A imprensa carnícega x David Álvarez. “La Voz de Galicia” ejemplo mundial da falha de ética profissional

Começo esta nova andaina recolhendo (e traduzindo) da web Naturaleza Cantábrica, autoria de David Álvarez esta sua entrada de ontem “Prensa carroñera” ao respeito do “totum revolutum” criado nas redes polo seu “jornalisto” X.M. Palacios ao dar conta na ediçom de Lugo de “La Voz de Galicia” do primeiro día deste ano 2017 (e na sua ediçom digital) dumha notícia totalmente falsa segundo a qual “Un ganadero de Abadín caza con su cámara a un lobo devorando a un caballo”. Dizer que aplaudo a atitude responsável de quem descobrirom a mentira e a lançarom com grande éxito nas redes sociais (algo bo tinham que ter se bem tamém tivo sua repercussom entre entusiastas das matanças destes animais) e sumo-me a opiniom de que o diretor do jornal deveria publicar suas explicaçons assim como umha retificaçom. E sem mais dou pê David Álvarez quem conta moi bem sua crónica ao respeito da manipulaçom interesada dos meios e dou pulo a ela, na sua íntegra:

Imprensa carnícega

vozgaliciaabadin

Há um tempo a imprensa escrita era a forma que tinhamos moitas de decatar-nos do que se passava no mundo. Fronte á imediatez das notícias em rádio e televisom, os jornais ofrecíam-nos a possibilidade de informar-nos com acalma e em detalhe daquilo que escoitaramos ás presas noutros meios. Assim mesmo, os jornalistas dispunham do suficiente tempo para elaborar as notícias que sairiam impressas ao día seguinte. Podiam solicitar detalhes, constrastar informaçons e refugar bulos e imprecisons. Nas redaçons trabalhavam jornalistas especializados em muitas seçons, havia responsáveis da seçom de desportos, da de economia, política e mesmo da de meio ambiente. Assim mesmo, em todos os jornais diferenciáva-se de jeito evidente as seçons de informaçom das de opiniom, de forma que nom resultava difícil reconhecer os artigos que narravam uns feitos de forma objetiva daqueloutros nos que o autor expressava umha postura persoal sobre uns determinados acontecementos.

E digo há tempo porque desde há uns anos muita da imprensa escrita converteu-se numha coleçom de panfletos infumáveis nos que a maioria dos seus contidos som notícias “virais” de duvidosa procedência, artigos intranscendentes de rápida digestom e “gilipolheces” variadas sobre estrelas televisivas ou desportivas. E as ediçons “online” contribuirom sem dúvida a todo isto, já que é mais importante ser o primeiro em publicar um cabeçalho que confirmar que o que se di é certo. E o que é mais grave, já nom existe a diferença entre opiniom e informaçom, dado que num mesmo artigo mistúram-se de maneira suspeitosa dados reais coas impresons persoais do autor, que em muitas ocasons nom tem a mais mínima ideia do tema do que está a falar. E por se isto fosse pouco, coa intençom de reforçar a linha editorial do jornal, publíca-se o que seja sempre que se ajuste a ela, sem nem sequera constrastar as fontes nem asegurar-se de que a notícia seja realmente certa.

Um ejemplo desta falha de ética profissional e de necrofagia editorial foi a dumha notícia aparecida em 1 de janeiro no jornal “La Voz de Galicia” que levava por cabeçalho Un ganadero de Abadín caza con su cámara a un lobo devorando a un caballo

Na devandita notícia, comentáva-se como um gandeiro fotografara co seu “móbil” a um lobo mentres devorava um cabalo a 1 quilómetro das vivendas mais próximas. Para ilustrar a notícia, o jornal achegava umha fotografia, presuntamente a que tomara o gandeiro co seu teléfone na que se apreciava perfeitamente um lobo sobre os restos dum cabalo morto. Segundo o relato do gandeiro, esse lobo formava parte dumha manda de 6 ejemplares, 5 dos quais fugirom ao se achegar o veículo mentres que o outro quedou degostando o banquete, mirando de quando em quando á cámara, de certo para sair mais favorecido.

