Arquivo mensal: novembro 2016

Assim se cobriam os protestos de rua na rádio Kalimero, um exemplo: Tratorada contra as multas da quota do leite 20 Janeiro 1998

images Desde há uns días venho revissando o meu arquivo de “cassetes” gravados dos meus programas emitidos na Kalimera como jeito de ir preparando minha volta aos micros desta rádio livre compostelá da que volvo formar parte (tras uns aninhos de descanso); entre elas dim com umha cinta dos “Contras” dum Informativo Especial que se figera em 20 de janeiro de 1998 co galho de cobrir as tratoradas da gente do agro que se mobilizara desde o campo até as cidades galegas nos protestos que houvera contra as multas polas quotas do leite por ordeno e mando dos prebostes da Europa da CEE; Na altura na Galiza governava o exministro franquista Manuel Fraga e o delegado do governo espanhol (responsável da brutal intervençom policial) era Diz Guedes, conhecido como Diz “Goebbels”, polo sua afiçom a mandar seus matons uniformados contra qualquer gente que protestara nas ruas, mesmo fossem crianças (como dado curioso,  assumiria a titularidade da Conselharia de Política Agroalimentária e Desenvolvemento Rural da Junta quando o assunto das vacas tolas .

Como era habitual por aquel entom as kalimeras saiamos a cobrir os protestos gravadora em riste e depois essas gravaçons eram emitidas desde o estúdio com comentários aclaratórios das informadoras; tudo elo sem censura nenhuma ás opinons lá expressadas, porque tratáva-se de dar voz ás sem voz, as inhoradas e tergiversadas nos falsimédios.

Neste aúdio, de pouco mais de 40 minutos, que acá vos colo (por se e do vosso interés escutar) Continuar lendo

Nivelaço democrático!! A Prepotência da Presidenta do Parlamento Estremenho léva-lhe até o ridículo mais irrisório

Blanca Martín (PSOE), presidenta da Assembleia de Estremadura, vem de amossar ao mundo enteiro o nivelaço democrático que se gastam nossas vividoras da política da poltrona parlamentar. Sua insistência em considerar um empate o resultado dumha votaçom que tivo só 6 votos a favor por 29 na contra é patética.

E vos perguntaredes, ao igual que figem eu ao têr conhecemento de-lo, como é possível tal consideraçom??

Bom, na realidade falha um dado que resolveria o enredo pois nas duas primeiras votaçons houvo tamém 29 abstençons (28 de assistentes e 1 voto delegado) e ai a teimuda presidenta estremenha, toda cheinha de razom, fai repetir umha e outra vez a votaçom, mesmo fai caso omisso das advertências de duas portavozes de partidos sinalándo-lhe seu erro de considerar como um empate a existência do mesmo nº de votos em contra que abstençons e que o empate só se deve considerar quando há igualdade nos votos a favor que na contra, algo que cae de caixom para qualquer pessoa com ánimo de escutar e reconhecer seus erros. Mas ela fai-lhes ouvidos surdos e ai segue “erre que erre” imponhendo sua ridícula maneira de interpretar o regulamento até que, na 3ª votaçom há alguém (com vissom de jogada estratégica para evitar a continuidade do ridículo bucle) que modifica seu voto em contra por umha abstençom rompendo assim o estúpido empate que a Presi seguia obstinada em interpretar como tal. Mas véde-lo por vos mesmas e que vos sentem bem as gargalhadas:
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Mentiras eurocentristas em boca de todas: as fases da Lua e o sentido dos remoinhos das drainagens

creciente-vs-menguante Somos ensinadas desde cativas a aprender como dados certos e constatáveis algumhas realidades “naturais” que som tais no hemisfério Norte mas que som falsas no hemisfério Sur. Se bem quando nos aprendem esses dados, tanto seja no entorno familiar como na escola, nos mass media ou mesmo em livros considerados didáticos, nossas “mestras” esquecem dizer-nos que tal circunstância empírica só é tal se a observamos estando ubicadas na nossa parte do globo terraqueio. E assim imos pola vida crendo que nossas aprendizagens som validas para qualquer parte do mundo porque ninguém nos fijo ver a nossa inhorância ao respeito.

