“Filho do Agóbio”; meu contributo ao Boletín Informativo Abordaxe de Dezembro.

Despiertos al tiempo y al amor,
un largo camino y con ilusión
que hay que recorrer
desde ahora hasta el fin.

Triana «Hijos del Agobio»

ninos-columpios Quando crianças nossos ancestros ocultávam-nos seus medos e nós jogávamos a aprénde-lo nas nossas lutas bairristas beijando lodos e caindo de colúmpios ferrugentos; nossas medalhas eram nossos côvados e geonlhos ensanguentados ou com postelas eternizantes; mas, na verdade, era de adolescentes quando levávamos conta do mundo que nos tocara viver e quando aprendiamos o porquê dessa quarentena de medos silenciosos; no meu caso acaeceu no preciso instante em que, contanto com 14 anos, umhas miradas grises me pararam na rua por ir cantando de anoitecida e me interrogaram e instigaram a nom volver fáze-lo sob ameaça de arresto; se bem eu já o adivinhara quando poucos días antes o sangue de Moncho Reboiras regara as ruas ubicadas apenas uns metros mais diante, continuando o terror que paralisava os ânimos de luta e convertira nossos ancestros em ânimas em pena. Se bem ao mesmo tempo que o medo tamém aprendimos a saber quem era realmente nosso inimigo.

E assim orfas da transmissom hereditária e a base de hóstias, fóramos achegándo-nos á luta por um mundo milhor. Eram tempos revoltos em que nossas eivas eran cobertas por aprendizagens sobre a marcha; tinhamos ânsias de ser milhores e estávamos abertas a modificar nossas condutas e reconhecer nossos erros; se bem nossas manifestas imperfeiçons nom eram motivos de liortas estéreis entre camaradas porque priorizávam-se os coidados e o tato  como contraoferta educativa daquela litania franquista «da letra com sangue entra». Sabíamo-nos filhas do agóbio e da dor e como tais aprendimos a lutar, e inda que nom tiveramos nossas casas impolutas, saiamos as ruas a da-la cara e nossos corpos, se bem, sempre receosas, tampouco descoidávamos nossas costas.

jugar-columpiosAgora as táticas seica mudaram entre as novas guerreiras; novas geraçons criadas entre algodons da falsa democracia e colúmpios inoxidáveis em cham amortigado; agora seica priorizam limpar o fogar e mesmo bares e ruas, buscam a perfeiçom da ativista, conquista que nós nunca acadamos. Poida que assim academ o éxito que a nós sempre se nos amossou esquivo; os meus manifestos receios só som espelho das minhas dúvidas de que essa sua tática poida estar a danar a quem som realmente meus inimigos.

Habrá quien lo quiera ignorar
pero estamos en guerra
somos nietos del agobio
episodios de amor y venganza
visitan tu calle y nacen audios…

Furnier «Nietos del Agobio»

…………………………………………………….

portadaEste é o meu 3º contributo desde que fum convidado a escrever a coluna “Vento de Través” na sua contra-tapa (agás no anterior nº de novembro, especial monográfico adicado a Loita do povo Kurdo, que declinei o convite). Nestas ligaçons desta minha bitácora podedes lêr as colunas anteriores (1 e 2).

Além minhas compas piratas á abordagem, tamém recolhem no devandito “Boletín” a Crónica que escrevera nesta minha bitácora sobre a condena ás “Nais contra a Impunidade”.

Um boletim de Dezembro que, como já é costume nesta publicaçom, que se distribue em papel por centros sociais e “bares emblemáticos” da Galiza (e que tu podes colaborar imprimindo o pdf da página de Abordaxe e fazendo cópias), vem cumprido de crónicas, opinions, resenhas e fragmentos da nossa História.

Colo acá o índice do que é o nº derradeiro do ano 2106 e nº 14 desde seu berço, lá polo mês de outubro de 2105 e que, agás no parom ferial de agosto, estivo mês a mês cumprindo coa sua laboura informativa e pensa seguir estando:

ÍNDICE

Portada:
– CSOA A Insumisa, novo centro social na Coruña

Novas:
– Accións solidarias co pobo kurdo.
– Condenam as “Nais contra a Impunidade”
– Que está a pasar no interior dos Centros de Internamento para Inmigrantes?
– [Alemaña] Hodei e Siao encarceradas pola súa loita en Hambacher Forst.
– [Alemaña] A fiscalía de Aachen recurre a sentencia absolutoria da compañeira de Amsterdam acusada dunha expropiación bancaria.
– Amedeo Bertolo, na memória e no coração para sempre.
– [Pontevedra] Atacan con pintura o monumento da Constitución española, na véspera do Día da Constitución.

Historia:
– A folga da Harry Walker.

Opinión:
– Afastamento, control e castigo: A importancia da dispersión no sistema carcerario do Estado español.
– Nin normal nin extraordinario.

Reseñas:
– Editado en galego “Memorias de Liberdade” da Western Wildlife Unit da Frente de Liberación Animal.
– [Música] Xa disponible “Pluvio”, o novo disco de Furnier.

Vento de través:
– Filho do agobio.

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