Arquivo mensal: dezembro 2016

Feliz solstício e meus milhores desejos para aninovo!! “Hallelujah”!!

Deito a âncora entre as redes por uns días, a que retornarei com o ano 2017, mas quero que fique na minha ausência este tema de Leonard Cohen (e coa letra em português) e Feliz solstício (tanto se tendes vrão como inverno) e os meus milhores desejos para aninovo!! “Hallelujah”!! para todas: Aleluia(*)

Eu ouvi dizer que havia um acorde secreto
Que Davi tocava e agradava ao Senhor
Mas você não liga muito para música, não é?
É assim: a quarta, a quinta
A menor cai e a maior ascende
O rei confuso compondo Aleluia

Aleluia, aleluia
Aleluia, aleluia
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A fugaz resposta do reitor da USC diante dos assassinatos de duas mulheres

1482146287dsc00529_Já é habitual que, em horário laboral de manhá e preferentemente ás 12 em ponto do meio-día, os governos das instituiçons públicas fagam um ato mediático conjunto diante dos edíficios emblemáticos de cada localidade e de cara á galeria (e a imprensa, televisons e rádios comerciais). Na busca de que nom só saiam nas fotos as equipas regidoras e outras mandatárias, é costume que, desde as suas direçons e/ou presidências, se convide a todas as trabalhadoras desses entes a participar do mesmo; pese a que sabem que a essa hora é quando há mais gente ocupada nos seus postos de trabalho e com menos facilidade de ausentar-se do mesmo.

Ontem houvo na Galiza vários atos institucionais, e na sua capital, Compostela, coincidirom duas concentraçons de repulsa polos assassinatos das duas mulheres galegas; umha convocada polo governinho galego diante do edifício administrativo da Junta em S. Caetano e outra convocada polo governinho do Concelho diante do edifício consistorial e á que sumou-se a equipa de governo da USC.

O curioso do caso e o motivo desta entrada na minha bitácora foi constatar que na minha caixa de correio de trabalhador da USC recebim o 1º convite ás 12:18′ quando a hora do protesto institucional estava convocado para as 12:00′ (ver seguinte imagem que reproduz o correio que eu recebim e a hora de envio) Continuar lendo

Assassinatos de mulheres por violência de género: De leguleios e mentideiros

“La presente Ley tiene por objeto actuar contra la violencia que, como manifestación de la discriminación, la situación de desigualdad y las relaciones de poder de los hombres sobre las mujeres, se ejerce sobre éstas por parte de quienes sean o hayan sido sus cónyuges o de quienes estén o hayan estado ligados a ellas por relaciones similares de afectividad, aun sin convivencia”.

mach Assim recolhe  o BOE nº 313, de 29/12/2004 o artigo 1º da Lei Orgánica 1/2004, de 28 de dezembro, de Medidas de Proteiçom Integral contra a Violência de Género, que se refire ao “Objeto de dita Lei”.

Ao fio desta particular vissom dos nossos governates e legisladores (*) ao respeito do que constitue a razom desta lei, semelha que falsimédios e leguleios estám a pôr em questom o feito de que, o assassinato da mulher de Vigo, nom tenha cabida nesta legislaçom, dado que os laços entre o (evidente) assassino e a assassinada era só de companheiros de trabalho.

Assim o entende A.V. Pita suposta jornalista dum falsimédio galego quem na sua crónica ao respeito e umha vez detido o sospeitoso (do que se facilita sua especialidade, seu nome, as iniciais dos seus apelidos, idade, e o feito de ser pai de duas crianças: El técnico Cesar A.O., de 38 años, con dos hijos) escreve: “No parece ser un delito de violencia machista, ya que el juzgado le da la categoría de conocido, ni siquiera de exnovio”.
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Sobre Aleppo e os “esquerdistas” ocidentais x Dilar Dirik

Recolho de Curdistamblogaliza:


Resultado dos bombardeios dos “rebeldes” do leste de Aleppo nas últimas semanas.