Como consequência disto, mesmo ás vezes, aprendemos dados falsos como se fossem certos porque assim nos foram ensinados e espalhados com profundidade. Tal é o caso de dois fenómenos dos que, recém aos meus 55 anos, venho de ter conhecemento dos meu erros adquiridos: a forma que mostra a nossa Lua nas suas diferentes fases e mais o sentido no que giram os remuinhos da auga ao ser drenada. Estou-me a referir a aquelas sentências que dim que a Lua quando tem forma de “C” está “D”ecrescente e quando “D” está “C”rescente (a regra da forma inversa á da letra inicial) e mais a que conta que a auga no hemisfério norte é drenada em sentido horário, e no sur no anti-horário. E ás provas me remito:
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20-N: A morte de Durruti – Vídeos e Texto comemorativo

“Nom espero nenhuma ajuda para umha revoluçom libertária por parte de nenhum governo do mundo. Talvez os interesses conflitantes dos vários imperialismos diferentes possam ter algumha influência sobre nossa luta, é possível. O general Franco está fazendo tudo o que pode para arrastar a Europa para umha guerra. Ele nom hesitará em lançar a Alemanha contra nós. Mas no fim das contas eu nom espero ajuda de ninguém, nem sequer, em última instancia, de nosso próprio governo. Nós sempre vivemos na miséria, e nos acomodaremos a ela por algum tempo, mas nom esqueça que os trabalhadores som os únicos produtores de riqueza. Somos nós, os operários, que fazemos marchar as máquinas nas indústrias, nós que extraímos o carvom e os minerais das minas, nós que construímos as cidades. Porque nom iríamos reconstruir, e ainda em melhores condiçons, aquilo que foi destruído? A ruína nom nos dá medo. Sabemos que nom vamos herdar nada mais que ruínas. Porque a burguesia tratará de arruinar o mundo na última fase da sua história. Porém, nós nom tememos as ruínas, porque levamos um mundo novo em nossos coraçons. Esse mundo está crescendo nesse momento.” Buenaventura Durruti

A data do 20-N soe ter conotaçons facistas de lembranças da morte de Franco e mais José Antonio Primo de Rivera, e mais tamém de contra-manifestaçons de repulsa por parte de anti-fascistas; mas tamém é o cabodano da morte de Buenaventura Durruti no ano 1936, durante a guerra, na fronte de Madrid em circustâncias ainda nom esclarecidas. Colo acá na sua homenagem 3 vídeos e mais o texto publicado hoje por Contrahistória numha rede social:

O escritor Pedro de Paz, autor da novela “El hombre que mató a Durruti” sobre as circunstâncias que rodearom a morte de Buenaventura Durruti, da conta nesta vídeo-entrevista de até quatro diferentes teses sobre o acontecido:

Estoutro vídeo-documental do Sindicato Único de Espectáculos Públicos da CNT-FAI recolhe o momento do seu enterro, onde centos de miles de pessoas sairom as ruas a aclamar a Durruti baixo os sons de “A las Barricadas”: Continuar lendo

Boletín Abordaxe nº13 -Especial Monográfico sobre a Loita do Pobo Kurdo-

Recolho de Abordaxe e dou pulo:

Este número do noso boletín pretende ser unha aportación internacionalista solidaria coa loita dos pobos de Kurdistán. Como colectivo de comunicación anarquista pensamos que ofrecer un achegamento a esta loita adicando un número monográfico que nos permita trascender os fluxos e as velocidades de internet e levar ás rúas, aos centros de ensino e traballo e aos espazos sociais da Galiza unha humilde profundización crítica sobre este complexo proceso revolucionario, era un xesto mínimo que debiamos realizar.

Cremos firmemente na importancia de tratar de comprender e estudar un acontecemento de semellante relevancia e as peculiaridades que provocaron a atención de gran parte dos individuos e organizacións revolucionarias de todo o mundo. Tamén queremos engadir que realizar un achegamento e tentar analizar e comprender desde unha óptica antiautoritaria as virtudes e contradicións de semellante proceso social, non significa en absoluto apoialo acríticamente, ao contrario, pensamos que este tipo de exercicios axudan a fornecer en certo grao ás loitas revolucionarias de todo o mundo unha serie de ideas e debates-chave. Trátase básicamente diso.
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Reconheço, nom sei de tudo

Navigando polos mares alternativos da rede divisei desde minha gávea o seguinte texto autoria de quem intitulou sua bitácora com o nome de Quebrántando el Silencio; gostei do que lá se contava e decidim traduzi-lo e dar-lhe pulo acá:

los-expertos Assim é, nom sei de tudo. Admito, sinálo-me e cargo com isso. Nom só isso, senom que ademais nom tenho que dizer nem (de que) opinar sobre cada acontecemento que me situam diante dos olhos os medios de comunicaçom ou as redes sociais. Isso nom sinifica que apoie umha determinada postura por omissom; sinifica, simplesmente, que nom tenho nada que achegar sobre determinada questom por desconhecemento ou porque nom gosto de repetir argumentos ou opinions alheias para conseguir a bendiçom de ninguém.

