#PrimAcoso : Abusos sexuais entre minores. Agressores e/ou vítimas

582c2c2778fc1-primacosoHá já uns días que estou a ver numha rede social como muitas mulheres estám a fazer seguimento do hastag #PrimAcoso, umha campanha que trata de que as mulheres compartilhem nessas redes sociais a sua primeira lembrança de ter-se sentido acosadas, inferiores ou ameaçadas só polo feito de ser mulher. Iniciativa que parte do Concelho pontevedrés para tratar de dar vissibilidade á “base da pirámide” da violência contra a mulher co galho do Día Internacional contra a Violência Machista do vindeiro 25 de novembro.

Aplaudo tal iniciativa pero crio que há quem está a levar esta campanha por derroteiros que me confundem e surpreendem. E o digo desde a sinceridade e arriscándo-me a ganhar-me a antipatia e mesmo o nojo de algumhas mulheres por escrever o que segue:

Dentre as opinions que lim há várias que fam referências a situaçons onde, sendo elas umhas crias moi pequenas e/ou adolescentes, os seus agressores eram tamém das suas idades pero com rasgos, apariência e atributos sexuais masculinos.

Acho que criminalizar a infância sem se parar a analisar causas, razons ou influências educacionais nas suas açons é ter umha vissom moi parcial de tudo quando poida influir no seu atuar como cachorros humanos.

De feito a esta campanha tamém sumárom-se alguns homes que reconhecem ter feito seus “primeiros acosos” nos que ou nom repararam ou aos que nom lhes deram a importância devida, mas todos quantos reconhecem ter acosado falam exclusivamente de que foi nos seus anos moços e maiormente num entorno grupal (de machinhos) e na escola; se bem a mim da-me a impressom de que estes auto-inculpados vivem sua culpa desde a distância com aquel que foram quando contavam com 7 anos (ou os que sejam, pero sempre minores de moi poca idade) e que agora sentem-se arrependidos de cómo eram e como expiaçom compartilham sua culpa nas redes sociais mesmo fazéndo-se exemplo a seguir por todas quantas pessoas levamos um pene entre as pernas e poideramos ter experiências similares.

Nada se di da intolerância sexual na que somos educadas nestas sociedades capitalistas patriarcais para reprimir qualquer manifestaçom dessa índole (“nom te toques ai”) e nas que os jogos sexuais infantis som inhorados ou, o que é pior, proibidos pola gente adulta que, em troques de educar, convirte essas manifestaçons naturais infantis na base do maior tabu destas sociedades que é o que conleva a olhar ao sexo como algo pecaminoso e proibitivo e mesmo a potenciar que para consegui-lo deves forçar a quem nom quiger (“dim que nom, pero querem dizer sim”).

Planejar assim as coisas é simplificar o analise da realidade social e botar a culpa sobre adoslescentes ou infantes duns problemas que som muito mais complejos:

De feito, e em primer lugar, a construiçom sexual dumha pessoa adolescente vissibilizada como varom favorece as agressons porque é apresentado socialmente como “moi necessitado” sexualmente (“está tenso porque nom folha”), com “dificultades para ter control” se está excitado, e além milhora seu estatus se utiliza os patrons de conduta agressivos tanto físicos como verbais. Tudo elo pode dar como resultado crios que carescem de habilidades para se relacionar e nom sabem expressar o desejo, seduzir e respeitar o “nom” da outra pessoa e mesmo podem chegar a ser insensiveis ao sofremento que causam e carecem de empatia para coas suas vítimas.

Os adolescentes agressores som pessoas que tenhem deficiências graves no seu processo de socializaçom e relacionamento e que, com frequência, sofrem ou sofrerom maltrato e abusos. Há quem vê ne-lo umha dupla condiçom agressor-vítima e quantifica essas condutas agressivas como o resultado de numerosas causas entre as que está o feito mesmo de ser eles mesmo umhas vítimas.