A verdade é sempre a primeira vítima da guerra, dizem. Como é verdade, especialmente olhando para a propaganda vindo de todos os lados, após a queda de Aleppo, que é mais um episódio do calvário da guerra na Síria desde há anos.

Estou enojada com a simplicidade das posiçons, o dogmatismo das idéias e, em alguns casos, a completa falta de decência moral nas análises e pseudo-análises do que está acontecendo em Aleppo e na Síria, na verdade, no Oriente Médio em geral. É certo que toda guerra está cheia de propaganda, mentiras e verdades inventadas, mas o que algumhas pessoas sem qualquer conexo com a regiom estam botando para fora das suas poltronas pseudo-revolucionárias é grotesco e desprezível. Alguns estam criando fantasias intervencionistas imperialistas, alguns estam abraçando abertamente o sanguinário regime de Assad e negando os seus crimes de guerra, algum agem como se os rebeldes foram um exército de anjos que merecem o apoio entusiástico e estúpido, alguns dizem nunca e abandonam toda esperança para os milhons de civis afectados por esta guerra. Eu nom estou falando sobre o mainstream, mas os esquerdistas de aqui! Demasiadas afirmaçons imorais forom feitas, mas neste momento particular, é especialmente violento ver como tantos “iluminados”, “progressistas” pessoas veementes “negam” o banho de sangue causado por Assad eo exército sírio e retratá-no como um mal menor, como se fossem os que perderom famílias inteiras a mans deste ditador fascista. Da mesma forma, onde estavam todas as pessoas que se levantam por Aleppo agora, quando os rebeldes estavam usando armas proibidas internacionalmente contra civis no bairro maioritariamente curdo de Sheikh Maqsoud? Essas pessoas vivem em um mundo de fantasia ou nom tenhem respeito pola humanidade.
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“Filho do Agóbio”; meu contributo ao Boletín Informativo Abordaxe de Dezembro.

Despiertos al tiempo y al amor,
un largo camino y con ilusión
que hay que recorrer
desde ahora hasta el fin.

Triana «Hijos del Agobio»

ninos-columpios Quando crianças nossos ancestros ocultávam-nos seus medos e nós jogávamos a aprénde-lo nas nossas lutas bairristas beijando lodos e caindo de colúmpios ferrugentos; nossas medalhas eram nossos côvados e geonlhos ensanguentados ou com postelas eternizantes; mas, na verdade, era de adolescentes quando levávamos conta do mundo que nos tocara viver e quando aprendiamos o porquê dessa quarentena de medos silenciosos; no meu caso acaeceu no preciso instante em que, contanto com 14 anos, umhas miradas grises me pararam na rua por ir cantando de anoitecida e me interrogaram e instigaram a nom volver fáze-lo sob ameaça de arresto; se bem eu já o adivinhara quando poucos días antes o sangue de Moncho Reboiras regara as ruas ubicadas apenas uns metros mais diante, continuando o terror que paralisava os ânimos de luta e convertira nossos ancestros em ânimas em pena. Se bem ao mesmo tempo que o medo tamém aprendimos a saber quem era realmente nosso inimigo.
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Carta dumha Puta ás abolicionistas x Linda Porn

terceira-via-feminismo Días atrás chegou-me um escrito intitulado “Ser Puta” publicado num blogue dum falsimédio galego na que a autora referia umha sua situaçom que sofreu no centro de Compostela quando um home increpou-na com comentários machistas (“Eran las 12 de la noche, la calle estaba llena de chicos jóvenes, y nadie intervino para parar a mi agresor”). A continuaçom comenta que “al día siguiente, escribí mi experiencia en Facebook y recibí una oleada de solidaridad manifestada en forma de más de 560 ‘likes’, 47 comentarios y 224 compartidos. El post se llamaba “‘Ser mujer” y, sin saberlo, acababa de hacer un experimento sociológico de lo más interesante. Justo debajo de esta entrada había colgado, tres horas antes, la noticia de la chica muerta en la inundación del prostíbulo malagueño en donde trabajaba. Este post tuvo tres ‘me gusta’, un comentario y nadie lo compartió”.

