Crónica dumha viagem em comboio de Renfe (ida e volta)

1401910560_123227_1401910961_noticia_normal Retornei a Compostela na noite da segunda á terça feira passada quando se passaram 17 minutos das 12 badaladas do câmbio de data, numha viagem por trem que começara justo 12 horas antes em Cartagena quando os relojes marcavam ás 12:17’ do mediodía do 2 de janeiro de 2017. Umha viagem na que atravessei a península ibérica em sentido diagonal (SE-NO) com obrigada parada de trânsito na capital centralista das espanhas todas. Ao igual que me sucedera na viagem de ida os respetivos modelos de locomotora e vagons da companhia Renfe, que farda nos seus vídeos autopromocionais e na sua web de “Compromisso Voluntário de Pontualidade”, chegaram (e mesmo algum saira) com certo retraso com respeito ás horas sinaladas de chegada (e saída).

Assim a minha viagem de ida de Compostela a Cartagena (diagonal ibérica NO-SE), feita em duas etapas (figem noite em Madrid) durou case 45 minutos mais do anunciado e previsto; pois só na ruta Madrid-Cartagena (trem Altaria) cheguei a destino com mais de 40 minutos de atraso, depois de percorrer em 35 minutos e a passo de humano canso o curto trajeto entre as estaçons do Campo de Cartagena desde Balsicas-Mar Menor até Torre-Pacheco (que de jeito habitual fai-se em apenas 5 minutos); feito cicais entendível dadas as fortes ribadas sofridas días antes nessa zona. Se bem teria sido de agradecer que informaram polo sua mecánica megafonia tal circusntância tanto as viageiras impacientadas por chegar a destino como ás pessoas que estavam nas estaçons aguardando por elas, mas acho que isso é como pedir-lhe figos ao pessegueiro. Sinalar, isso sim como algo excepcional, que a viagem de Compos a Madrid chegara case pontoal (5 minutinhos apenas demorou o comboio Alvia em arrivar na estaçom de Chamartín).

Mas foi a minha viagem de volta (feita sempre com mais desgana) o que me motivou a escrever este artigo na minha particular bitácora (e tras ter-me desafogado já um tanto numha rede social). Como já contei e á diferência da viagem de ida, optei por fazer a ruta toda de seguido com umha parada obrigada e prevista de 1 hora e 45 minutos na estaçom madrilenha de Chamartín.

A viagem de Cartagena a Madrid (com Altaria) demorou-se em case 20 minutos. Já nom havia escusa algumha por causa de enchentes, se bem nom me importou dado que assim reduzia o tempo de aguarda na paragem de Chamartín, umha ilha para-comercial que acostuma a estar cheinha de vigiantes privativos que olham com desconfiança a qualquer. Mesmo alegrei-me de “perder” esses 20 minutos ao comprovar que dita estaçom nom só estava tomada por parapoliciais, senom que mesmo havia quadrilhas (iam de quatro em quatro) da polícia nacional espanhola passeando-se e luzíndo-se portando escándalosas e temiveis metralhadoras e olhando em avessas reviravoltas na busca de, para eles, suspeitosos com aspeto de possiveis terroristas. Tudo um espectáculo para a galeria em aras dumha pretendida, mas falsa, seguridade.

A pior parte da minha viagem foi a realizada de Madrid até Compostela no Alvia onde vivim momentos que me levarom a pensar sobre o terrível acidente de Angrois. Além da devantida derrota retrasada (uns 20 minutos com respeito á hora convida, 23:59′) que já de per se é chunga, nom o é tanto quando já saíramos de Chamartín com umha demora de mais de 10 minutos; mas a viagem continuou sem surpresas até passar A Gudinha quando depois de estar parado por duas vezes vários minutos antes de Ourense em nenhumas partes (sem que ninguém dera explicaçons do porqué e tras dois avisos urgentes de que “el interventor acuda a cabina” ) chegamos a Ourense perto das 23:45’ e desde lá fum presa dos acontecementos ao ser reiniciada a marcha até Compostela acadando, nalguns tramos, velocidades de mais de 250 KM/h (segundo o indicado no próprio panel digital do vagom) para chegar a Compostela em só 32’ (quando o pautado é 40) e dizia que me fijo pensar no acidente de Angrois porque nunca até agora reflexionara ao respeito do porque aquel trem ia tam rápido nessa maldita curva, e foi entom quando ia a essas velocidades, suponho eu que para tratar de chegar ao destino final e nom ter que abonar indemnizaçom por retraso (a única razom que se me antolha que justificara tais velocidades polos caminhos de ferro galegos), que meditei no assunto e perguntei-me, iria aquel Alvia tamém com retraso e condutor recebeu a ordem de acelerar ao máximo??.
dibujo Em fim, que entre umha coisa e outra as minhas viagens de ida e volta tiverom um retraso total de 85 minutos de mais. Dado o anunciado “Compromiso Voluntário de Pontualidade” de Renfe fum mirar na sua página web se tinha direito a algumha devoluçom dos importes dos bilhetes por tais incumprimentos de horário mas, “Nasti de Plasti”. É claro que Renfe sabe moi bem como evitar essas devoluçons pois para os trens Alvia só devolve o 50% quando o atraso supera os 30 minutos (o 100% quando supera a hora) e os Altaria só devoltam o 50% quando o retraso supera a hora (e o 100% quando é mais de 90 minutos). Vaia compromiso!!!

Mas o pior foi quando introducim os nºs dos 4 bilhetes para, por se acaso, tivera direito a imdemnizaçom algumha e em todos os resultados figuram como horas de chegada a hora oficial (ás que teriam que ter chegado, como se tiveram sido pontoais!!. Mentideiros!!). Isso sim ao remate de todas as viagens umha voz em off agradecia ter confiado em Renfe e ter viajado com essa companhia (como se houvera outras!!).

Isto nom é a primeira vez que se me passa, ao contrário, soe ser o habitual e já nom sei se som eu quem tenho umha gafe excepcional, mas acho que é algo comum, pois só com ponher a orelha escuitas a todas as pasageiras queixar-se da impontualidade e da falha de comunicaçom com as viageiras e as pessoas que estám agardando as chegadas.

Tinha que solta-lo!!! E com a mesma sego defendendo o trem como o melhor meio de transporte de longa distância por terra. Malditos!!!

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