Jaume Barceló, coronel da Garda Civil, reconheceu e justifica agressons a pessoas detidas

14937362_1048605781923574_2698837255413742223_n Esta notícia foi tirada em 03 de novembro passado polo jornal monárquico e espanholista por excelência, o ABC, que digo eu nom será posto em questom pola caverna direitista pro-militar. O jornal dava pulo a umha gravaçom realizada na Comandância de Palma de Mallorca no ano 2011 «de forma casual, por error». Havia um dispositivo preparado para gravar um outro asunto e entretanto gravaram-se as palavras do coronel Jaume Barceló -quem na altura era o número dois na dita Comandância, e que em janeiro de 2014 tomaria o mando da Zona das Ilhas Baleares com mais de 2000 gardas ás suas ordes direitas- falando de casos de presuntas torturas de gardias civis que nesses momentos estavam nos tribunais (*).

Segundo as fontes consultadas por ABC, Jaume Barceló, alardeou em numerosas ocasions de ter «sacudido» a detidos e tem relatado vários episódios matizando «que ya han prescrito porque llevo muchos años fuera de la calle».

Transcripçom da gravaçom:

“Hostias y un golpe lo hemos dado ¡todos! Yo, así… El que ha trabajado un poco en esta Guardia Civil y no ha soltado una paparra es que ha trabajado poco. Porque eso lo hemos hecho todos. Yo me quité en el año 96-97, empecé a bajar, porque empecé en Policía Judicial en el 90, a los cinco o seis años visto cómo iban los derroteros… A mí un tío que pega a un guardia, aún hoy por hoy todavía se lleva un par de hostias, hoy por hoy, y después ya veremos, ya escribiremos, ya veremos lo que tenemos que hacer”.

Sinalar que na crónica do ABC, o jornalista Javier Chicote, fai a sua valoraçom das declaraçons do coronel Jaume Barceló, de quem escreve que “reconoce y justifica en una grabación a la que ha tenido acceso ABC agresiones a detenidos”; “incide en que estos hechos son, a su juicio, generalizados”; “da a entender que él repartió bofetones habitualmente cuando era más joven”; e que “lo volvería a hacer”.

Mesmo destaca o jornalista que o coronel da a entender que depois, para tapar os feitos, usaria a presunçom de veracidade dos agentes: «Después ya veremos, ya escribiremos, ya veremos lo que tenemos que hacer»; e precisa: “se refiere, según fuentes conocedoras del caso, a confeccionar un informe para tapar las agresiones”.

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(*) A Audiência de Palma absolvira a dous gardas acusados de torturas a um detido em Ibiza em 2009. Tamém em 2009 se abrira um procedemento contra catro gardas por torturas a dois detidos em Malhorca. A Audiência de Palma os condenara pero o Supremo os absolvira em 2015. Outro garda foi condenado por dar de labaçadas a um menor em 2011.

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