A leitura do seu post colhia por momentos um razonamento no que eu concordava cem por cem: o da invissibilidade social das putas e mais ainda a das putas migrantes. Mais a minha concordância foi-se apocando a medida que ia dando leitura ás suas meditaçons ao respeito e a minha empatia já desaparecera por completo quando cheguei ao penúltimo párrafo: “Porque los que defienden la prostitución se olvidan casi siempre de las putas, o lo comparan alegremente con el trabajo de oficina, o el de fregar suelos. Como si una pudiese llegar a su casa y comentar con la misma facilidad que estás hasta las narices de pasar el mocho, que de chupar pollas, contraer la sífilis o tener un desgarro anal. Si eres puta estás socialmente muerta. No existes. Y esa es la realidad de la mayor parte de estas mujeres. A pesar del moderno discurso de que aquí es puta la que quiere, el 90% de las prostitutas lo hacen en contra de su voluntad, porque no les queda más remedio, porque son pobres o están en situación de exclusión social. Y eso es algo que no dicen los que defienden la prostitución, en su mayoría proxenetas y propietarios de clubs de alterne que ahora forman incluso sindicatos para que dejemos a las putas ser putas libremente”.

E fiquei frustrado!! Vaia!! quem optamos por defender as prostitutas e damos luz aos coletivos que estám a querer vissibilizar suas luitas pola dignidade, resulta que somos as culpáveis de que estejam invissibilizadas socialmente e além a maioria de nós somos proxenetas!!!. Mas, como acostumo a fazer quando nom me sinto capacitado a respostar, mirei de buscar algumha outra opiniom (dumha mulher) que nom fora por esses derroteiros da criminalizaçom e mira por donde, hoje atopei, e sem estar na busca, este escrito assinado por umha puta, que assina como Linda Porn e decidim dar-lhe pulo (e traduzi-lo, se bem acá está o original em castelá, publicado com data de ontem):

Carta dumha Puta ás abolicionistas
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“Casa de Ferreiro, Espeto de Pau”

xulio-ortega Há estúdios antropofórmicos segundo os quais as diferentes espécies equinas teriam desaparecido da faz da Terra de nom ser graças á sua domesticaçom polos humanos; mesmo há quem aventura que cavalos e éguas permaneceram amansadas e domadas ao longo do tempo sempre a carom de homes e mulheres, quem se serviram destas bestas para benefício próprio desde tempos prehistóricos; estes “estúdios” venhem a teorizar que estes animais caseque devem estar agradecidos a elo por tuda a eternidade. Segundo outros estúdios ou interpretaçons da prehistória, estas bestas pastavam em liberdade e eram objetivo de caça ao igual que bisontes e outros animais representados nos desenhos achados em covas.

De todas maneiras e polo que sei (ou crio saber) ao longo da história da humanidade, houvo povos na antiguidade que se afizeram à convivência com estes animais desde o respeito e o coidado -algo similar ao sucedido com as espécies de “canis lupus” que derom passo as “canis familiaris”-; se bem, e a medida que chegou a industrializaçom e jurdiram os mais variados médios de traçom e locomoçom artificiais por terra, mar e aire o uso e abuso destes animais (agás em povos e tribus alheias á mecanizaçom das suas vidas e mesmo em zonas do rural onde a escassez económica nom permitiu ainda o trânsito ás máquinas agrícolas) se passarom a ser objeto de lujo para competiçons e simples mostras de poderio económico. Qualquer ricachom que se preste tem que têr equinos competitivos dos que tirar rendimento económico com os quantiosos prémios ou quanto menos prestígio social.
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Antes da colonizaçom, as nativas americanas reconheciam 5 géneros

Distintos povos como o Navajo, Cheyenne e Cherokee utilizavam o termo “gente de dois espíritos” antes das imposiçons morais cristiás que chegaram coa Conquista

Recolho (e traduzo) da página peruana Lamula:

Nom foi até que os europeios tomassem América do Norte que as tribos nativas dessa regiom adotaram a ideia dos roles de género como umha categoria rígida. Para esses povos nativos, nom existia um ‘set de regras’ que os homes e mulheres tinham que cumprir co galho de ser consideradas membros “normais” da sua tribo.