Pensava que o fenómeno das “expertas em tudo” reduzia-se a ambientes moi específicos. Lugares como os bares, os mass média e os rangos dos partidos políticos onde habitam as suas cabeças vissíveis… sempre estiverom repletos de gente cumha necessidade imperiosa de dar sua opiniom sobre tudo (normalmente acompanhan esta necessidade coa crença de estar em posse da verdade, por suposto, a sua verdade que é a única). Pero há tempo já, que este fenómeno expandiu-se de maneira imparável alcançando todos os recunchos da sociedade.
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A tergiversaçom nos média alternativos, um mal dos nossos tempos?

tumblr_o5p3p26qb21sthf15o1_500Desde que começei a participar nos “contra- informativos” da rádio Kalimera, lá por mediados dos anos ’90, sempre procurei informar desde a subjetividade que se precisava para tratar de “contra-arrestar” a manipulaçom dos médios do Capital; Na altura a internete (esse invento desenvolvido no Pentagono USA) ainda era alheia ao uso das simples mortais para espalhar suas versons das notícias e sucessos e, a maioria das vezes, as únicas fontes que possuiamos eram as dos próprios falsimédios; tratava-se entom de saber lêr entrelinhas e extrair a informaçom precisa para conta-la dum outro jeito. Por isso, entroutras razons, falava-se nos médios autogeridos de “contra-informativos”, porque partiamos da informaçom que se nos dava nos médios capitalistas (a versom policial e/ou governamental) e tratáva-se de dar-lhe a volta, de “contra-atacar”.

Eramos por entom verdadeiras ativistas da informaçom que contavamos com moi poucos recursos para construir as nossas próprias notícias, mas nom crio que ninguém poidera dizer que nom cumpríramos as expectativas que a gente que nos escuitava demandava; porque, além dos escasos medios em papel que circulavam e nos chegavam por entom (O Molotov, A Nosa Terra, Fanzines e pouco mais), eram nossas próprias ouvintes (e as membros da rádio) as criadoras de notícias que nos faziam chegar por diferentes médios e que, junto das nossas próprias coberturas a pê de protesto com gravadora de cassete, eram a essência dos “contras” e o coraçom que fazia later a propria existência da Kalimera como rádio livre (de feito por entom todas as pessoas que ingressavam na kalimera tinham que se passar por “contras” mesmo fossem fazer um programa de contido só musical). Com tudo e-lo sempre procurávamos que a nossa versom estivera despejada de manipulaçons e tergiversaçons e, por suposto, de mentiras para tratar de enganar ás nossas fideis ouvintes. Por isso chegáramos a ganhar-nos a sua fidelidade e reconhecemento, pois pese a ser subjetivas (a objetividade nos média é um mito ou umha falácia), ninguém poderia dizer-nos que nom contrastaramos as fontes pois a versom policial ou estatal tinhámo-la em todos os jornais, rádios e televisons do régime e a nossa construíamo-la nos mesmas.
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#PrimAcoso : Abusos sexuais entre minores. Agressores e/ou vítimas

582c2c2778fc1-primacosoHá já uns días que estou a ver numha rede social como muitas mulheres estám a fazer seguimento do hastag #PrimAcoso, umha campanha que trata de que as mulheres compartilhem nessas redes sociais a sua primeira lembrança de ter-se sentido acosadas, inferiores ou ameaçadas só polo feito de ser mulher. Iniciativa que parte do Concelho pontevedrés para tratar de dar vissibilidade á “base da pirámide” da violência contra a mulher co galho do Día Internacional contra a Violência Machista do vindeiro 25 de novembro.

Aplaudo tal iniciativa pero crio que há quem está a levar esta campanha por derroteiros que me confundem e surpreendem. E o digo desde a sinceridade e arriscándo-me a ganhar-me a antipatia e mesmo o nojo de algumhas mulheres por escrever o que segue:
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Um outro caso ilhado?? José Romero Béjar, sargento da Garda Civil alcumado “El Moro” nos anos de Itxaurrondo e os GAL, detido por narcotráfico

Fontes da investigaçom nom descartam que entre os arrestados figure quanto menos outro agente da Gardia Civil.

montaje_dinero-2 Extraio a notícia da detençom que publicou ontem o jornal “El Independiente”, quando segue a ser notícia nos falsimédios a detençom de várias altsuatarras acusadas de terrorismo por umha simples peleja com gardas civis á paisana e fora de serviço num bar de copas e poucos dias deposi da sair a sentência que condena a 15 pessoas do coletivo “Nais contra a Impunidade” por berrar “a Garda Civil Tortura e Assassina”.

Umha notícia que indica que tudo aponta a que o sargento Béjar cometeu um erro de principiante dado que sua página dumha rede social delatava um alto nivel de vida, impróprio dum suboficial da Garda Civil, com cabalos, embarcaçons e casas de lujo e no registro da sua vivenda atoparom meio milhom de euros ocultos. Além no corpo da notícia fam lembrança dos tempos dos GAL, quando este picolo (que agora estava destinado em Algeciras e a piques de acadar sua jubilaçom) formava parte do terrível quartel de Itxaurrondo baixo as ordes do general Galindo, e mesmo fam um relatório dos gardas que se passaram por esse quartel e que depois estiverom implicados em redes de narcotráfico, e mesmo tem referências a Marcial Dorado, o narco galego com amizades perigosas.
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