25-N Dia Internacional pola Eliminaçom da Violência Contra as Mulheres

Co galho de tal jornada de luta, colo acá 3 artigos ou editoriais assinados por mulheres e que cópio, (traduzo) e colo dos sites de Indymedia Portugal, Portal libertário Oaca e Revista Andaina:

1) Editorial Indymedia Portugal (no seu galego original):

estado-civil-cansadaNo dia 25 de novembro de 1960, as três irmãs Mirabal foram brutalmente assassinadas na República Dominicana, pela ditadura fascista de Rafael Leónidas Trujillo, por serem mulheres e revolucionárias.

Durante o encontro feminista Latino Americano e das Caraíbas, realizado em Bogotá (Colômbia) em 1981, um grupo de mulheres propôs o 25 de novembro como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres. Este dia de luta e reivindicação seria posteriormente institucionalizado pela Assembleia Geral da ONU em 1999.

Os femicídios de 1960, que estão na origem do 25 de Novembro, são, em pleno século XXI, um alerta para todas nós, mulheres, de todas as idades e classes sociais, trans, negras, lésbicas, queer, migrantes, indígenas, trabalhadoras do sexo, com diversidade funcional, entre muitas outras: a crueldade das guerras, fascismos, ditaduras, de ontem e de hoje, violentam os nossos corpos. Já não são somente os ditadores como Trujillo e Salazar, são também os Erdogan, Pena Nieto, Assad, Trump, Mauricio Macri, Monsanto, Temer, Putin. A história repete-se, e SEMPRE acaba em tragédia. Já há muito que defendemos que se a nossa liberdade e as nossas diferenças forem respeitadas, viveremos numa sociedade que garante,efetivamente, a dignidade e bem-estar de todas as pessoas. São, ainda hoje, os nossos corpos e vidas que são dominados pela violência deste sistema que destrói a vida em nome de interesses económicos e de ganâncias de poder. Acreditamos que o patriarcado é a base deste sistema: um sistema de domínio que está enraizado nas práticas quotidianas, desde a educação nas escolas, às relações afetivas, às decisões políticas, tanto a nível nacional como global, e que atentam contra a nossa autonomia e auto-determinação, contra as diferenças que cada pessoa e cada povo expressam.
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2) Ás cousas polo seu nome x Carolina Vásquez Araya (publicado em Oaca, que o recolhe do seu blogue (traduzido)

violencia_genero-9Um dos maiores obstáculos para o combate da violência contra nenas, adolescentes e mulheres adultas é um baleiro conceptual cum umha dimensom que supera longamente qualquer esforço por desenvolver umha sociedade igualitária. A contraofensiva ante as denúncias de violência de género apóiam-se em argumentos como “os homes tamém sofrem violência”, equivalente a colocar baixo um mesmo rasseiro duas realidades opostas, umha das quais substenta-se num poder da masculinidade estabelecido a través dos tempos e perpetuado nas sociedades modernas case intato.

Pero isto há que ponhe-lo em termos muito mais singelos se se deseja permear essa resistência á aceitaçom do fenómeno. O primeiro é explicar por que os homes nom sofrem violência de género. A definiçom deste tipo de violência deveria ser abondo para aclarar o conceito, pero milhor é ir ao detalhe e obter umha panorama mais ampls, remitíndo-nos á gestaçom mesma do trato diferenciado entre homes e mulheres. É dizer, o momento mesmo desde o qual se marca a escala de valor: a perspectiva do sexo do/a nonato/a.

Em todas as civilizaçons antigas e modernas as expetativas ante o nascemento dum novo membro da família tendem a favorecer ao género dominante, é dizer, o masculino. Durante o processo de criança no núcleo familiar, aos nenos homes inscríbese-lhes num status superior de autoridade e privilégios em comparaçom coas suas irmás, o qual reflite como um espelho as relaçons de parelha heteras. O home deve ser providor, protetor e independente. A mulher deve ser obediente (mandato dado desde a cerimónia nupcial) e dependente da autoridade masculina. O seu papel fica limitado a servir e adicar-se á criança da sua prole.

É ai, nesse preciso instante, onde se plasma o modelo de violência e discriminaçom que perdurará durante o crescemento e desenvolvemento da personalidade. É a convicçom de superioridade impresa num género, constrastada coa inferioridade do outro. A mulher dócil, submissa e obediente será o prototipo do feminino, mentres o home forte, agressivo e dominante será a contraparte masculina num modelo supostamente ideal.