É mais, como conta a página Indian Country Today, a gente que tinha características tanto “masculinas” como “femininas” era vista como dotada de dons pola natureza e, por tanto, capaz de entender os dois lados do tudo. Em todas as comunidades reconhecíam-se estes roles de género, só que com distintos -pero moi parecidos- nomes: Mulher, home, mulher de dois espíritos, home de dois espíritos, e transgénero.
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Nom todas as mortes “violentas” de mulheres som “violência de género”

Esta sentência com a que intitulo esta minha entrada nesta bitácora, vem a raiz do assassinato de María del Carmen Martínez, a quem os falsimédios apressentarom como a viúva do ex-presidente da CAM (Caja de Ahorros del Mediterraneo), Vicente Sala, e mesmo alguns qualificárom-na ou quantificárom-na como a ‘rainha viúva’ de Alacant, dadas as boas e intensas relaçons que esta família (nos seus tempos de esplendor) mantivera com a família real espanhola, das que destacam que seus contatos eram fluidos e contínuos cada vrão nos seus barquinhos de vela com o mar alicantino de fundo.

E escrevo isto tras constatar que esta notícia (bom mais bem as ligaçons às publicadas nos diversos falsimédios) tiverom alta repercussom nas redes sociais; se bem esta nom se pode considerar nada doutro mundo dado o colaboracionismo de muita gente á hora de pulir e compartilhar as notícias “top ten” ou “trending topic” desses mentideiros.

Mas o que me acaparou muitíssimo a minha atençom ao caso foi ver como era compartilhada por algumhas mulheres (conhecidas minhas) envolvidas na luita feminista; mas sem nenhum comentário do porquê de tal compartilhamento e tal ajuda a pulir ditas informaçons; o que me levou a pensar (igual estou errado) em que foi umha açom espontânea polo feito de que a assassinada era umha mulher e que sua morte foi violenta.
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As redes sociais nom som médios alternativos. De que vos queixades?. Que censuras nem que hóstias!!

roto-mentiras-movilTempo atrás, quando as computadoras começaram a ser de uso ordinário e caseiro da maioria da gente “tecnologizada” (1), jurdiram, a moreias e em todas partes do mundo “civilizado”, ativistas “hackers” que, na sua ideia de afazer-se com control dos mandos do mundo virtual, achegáram-se a ativistas que levavam anos fazendo contrainformaçom por outros médios (basicamente em fanzines, revistas e jornais em formato papel e/ou rádios livres) e dela nasceram as primeiras páginas web e blogues alternativos.

Assim é como, tras vários anos de compartilhar experiências, jurde a finais do século passado, no ano 1999, em Seattle a Rede Indymedia (IMC) como um gram passo á hora de cordinar-se de jeito internacional e rachando fronteiras para contrainformar das mentiras e acordos tomadas nas reunions mundiais dos chefes dos estados mais imperialistas. Umha rede que se bem jurdira inspirada nas práticas do ativismo de filiaçom anarquista e hacker foi apodrecendo e reconfigurándo-se cara umha orientaçom esquerdista parlamentarista na maioria dos lugares e por diferentes causas e mesmo hoje se viraram inexistentes em muitas partes do globo (entre elas Galiza) e ineficaces ou moi partidistas em outras muitas, ficando moi poucos lugares onde segue a ser umha válida ferramenta que utilizam ativistas alternativos para publicar tudo aquilo que é silenciado, tergiversado ou censurado nos falsimédios, conseguindo seguir a ser “a voz das sem voz” (objetivo primordial no seu berço).
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