos sites de Indymedia Portugal, Portal libertário Oaca e Revista Andaina:

1) Editorial Indymedia Portugal (no seu galego original):

estado-civil-cansadaNo dia 25 de novembro de 1960, as três irmãs Mirabal foram brutalmente assassinadas na República Dominicana, pela ditadura fascista de Rafael Leónidas Trujillo, por serem mulheres e revolucionárias.

Durante o encontro feminista Latino Americano e das Caraíbas, realizado em Bogotá (Colômbia) em 1981, um grupo de mulheres propôs o 25 de novembro como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres. Este dia de luta e reivindicação seria posteriormente institucionalizado pela Assembleia Geral da ONU em 1999.
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Quarta feira, mércores 30 ás 19hs. no CS do Sar: Assembleia Aberta da rádio Kalimera, Vem fazer rádio com nós!!

Co galho de começar a emitir desde nosso novo estúdio ubicado no CS do Sar de Compostela fazemos esta convocatória de assembleia aberta para convidar a todas as interesadas em fazer rádio com nós. Lá falaremos do que é a rádio e como fazer um programa e estamos abertas a respostar qualquer dúvida que queirades resolver.
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