Nom há dúvida de que essa cena poidera ser real, e que o suposto gandeiro de Abadim poidera lograr fazer umha foto co seu celular desse lobo, ainda que como mínimo o feito de fazer essa foto cum teléfone nom parece demasiado verosimil. Pero ao jornalista X.M. Palacios escapóuse-lhe um pequeno detalhe. Essa foto nom está feita em Abadim, está feita em Asturies, e tampouco se tomou a passada semana como se di no artigo, senom que fora tomada em 2010 e ainda por riba, nom se tratava dumha manda de lobos, senom dum único lobo devorando a carniça dum poldro. E como podo saber eu isto? Pois pola singela razom de que fum eu quem publicou a fotografia neste mesmo blogue, que fora tomada umhas semanas antes polo meu amigo Xurde Gayol.
natcantlobos Por fortuna foram várias as pessoas que se percataram da fraude e correrom a voz sobre o engano, o que finalmente fijo que o jornal borrara a notícia. Ainda assim estivo colgada “online” o suficiente tempo para que aparecese em grande quantidade de foros, debates e faladoiros, nos que o de menos é que a notícia seja real com tal de alimentar a ira contra o lobo e pressionar á administraçom para que os massacre.

Tendo em quenta que em “La Voz de Galicia” usou-se umha informaçom falsa, mentiu-se e utilizou-se material gráfico sem o consentimento do autor, é evidente que quanto menos eu nom podo tomar como certa nenhumha das notícias que aparecem neste meio de comunicaçom, posto que poderiam ter a mesma origem. No caso deste diário, é patente sua animadversom polo lobo, na sua busca de cultivar leitores e subscritores entre o rural galego.
lobos_voz Numha rápida procura na internet póde-se comprovar que o lobo estivo case mais presente neste jornal que o próprio presidente da Junta de Galiza, algo parecido ao que ocorre cos jornais “La Nueva España” ou “El Comercio” na vizinha comunidade de Asturies, onde é rara a semana na que nom aparece umha notícia sobre danos de lobos e sempre co mesmo propósito, alarmar á povoaçomn. E isto tem umha consequência imediata, que políticos e gestores incrementem as batidas sobre essa espécie e justifiquem essas matanças pola alarma social gerida.
cabalogalego O curioso da foto do lobo que protagoniza este artigo é que 15 días antes da publicaçom de La Voz de Galicia apareceu a mesma foto na página de Facebook, Cabalo Galego, tal como vedes arriba nas suas duas versons, a da esquerda quando o suposto lobo matara um cabalo esse mesmo día em Sam Andrés de Teixido e á direita a suposta retificaçom antes de indicar-lhe a fraude e o roubo do material gráfico. Finalmente essa entrada foi retirada, pero só depois de que fosse reenviada a multitude de foros da internet.

Depois de confirmar-se a fraude, a falta de ética e a irresponsabilidade de publicar umha notícia sem cosntrastar se era real, nom é suficiente com que La Voz de Galicia retirase o artigo da sua ediçom “online”. Ao feito de usar umha imagem sem o consentimento do autor úne-se o feito da divulgaçom dumha notícia falsa, polo que o correto neste caso seria publicar um artigo no mesmo meio no que se explique a verdade sobre este artigo para que quede todo claro, porque quanto menos por agora, eu seguirei-me crendo a frase de Tony Curtis no filme “Sex and the Single Girl”:

“Nom deixes que a verdade che estrague umha boa reportagem”

NOTA: Recibim fai um momento umha mensagem dum editor de La Voz de Galicia no que me transcreve as explicaçons dadas polo autor do artigo. Comentei-lhe que deveria publicar essas explicaçons assim como umha retificaçom no jornal, assim que estaremos atentos.

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