Quando o racismo encóbre-se tras pretextos e disparates

el_miedo_kalvellido Recolho este texto e traduzo do Verba-Volant sobre umha notícia que, se bem acaeceu na Grécia, pode passar em qualquer lugar do mundo privilegiado, a onde chegam gentes fugindo das guerras e do fame que, os próprios governos desses paises desenvolvidos, levam séculos provocando.

Umha “Associaçom de Pais de Alunos” mais vem sumar-se á listagem das associaçons de pais racistas (1 e 2). Tráta-se da “Associaçom” da vila de Sesclo, na província grega de Magnésia.

Em concreto, a presidenta (esta gente nom sabe viver sem jerarquias) da Associaçom de Pais de Alunos da escola primária desta vila, quem queixou-se de nom ter sido informada da chegada de crianças refugiadas á escola. A Associaçom perguntou ao diretor da escola se tomara tal decisom, dado que segundo ela “a gente está em contra”. Falando no nome da sociedade local, a presidenta declarou que a decisom da Associaçom de Pais de Alunos, assim como da sociedade local, é nom aceitar ás crianças de refugiadas, dado que a sua integraçom na escola atópa-se numha fase experimental”.

Em verdade, a “sociedade local” nom tomou nenhuma decissom contra a integraçom desas crianças nas escolas da província. Com tudo, a atitude desta suxeita, é ilustrativa de como pessoas que ostentam títulos (por moi insinificantes que eles sejam) nom duvidam em falar e atuar no nome dum conjunto de pessoas, ainda que seu título corresponde a umha pequena parte deste conjunto. É ilustrativo de como funciona a delegaçom e a falha de horizontalidade.

A mesmo tipa estimou de jeito arbitrário que a integraçom das crianças das refugiadas nas escolas está numha fase experimental. Aínda quando fosse assim, este feito per se nom é um argumento contra a coexistência destas coas crianças das nativas. É claro que as racistas nom podem encarar-se de jeito tam direito contra os argumentos das anti-racistas e buscam vários pretextos para encobrir seus complejos racistas, estando impregnadas das invençons ideológicas do Poder, discriminatórias e em geral fascistas.
refuxiados-desenho-fugida A tipeja tamém sostivo que “os pais de Sesclo nom som racistas, dado que vivem em harmonia junto com gente estrangeira de origem albanesa desde há vários anos, ás que deram-lhe cobijo nas suas próprias casas e mesmo foram padrinhos e madrinhas nos baptizos das suas crianças, polo que ninguém pode acusar-lhes de algo assim”.

Mas a verdade é que ninguém meteu a nenhuma família albanesa nas suas casas. Sendo as albanesas na sua maioria ateias, ao chegar a Grécia decidiram converter-se ao cristianismo co único fim de que suas crianças fossem aceitadas pola maioria da sociedade a nivel local e instituiçonal, e que puideram integrar-se na normalidade local. Quem ejerceram de padrinhos e madrinhas dessas crianças albanesas conversas (em aparência) figérom-no só porque nom querem coexistir com pessoas que nom som da mesma religiom que elas.

Mas as refugiadas de agora som muçulmanas na sua maioria e nom adoitam converter-se. E isto sim é um problema para a presidenta da Associaçom de Pais e para gente da sua vileza, por muito que sustêm que nom som racistas.

Pola contra, seu racismo nom lhes impediu de explotar-lhes da pior maneira, contratándo-lhes em regimem de escravidude assalariada, pagándo-lhes salários lixo nos seus negócios ou tratando-lhes como servos aos jornaleiros que contratam nos seus cultivos. Se bem a isto “os patriotas” nom lhe chamam explotaçom dado que tenhem a desvergonha de soster que, graças a eles, “tenhem para comer” as imigrantes e as escravas assalariadas. Nom contam o que eles recebem em troque das migalhas que lhes dam.

A presidenta da Associaçom de Pais de Alunos da escola primária desta vila de Sesclo sostivo, sem argumentar, que “há um tema coa vacinaçom” (das crianças das refugiadas). Nom entendemos em que estriba o inconvinte. É un exemplo mais de como o racismo busca pretextos para encobrir suas invençons ideológicas.

Deixamos para o último o comentário da mesma suxeita sobre a origem das refugiados: “Som crianças que provenhem dumha zona de guerra”.

refuxiados-cnt1 Justo por esta razom deveriam ser tratadas da milhor maneira possível e nom rechaza-los ou bota-los á rua. Os pais racistas esquecerom as ondas de refugiadas gregas que chegaram da Ásia Minor e da costa sur do Mar Negro quando os genocídios e as limpeças étnicas do Régime turco a princípios do século XX. Poida mesmo que algumhas daquelas refugiadas fossem suas ancestras. Isto pouco importa. Aquelas refugiadas para eles eram boas, por ser (na sua maioria) cristiás e gregas, ou seja “das nossas”. Esquecérom tamém que, ao igual que fam eles agora, houvera na altura algumhas hiper-patriotas gregos que insultavam e maltratavam aquelas refugiadas, ás que identificavam como “dos outros” (dos muçulmanos), tam só por ter vivido em Ásia Minor e nom na península grega ou nas ilhas gregas.

Depois de tudo isso, seria umha esageraçom dizer, parafraseando o lema conhecido, que o racismo é a síndrome dos estúpidos e os lobotomizados? Seria exagerado dizer que o de que ninguém pode acusar-lhes aos pais da Associaçom de nada é quanto menos um disparate?

Para nós a luta contra o racismo e o fascismo nom pode limitar-se á rua. Há que analisar estes fenómenos, e desestrutrurar as suas invençons ideológicas. Se nom, é moi probável que pronto soframos as sequelas da sua imposiçom na sociedade.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s