Assassinatos de mulheres por violência de género: De leguleios e mentideiros

“La presente Ley tiene por objeto actuar contra la violencia que, como manifestación de la discriminación, la situación de desigualdad y las relaciones de poder de los hombres sobre las mujeres, se ejerce sobre éstas por parte de quienes sean o hayan sido sus cónyuges o de quienes estén o hayan estado ligados a ellas por relaciones similares de afectividad, aun sin convivencia”.

mach Assim recolhe  o BOE nº 313, de 29/12/2004 o artigo 1º da Lei Orgánica 1/2004, de 28 de dezembro, de Medidas de Proteiçom Integral contra a Violência de Género, que se refire ao “Objeto de dita Lei”.

Ao fio desta particular vissom dos nossos governates e legisladores (*) ao respeito do que constitue a razom desta lei, semelha que falsimédios e leguleios estám a pôr em questom o feito de que, o assassinato da mulher de Vigo, nom tenha cabida nesta legislaçom, dado que os laços entre o (evidente) assassino e a assassinada era só de companheiros de trabalho.

Assim o entende A.V. Pita suposta jornalista dum falsimédio galego quem na sua crónica ao respeito e umha vez detido o sospeitoso (do que se facilita sua especialidade, seu nome, as iniciais dos seus apelidos, idade, e o feito de ser pai de duas crianças: El técnico Cesar A.O., de 38 años, con dos hijos) escreve: “No parece ser un delito de violencia machista, ya que el juzgado le da la categoría de conocido, ni siquiera de exnovio”.

Isso sim na crónica atualizada na rede, o mesmo suposto jornalista junto a umha outra companheira M. Sio, assinam a notícia que desminte sua própria afirmaçom com o cabeçalho: El crimen de Vigo, declarado de violencia machista e especifica no corpo da mesma que: “Será mañana cuando la comisaría entregue al sospechoso al juzgado de violencia sobre la mujer número 1 de Vigo, ya que la víctima y el implicado tuvieron una relación previa al crimen”.

Pola sua banda, na rádio pública galega (pública porque a pagamos entre todas) no seu programa de hoje “Galicia por diante” atendemos a um debate gerido entre Alba Nogueira, professora titular de Direito Administrativo na USC e Roberto Blanco Valdés, catedrático de Direito Constituiçonal tamém pola USC e colabourador do falsimédio em questom, que recolhim, estraitei e recopliei neste aúdio (está manipulado em quanto a cortes feitos só para reduzir o tempo de escuita, mas contém toda a dureza do debate, o que podedes comprovar escutando os aúdios íntegros do programa) e no que a “titular” critica o papel dos falsimedios e o “senhor catedrático” incide neste fundamento interpretativo á hora de defender o falsimédio no que colabora com certa assidiudade:

Um debate de conceitos quando há 3 mulheres assassinadas em a penas 48 horas, que me dá em pensar que leis tam absurdas temos que suportar que ainda nom estám consideradas como violência de género delitos como as violaçoes e outros abusos sexuais se nom som ejecutados por achegados da vítima (*)

Tamém chama a minha atençom, umha vez mais, a teima destes falsimédios em destacar o país de procedência das assassinadas quando estas nom som nascidas dentro do estado espanhol, como é o caso da assassinada em Compostela, da que insistem e persistem em fazer ver que era “una joven de nacionalidad rumana” (com o matiz que adquire tal origem graças precisamente aos falsimédios que a cotio sinalam ás mulheres romanas como se todas estiveram envolvidas em tramas criminais, ao igual que seguem estigmando da mesma maneira ao povo cigano); feito ao que resposta umha leitora com este seu genial comentário: Deberíais informaros mejor los periodistas. Siempre dicen que es de nacionalidad rumana y consiguió la nacionalidad española. Cuando también a parte de serlo era una luchadora, honrada y que estaba sin familia en España. Trabajaba toda la mañana, no iba a comer para meterse corriendo en clase donde estudiaba farmacia, yo era compañera de ella.

E para rematar tamém sinalar a diferência de tratamento nos falsimedios e nom só, que estám a receber os assassinatos das duas moças galegas,mortas em circunstâncias e horas similares, mas em duas cidades diferentes. Dumha fam tudo um percorrido biográfico, laboral e geográfico, na busca do morbo mas contando excelências e similitudes para fazer-te mais cercano a ela, “se lhe passou a ela, pode passar-nos a todas”. Da outra só sinalam que era rumana e trabalhava num bar, pese a que dando creto a comentarista mentada tinha nacionalidade espanhola e estudava para auxiliar de Farmacia. Tamém o espaço adicado a falar de umha e da outra é constatável que nom foi nem está a ser igual.

Tinha que dize-lo, nom som desses que tiram da hipocrasia de dizer que nom som momentos de falar de segum que coisas, que já haverá tempo de falar e debater…

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(*)Em 15 de novembro (em vésperas do día Internacional da Eliminaçom da Violência contra a Mulher) o congresso espanhol deu luz verde a umha proposiçom nom de lei -que como todas as suas iniciativas seguem só, ere que erre, o caminho da repressom- tardará como mínimo um ano em entrar em vigor pese a que foi aprovada por unanimidade, e segundo contam as crónicas co galho de: “luchar contra esta lacra, batalla que pasa por reformar ley del 2004 y ampliar su marco de actuación: no sólo se considerarán delitos de violencia de género aquellos cometidos por la pareja o ex pareja sentimental de la víctima, como hasta ahora, sino también aquellos ataques a la mujer por el hecho de ser mujer, sea cual sea el campo en el que produzca (ámbito laboral, social…)”

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