Arquivo mensal: dezembro 2016

Operaçom Marianne ou a detençom “inteligente” de quatro inocentes

c28n6056 28 de novembro de 1917.- Europa está em guerra, o governo espanhol baixo a monarquia de Alfonso XIII decidira manter-se neutral mas Galiza era um fervidoiro de espias e nos seus portos houvera vários afundamentos de buques de ambas partes contratantes. Mas pese a sua teórica neutralidade, a situaçom política é totalmente inestável e recém estoupara entre seus límites fronteiriços a crise que ficaria para a história com o nome de “Crise espanhola” (antecessora imediata da gripe de igual toponímia surgida nesse mesmo inverno e que se desvelaria como a mais mortífera epidémia da Idade Contemporánea). Dita crise era a fatal consequência do contraste entre os niveis de desenvolvemento entre a nascente indústria e o atrasso seqular do agro e das políticas do governo ao aplicar umha violenta redistribuiçom das rendas que viram agravar as tensons campo-cidade e centro-periféria. No mesmo ano em que na Rússia triunfara a revoluçom bolchevique e derrocaram ao último Czar, no território espanhol viviram-se meses no que se sentia um processo pre-revolucionário com revoltas populares que desembocaram numha greve geral no mês de agosto, mas como noutros momentos da história, os militares nom duvidaram em pôr-se ás ordes do Rei para reprimir ao povo com o trágico resultado de 71 pessoas mortas, 156 feridas e umhas 2000 detidas. Dessa brutal repressom sairiam reforçados tanto o papel do Rei como o do ejército na vida pública.

Em 16 de setembro desse ano, Antonio González Vázquez, emigrante na América escreve ao seu pai Benito, recém retornado, interesándo-se, entroutras coisas, por saber se “Arturo biene para esta” e na mesma carta há umha “PD” assinada por Manuel González Marzais quem escreve (sic): “Antonio si de mi necesita yo los sirba como si fuera miermano no tenga pena por el que esta fuerte le aprueba bien el pais yolos consegos se los doy”
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“Cabo de Guía” – Conselhos práticos para afrontar a repressom

CABO DE GUIA: “Ferramenta de referência que
usam os/as mergulhadores/as para orientar-se,
atopar um caminho e manter-se á tona quando
as augas estám turvas”

caboÉ graças á estupenda laboura informativa das minhas compas e amigas da Revista Anarquista “Abordaxe” que tivem conhecemento desta moi particular Guia (escrita em castelám) com nome marinheiro, editada a raiz das operaçons antiterroristas (em especial da Operaçom Pinhata) contra a entorna anarquista e co galho de transmitir umha série de conselhos práticos para afrontar a repressom. Umha mas que necessária guia que nasce da  suma de experiências das compas que sofrerom de moi perto a repressom dessa Operaçom Pinhata e á que podedes ter acesso para sua descarga livre (em formato pdf) na bitácora do mesmo nome criada ex professo: Cabodeguia.noblogs, á que desde já incorporo á minha listagem de ligaçons a páginas amigas (na coluna direita, segundo miras)

Colo acá (traduzido), para ajudar a dar-lhe pulo, o seu Índice temático e mais um anaco recolhido do texto da sua Introduçom onde fam referência as intençons das pessoas quando decidirom fazer umha realidade viável, vissível e legível este libreto (se queres distribui-la, pedir ejemplares ou fazer algumha consulta e/ou sugerência, escreve-lhes a: cabodeguia@riseup.net)

Nom estás ante umha bíblia”, nem um manual de execuçom penal, protocolo ou livro de instruiçons. Tam só tentamos ajudar a facilitar o caminho a quem lamentavelmente lhe toque transita-lo, e compartilhar o vivido.
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Viva la Guardia Civil !!

Joves, quinta feira, 1 de dezembro, estádio de futbol de “El Sardinero” em Santander, enfrontam-se em partido da Copa de Espanha a equipa local do Racing e o seu eterno limítrofe rival, Ath de Bilbao.

Justo antes de começar o encontro copeiro, ao igual que no resto dos estádios de todo o mundo, pide-se pola megafonia do estádio cumprimentar com 1 minuto de silêncio em memória das vítimas do acidente aéreo produzido em Colómbia no que morrerom 71 pessoas, e entre elas 19 jogadores e o corpo técnico da equipa brasileira Chapecoense. Mas a diferência do acaecido no resto do mundo, em “El Sardinero” há quem racha e interrumpe esse minuto solidário ao berro clamoroso de «¡Viva la Guardia Civil!» e dum grupo que o corea e resposta: «¡Viva!».
Um feito que, de ter acaecido num outro lugar, poidera ser entendido como algo alheio ás vontades da imensa maioria assinstente nas gradas e o feito se passaria como algo realizado por um grupo de provocadores que nom tenhem predicamento algum entre o resto da paróquia futboleira; mas a particularidade de que acaecera em Santander numha partida contra seus acérrimos inimigos bascos, da-lhe um tinte particular que pretendo deitar nas minhas seguintes verbas:
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A hipocrisia instituiçonal da equipa de governo da USC e a violência de genero

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Tal como contei numha entrada que assinei em 2 de setembro, em qualidade de trabalhador da “casa”, tirei de telefone para perguntar na OIX (Oficina de Igualdade de Género) ao respeito do Protocolo de prevençom e atuaçom fronte ao acoso por razom de sexo, orientaçom sexual e identidade de género aprovado em 29 de julho polo Conselho de Governo da USC (justo o dia depois em que a USC fazia público nos falsimedios a resoluçom do expediente contra Luciano Méndez). Na altura respostáram-me que de momento “nasti de plasti” sobre sua disposiçom pública para seu conhecemento; ao parecer segundo a pessoa da OIX que me atendeu (moi respetuosamente) ainda nom se publicara e que nom sabiam dizer-me quando estaria porque se estava pendente de atualizar com as propostas de modificaçom aprovadas e que sua publicaçom estava em mãos da Secretaria Geral da USC.

Há só uns días, passada a data sinificativa do Día Internacional pola Eliminaçom da Violência Contra as Mulheres, na que o governo da USC promoveu e participou de atos e “merchadisin” com tal ocasiom e mesmo tirou um seu comunicado, voltei querer saber que se passou com tal documento quando justo iam-se cumprir 4 meses da sua aprovaçom no Conselho de Governo; deste volta figem-no a través dum correio electrónico dirigido a OIX, mais que nada para ter constância por escrito da sua resposta, que chegou-me hoje e vos colo á íntegra:
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Quando o racismo encóbre-se tras pretextos e disparates

el_miedo_kalvellido Recolho este texto e traduzo do Verba-Volant sobre umha notícia que, se bem acaeceu na Grécia, pode passar em qualquer lugar do mundo privilegiado, a onde chegam gentes fugindo das guerras e do fame que, os próprios governos desses paises desenvolvidos, levam séculos provocando.

Umha “Associaçom de Pais de Alunos” mais vem sumar-se á listagem das associaçons de pais racistas (1 e 2). Tráta-se da “Associaçom” da vila de Sesclo, na província grega de Magnésia.
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