Muitas som as variantes do comportamento sexual dentro e fora do contexto euronorteamericano para entender que a sociedade ocidental está podre no aspecto sexual e é promotora da existência de abusos, violaçons, maltratos, …

Fai-se necessário recordar que nossas formas de comportamento sexual nom tenhem validez universal. O povo Chewa africano educa ás suas crianças para manter relaçons sexuais desde moi pequenas, porque do contrário crêm que resultará impossível umha fecunda reproduçom, e no povo hindu Lepchas estimam que suas filhas nom estarám formadas como mulheres a nom ser que éstas pratiquem relacions sexuais desde idades tempranas. No povo Dschaga, um varom nom pode tocar nem sequer a pel dumha meninha até que nom é circuncidado. E na tribu Kikuyu se practicava a “violaçom cerimonial” que consistia em que os moços, tras a sua circuncisom viam-se na obriga da buscar umha mulher casada que lhes fosse totalmente desconhecida e masturbar-se na sua presência para se converter num home e poder assim contrair matrimónio legítimo com outra mulher kikuyu.

Além de tudo o dito, tamém acho que nestes tempos ocidentais da imediatez telemática está a haver novos factores que influem na criminalizaçom da adolescência e semelhara que agora houvera muitas mais escaramuças entre jovens, pelejas, abusos, … Mas nom porque saiam polas televisons e nas redes sociais as imagens das gravaçons com telefones, existem agora em maior medida de que quando eu era neno. Eu, de natureza pacífica, tamém participei muitas vezes, e contando com menos de 10 anos, de pelejas maciças contra os crios de outros coles ou contra pandas rivais, mesmo a pedradas e com armamento criado por nós mesmos com travas e madeiras ou tiracoios, tamém joguei a levantar as saias das minhas irmás, amigas e vizinhas, coas mesmas que saltava á comba e á goma ou tirava as tabas; poida que por isso fosse um agressor, mas eu nom tenho lembranças de que minhas irmás e amigas nom gostaram desses jogos ainda que seu papel era o de sentir-se ofendidas, se bem nom poucas vezes eram elas quem promoviam os nossos primeiros jogos sexuais.

Esses jogos formavam parte da nossa auto-experimentaçom natural á falha de pessoas adultas que nos guiaram e ensinaram sem tabus, criminalizaçons, nem castigos. Se bem entendo que poida haver quem viviu sua primeira experiência de jeito similar e ainda agora o sinta e o viva como umha agressom da mesma magnitude da que poida sofrer umha criança por parte dum adulto; nunca se me ocorrirá negar-lhe seu direito a sentir-se assim.

Para rematar só quero deitar um dado (que se da como válido): Nas estatísticas no estado espanhol falam dum 20% de mulheres que sofrerom abusos de pequenas (um dado que eu nom podo dar por bo pois há muito medo e silêncio sobre o tema), mas tamém contabilizam até um 10% de homes que tamém foram objeto de abusos sexuais quando nenos por parte de outros homes. É curioso que os que convidam a que outros homes deamos a cara nesta campanha o fagam desde a perspetiva passada de ser um agressor e como tal mesmo som parabenizados por algumhas mulheres por dar esse passo valente mas, ainda nom vim ningum home que publicara algo com esse hastag #PrimAcoso declarando-se vítima dumha agressom (algum desses 10%); poida que se o figera receberia ferozes críticas das mesmas mulheres que agora empoderam aos arrependidos. Ou nom…

Vivemos tempos convulsos onde há quem quantifica por igual as violaçons e outras agressons violentas feitas por adultos conscientes que as torpes iniciativas infantis sexuais na experiência do proibido; ou mesmo orquestra-se umha campanha criminalizadora contra quem, estando contente, turra com pouco jeito dumha moça para bailar num bar de copas a altas horas.

Nos meus tempos moços sonhava com ser maior e participar de orgias desinibidas. Hoje poida que pensar e desejar isso seja tamém pecado.

Anúncios

Uma ideia sobre “#PrimAcoso : Abusos sexuais entre minores. Agressores e/ou vítimas

  1. Cormelana

    Tamén nalgunhas culturas cortan o clítoris por tradición e estética. O problema é cando a persoa chora de dolor e non quere. A min se sin nena pouco me importa por que ou por que non outro cativo me agrede ou acosa, estou demasiafo ocupada sufrindo o acoso. Por riba non recordo ningunha nena que andase tocando os collóns alleos sen permiso. Non é non.

    Curtir

    Resposta

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s