Esta maneira de marcar roles nom só constitue umha limitaçom evidente no desenvolvemento das nenas; tamém encirra aos nenos num chaleque de força moitas veces contrário á sua natural evoluçom, transformando a ambos em seres incompletos e frustrados.

A violência, entom, termina por ser umha forma case inevitável de expressom inducida pola vissom limitada estabelecida por estereotipos sociais e culturais de como devem ser e manifestar-se as relaçons entre ambos os sexos, assim como a maneira “correta” de definir as suas características. Entom, o domínio dum género por sobre o outro manifesta-se sem mais límites que os impostos pola forma de criança, a educaçom e o autocontrol. As leis, polo geral, forom tam permisivas ante a violência de género como a sociedade na qual se desenvolvem estas relaçons.

A única maneira de reduzir a violência de género, por tanto, reside num esforço legal e educativo enfocado neste fenómeno que acadou umha dimensom, precisamente por ser conatural á cultura imperante, que se passa inadvertida para a maioria. A igualdade de direitos é muito mais que umha parte do discurso correto. É umha mudança de mentalidade e um compromiso incondicional de respeita-la em todos os aspetos da vida. É compreende-la em toda sua enorme complexidade.
……………

e 3) Editorial revista Andaina nº 66 (no seu galego original)

violencia-genero Sermos feministas, irmás, practicar a sonoridade. Procurarmos un mundo de mulleres libres desde un país como o noso. E, partindo destas dúas frases, utilizamos métodos moi diversos para os mesmos fins.

A violencia machista sempre foi un dos fundamentos da nosa loita e unha das principais lacras desta sociedade que combatemos desde os feminismos. Porque querémonos vivas e non nos cansamos de berrar que non aturaremos a perda de #ninunhamais. Que apostamos polos bos tratos, que a educación en igualdade é fundamental, que o amor romántico é culpábel de tanto. E que isto é moi grave, que desde as institucións hai moita propaganda, pero pouco orzamento, que os medios de comunicación continúan perpetuando estereotipos sobre asasinatos machistas e crimes paixonais, e que queda unha chea
para rematar con esta situación que leva arrincada a vida a 43 mulleres no Estado este ano. Por iso participamos da marcha estatal contra a violencia machista o 7 de novembro, en Madrid. Ruximos desde as rúas da capital pola autonomía das nosas vidas, dos nosos corpos, por sobrevivir a tanta crueldade e á tiranía do machismo.

Mais a existencia destas certezas das que falamos non xustifica a
corrente activista e ideolóxica que define todo conflito entre mulleres e homes como indicio de violencia patriarcal. Unha tendencia que inicia cazas de bruxas, que en lugar de problematizar, culpabiliza e personaliza comportamentos.

Corremos o risco de converter esta viaxe colectiva pola nosa liberdade nunha intimidación, errando de inimigo, nunha aventura onde volvemos ser as eternas vítimas ou onde só a violencia, baixo o slogan de autodefensa, sexa a saída. Unha volta punitiva ou lonxe da resolución de conflitos de xeito colectivo ideal pola que deberiamos pelexar.

Consignas como machete ao machote, se te maltrata, mátao, podemos
entendelas como provocación, denuncia para empoderar e afastarnos
da imaxe vitimizadora eterna das mulleres. O problema xorde cando
hai quen toma isto ao pé da letra, no peor sentido da mesma.

Non compartimos o feminismo de pensamento único, porque formamos
parte desas outras voces que defenden a palabra autorizada das
traballadoras sexuais, porque nos importan as liberdades individuais
e colectivas, contra as censuras en cuestións como a pornografía ou a publicidade. Porque apostamos por construír outro mundo, sen dogmatismos nin verdades absolutas, onde non sempre haxa boas nin
malos da película, senón un futuro no que construamos novas identidades, que nos encorseten menos nos roles asignados ao código binario muller-home. Un presente no que non afastemos os que nos incomodan, senón que aprendamos a pensar na igualdade e en fabricar a xustiza en común. Acreditamos na democracia, en mirar o que acontece con lentes lilás para transformalo todo e, desde os nosos posicionamentos, aportar o noso gran de area para continuar mudando a realidade. Porque moito temos avanzado e desde o optimismo é como queremos construír o que está por vir.

Emma Goldman dicíanos: «non somos nin fomos loitadoras contra os homes. Non queriamos substituír a xerarquía masculina por unha feminina. É preciso que traballemos e loitemos xuntos, porque se non, non haberá revolución social». Niso estamos.

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