Segue Demetrio Pelaez esta bitacora? Histórias da História.

16114207_1244529732303691_354749761023134869_nQuero desatar e quero ser desatado.
Quero salvar e quero ser salvado.
Quero ser engendrado.
Quero cantar; cantade todos.
Quero chorar: golpeade vossos peitos.
Quero adornar e quero ser adornado.
Som lâmpada para ti, que me vês.
Som porta para ti, que chamas a ela.
Tu vês o que fago. Nom o menciones
A palavra enganhou a todos,
pero eu nom fum
completamente enganado.
Prisciliano

Venho de olhar no jornal «El Correo Gallego» seu contributo «PISA y la generación más culta de la historia» no que Demetrio fai um relato do vídeo que colei na minha entrada do domingo passado día 8: «Desmemória histórica ou ignorância sistémica» e nom saia do meu assombro ao ver que concorda na minha percepçom do desconhecemento pola mocidade da história que ainda da coletaços; como no caso da solicitude dum fiscal de pena de prisom para Cassandra, umha moça de 21 anos, por uns chistes que publicou em Twitter sobre Carrero Blanco, quem fora presidente do governo com Franco e futurível provável sucessor, e rematara sua vida num alero tras um atentado da ETA em 1973.

Por um momento pensei que chegara ao ponto de coincidir nos seus planejamentos depois de tanto tempo de seguir as andanças deste paladino e mesmo de fazer chanças sobre suas colunas até o ponto de otorgar-lhe vários prémios «Polvorom» nos contrainformativos na kalimera lá polos inícios dos 90, na era sem internet, quando um compa e amigo tivera a genial ocorrência de tal prémio para a notícia mais cutre ou retrogada dos falsimedios; e entrou-me umha certa angústia existencial. Mas por sorte durou-me pouco porque num enquadrado aparte do seu artigo, Demetrio amosa seu arrepio diante do desconhecemento dessa mocidade da história dos próceres da cidade de Compostela e do apóstolo Santiago; e ai foi onde expirei um alívio, desapareceu a minha angústia e assomou um sorriso no meu rostro.

Demetrio o paladino, deve dar por boa a mentira medieval segundo a qual o corpo morto dum siareiro de Cristo fóra descuberta nos albores do século IX por um tal Paio (rústico, palurdo, fácil de enganar segundo o Estraviz) quem, divinamente inspirado, anunciou que lá se atopavam os restos de Santiago o Maior, achado que foi assinado polo bispo de Iria Flávia, Teodomiro, e rubricado por Afonso II «o Casto» considerado polos historiadores o 1º rei Paio.

200716pradoE suponho que Demetrio tamém dará por boas as crónicas que ubicam ao apóstolo vivo em Zaragoza quando, em 2 de janeiro do ano 40, se lhe aparecera a Pilarica ou em Mugia quando Santiago vira chegar á virgem polo mar umha barca toda de pedra, aparelhada cum veláme tamém de pedra,  que vinha conforta-lo e dar-lhe forças em terras tam afastadas; quando sabe-se que morreu em Jerusalém no ano 44 decapitado a mãos de Herodes Agripa I; se bem tamém dará creto a lenda que fecha o círculo que da conta de dois dos seus discípulos teriam levado seu corpo (conservado dalgum jeito) polo Mediterráneo numha mítica embarcaçom de pedra e teriam costeado o Atlántico até Iria Flávia; ve-se que há fortes correntes marinhas ou marianas que derivam todas as barcas de pedra cara Galiza. E mesmo das que dam conta da sua participaçom fantasmal degolando mouros a cabalo na irreal batalha de Clavijo, que teria sucedido poucos anos depois do achado do seu corpo; crónica que se sospeita foi introduzida 400 anos depois como real na história polo archebispo de Toledo Rodrigo Jiménez de Rada.

Acho que poucas pessoas conhecem a verdade dessa invençom e mais escassas as que podem e querem conta-la, hoje segue a ser case imposível saber as razons polas que se dera a conhecer esta «boa nova» justo nesse momento da história; há quem supom como causas prováveis a necessidade do rei Afonso II de confirmar sua autoridade num momento em que estava ilhado no mapa europeio cristã tra-la expansom do al-Ándalus.

Além do controvertido tema de que se os restos achados em Compostela seriam de Prisciliano, bispo de Ávila nascido na Gallaecia romana sobre o ano 340 e ejecutado em Tréveris no ano 385 na considerada 1ª sentência de morte por herejia da cristandade e de quem se sabe o traslado do seu corpo no ano 389 quando a igreja de Roma permitira viajar a vários dos seus discípulos para exumar seus restos e transporta-los por mar até sua Galiza natal. Hipótese defendida por gente como Sánchez-Albornoz, Unamuno ou Ramón Chao e que se fijo moi popular, e mais quando a maioria de historiadores e eruditos que investigarom e realizarom estudos acerca do tema, asseguram que nom existem feitos nem dados históricos que indiquem nem demostrem que Santiago (o Maior) predicara em Gallaecia nem Hispánia.

Outra coisa é que tamém se desconheça o papel da cidade de Compostela na história, mas nom só da sua importância como sede episcopal e centro político e das andanças das suas figuras plasmadas em estátuas e rótulos de rueiros, senom tamém das suas gentes do comum, dessas que a história oficial silência ou manipula e mesmo criminaliza.

Se o que pretende Demetrio é cultivar a inhorância, lá ele, mas entom nom é moi académico pola sua banda critica-la. É como o fiscal que pretende que caia a lei contra umha moça de 21 anos por algo que vinhemos fazendo muitíssimas pessoas desde pouco depois do atentado, e nom só chistes contados nos bares, tamém cançons que se figeram populares e se cantavam a viva voz polas ruas umha vez morto o velho ditador e chanças até de cómicos democráticos como Tip (facha) e Coll (socialista) que deixam ao nivel de lixo a seçom que ele assina com o pseudónimo de Florinda Campoamor e que som copiados das webs de chistes malos da rede.

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