Desmemória histórica ou ignorância sistémica

Lembro que há já bem anos, quando as lutas nas ruas contra a entrada do estado espanhol na OTAN, que as jovens estudantes faziamos burlas e risas da ignorância manifesta a nível geografia e história dos amos do mundo, os ianquies. Era como umha espécie de vingança ante tamanha monstra de incultura por parte da gente do comum de aqueles lares e tamém dos seus prebostes e líderes de opiniom. Como monstra de tal desconhecemento as gargalhadas que nos provocaram vários medios e televisons ianquies quando confundiram a ubicaçom da ilha caribenha de Granada e a publicitaram nos mapas da “Graná” andaluza; e se nom se seguem escutando hoje as risas é porque fora quando a ilha fora invadida, em outubro de 1983, por 1.900 marines norteamericanos baixo o mandato de Reagan sob a escusa de que seu povo representava umha “ameaça” á seguridade das estadounidenses residentes nesse pais caribenho, devido “á inestabilidade política” produzida tras um golpe de estado contra o seu presidente e lider esquerdista, o carismático procubano Maurice Bishop, assassinado só 6 días antes da invasom ianquie.

Hoje em día inda provoca risas a falsa notícia da conversa entre o capitám dum acorazado ianquie e um torreiro dum faro e miutas seguem a pensar que é certa.
Mas agora as novas geraçons (e nom tam novas) já acadaram a mesma especializaçom nos seus estudos e os seus conhecementos e já estám á altura dos amos do mundo em quanto a ignorância da própria história e umha boa monstra é este vídeo dum momento dum programa concurso que nom tem desperdício. Sinalar que um dos concursantes, o menos novo, di ser mago é o outro estudante de magistério infantil (pobres crianças que caiam na sua aula).

E ainda que quem colgou o vídeo na plataforma youtube opina que a resposta correcta é bastante fácil de acertar para qualquer espanhol e tacha de incultos a ambos concursantes; eu já tenho presenciado outros momentos nos que o desconhecemnto da nossa própria história recém é antológica. Só basta com mirar ao final da odisseia os caretos da gente mais nova em comparaçom com os acenos de incredulidade manifesta, diante do que está vivindo, da gente de mais idade.

Claro que nada estranho tendo em conta que se passaram decadas antes de que se reclamara umha recuperaçom da memória histórica e dos assassinatos provocados durante o franquismo. Isso e as contínuas modificaçons dos metodos de ensinança focalizadas a criar especialistas em algo concreto e ignorantes no resto, como os amos do mundo.

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Uma ideia sobre “Desmemória histórica ou ignorância sistémica

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