Mata os teus ídolos!! Meu contributo ao Boletín Abordaxe de fevereiro de 2017

Já saiu do prelo o nº 16 de fevereiro de 2017 do Boletín Informativo Anarquista “Abordaxe”, que podedes lêr, descarregar, imprimir e mesmo fotocopiar e ajudar a distribuir nesta ligaçom no seu blogue do mesmo nome. Lá fica, incluido na sua contra-tapa, como vêm sendo habitual desde setembro passado, o meu contributo na coluna “Vento de Través”, que vos colo acá:

Mata os teus ídolos!!

No te rindas, por favor no cedas,
aunque el frío queme,
aunque el miedo muerda,
aunque el sol se ponga y se calle el viento…

Mario Benedetti

1923682724_e2d9c4fc8eAnos há compas envolvidos no projeto retranqueiro galego “Aduaneiros sem Fronteiras” tiraram um seu desenho gráfico com este titular ao carom dumha imagem de Castelao recebendo um disparo de tinta vermelha a modo de sangue. Um ícone que tivera ampla repercussom e nom poucas ázedas críticas de pessoas do movemento nacionalista e “indepe”. Na altura hei reconhecer que eu escachara de riso ao comprovar a falha de humor militante nessas irritadas gentes, mas é claro que os “aduaneiros”, quem na sua maioria compartilhavam ideologia com suas detratoras, tocaram a fibra sensível e sensitiva das siareiras de tam peculiar personagem quem fora deputado em Madrid, médico, desenhador e escrevedor da Biblia do nacionalismo galego “Sempre em Galiza”.

Tempo depois quando eu já estava envolvido no anarquismo figera umha minha autorreflexom ao respeito de qual resposta obteria entre as minhas compas anarquistas um desenho similar onde a figura representada fosse Bakunin ou mesmo Durruti. Índa agora nom tenho moi claro qual teria sido a sua reaçom, mas inclino-me a pensar em que bem pouca graça teria causado entre as minhas colegas que levam anos orgulhosas de ter tais predecessores ideológicos e ainda menos entre as “martirólogas”, aquelas que conhecem de cabo a rabo a vida e obra do “santoral” anarquista. Porque ainda que nom exista umha Bíblia do anarquismo, sim que há umha caterva ínumerável de heróis (e algumhas heroinas) que pasaram á história pola sua luita por um mundo melhor e contra todo sistema de exploraçom; umha récua de nomes, apelidos e alcumes de loitadoras, expropriadoras, magnicidas e mesmo regicidas que dariam, abofé, para cobrir coas suas íconas todos os nichos da mesma Catedral de Santiago.

56be5e92df040-r_1455389376648-0-0-972-501 Eu que nunca fum muito de beber os ventos da gente de outrora mas sim de respeitar seus feitos e de aprender das suas vivências, crio que nenhum movemento tem mais motivos para elogiar com orgulho seu ancestral passado carente de traiçons ao povo; e ainda que as experiências vivenciais duraram pouco, sempre deixaram no povo umha posse doce polo que poidera ter sido. Mas, na hora de fazer elógios dessas gentes, acho um valeiro nesse panegírico no que respeita as miles de pessoas silandeiras que no seu día a día e sem agardar reconhecementos nem medalhas figeram e fam seu aporte indispensável para maior honra das famosas; gentes que devagar ou a toda a pressa figeram da desobediência seu ideal e deram e dam suas vidas nas batalhas diarias contra todo tipo de poder e em anelo dum mundo milhor sem líderes nem lideresas e onde todas sejamos diferentes mas iguais. Sem todas elas a luita careceria de sentido.

A todas elas, meu humilde aplauso.

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