Fidel o imaculado homófobo

«Soy el responsable de la persecución a homosexuales que hubo en Cuba» Fidel Castro, entrevista em “La Jornada” 31/08/2010

fidel-fraga Na passada sexta feira, como umha premoniçom, recebia na minha caixa de correios (física e real) umha tarjeta postal que me remitiram em agosto desde Cuba; quando ao día seguinte soubem da morte de Fidel, veu-me a meu magim a frase corolário do meu programa “Comochoconto” da rádio Kalimera: “Tudo parecido coa coincidência é pura realidade”.

Hei reconhecer que na minha trajetória política passei por diferentes valoraçons do aportado por este home á história da humanidade; nessas tessituras na minha etapa “marxista-leninista pensamento Mao Tse Tung” tenho valorado e aplaudido suas fazanhas guerrilheiras iniciadas na “Sierra Maestra” com apenas vinte homes, e a expulsom do ditador Batista e seus amigos ianquies, assim como a vitória em Playa Girón contra exiliados residentes em Miami armados polos EEUU e suas políticas sanitárias e alfabetizadoras; e poida que ai estivera com anteolhos para nom ver mais lá dum herói imaculado; mas co tempo e a distância que me proporcionou o meu devenir anarquista, virei a um olhar mais crítico e a observar com certo pavor suas excelentes relaçons com políticos fascistas nascidos na Galiza do calibre de Franco ou Fraga, e mesmo suas maneiras “jesuítas” de devoçom e cooperaçom com os sucessivos jefes do Vaticano. Mas há algo na sua biografia que me choca que se trate de negar, ocultar ou minusvalorar, coma se fosse umha pequena eiva do seu curriculum que qualquer revolucionária comunista dos nossos tempos poida desculpar num seu herói: A sua exacerbada homofóbia

15253612_1704997086457990_8873641637421101508_nPorque, como conta “Dichos de un bicho” na sua página dumha rede social (que traduzo e colo): Fidel Castro tamém era homófobo, e foi responsável da persecuiçom de centos de pessoas sexodivergentes da ilha, enviándo-lhes a prisom, campos de trabalho ou centros de “reeducaçom”.

Sim, gente, como seres humanos podemos chegar á idade adulta e ter opinions complejas, matizadas ou incluso contraditórias. Podem-se admirar as obras deste senhor e à vez reconhecer seus erros e criticar-lhe por eles.

É umha pena como muita gente que se reconhece como “progressista”, “radical” e “esquerdosa” preferiria que seu herói marxista hipermasculino nom tivera tachas no seu currículum. Crio que isto nom só é históricamente falso, senom tamém hipócrita. Que tipo de esquerda pode jactar-se de querer liberar ao mundo quando nem sequer pode reconhecer e considerar responsáveis das suas açons aos seus amados pais próceres revolucionários?

Sim, Fidel Castro era homófobo.
Sim, Pablo Neruda foi um violador.
Sim, muitos dos nossos camaradas revolucionários eram lijo misógino.

 Se queremos conseguir algo, devemos deixar de crer dumha vez que nossos heróis som deuses. Temos que madurar e aprender a enfrontar-nos á verdade por muito que doa, a aceitar sentimentos contraditórios e a ser quem de expressar opinions complejas.

A maneira em que se está “defendendo” a Fidel Castro é a mesma com a que se defenderam a TODOS os homes cishetero desde tempos imemoriais.

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