Telemóveis: Seguro de vida ou de morte??

Um mártir: Em outono do 98, em pleno centro de Buenos Aires, um transeúnte distraido foi esgamado por um autobus. A vítima vinha cruzando a rua, entretanto falava por um teléfone celular. Enquanto falava? Mentras que fazia como que falava: o teléfone era de joguete. Eduardo Galeano “Patas arriba/ la escuela del mundo al revés”

telefono-et-davila Minha nai nom gosta dos celulares, e eu saim a ela nessa rejeiçom tecnológica, de certo devo ser o seu maior baluarte da família na sua cansina luita contra este aparato que a desquícia mas ao que cedeu a te-lo por presom familiar depois de que, nom há muito, caera estando numha rua pouco transitada e fora graças a que levava consigo o telemóvel que umha transeunte ocasional, depois de ajuda-la, puidera aceder á agenda do aparato e chamar a um dos meus irmáns (que vive com ela) e dar a alarma. Um sucesso pontoal que valeu para que minha nai acedera a sair ás ruas sempre provista do seu celular; índa assim, ás vezes, esquece saca-lo com ela (eu crio que o deixa adrede)

De tal jeito o celular tem-se convertido num objeto imprescindível nas vidas da maioria da cidadania ocidentalizada; mesmo com argumentos assim que incrementam seu valor, já nom só como objeto intercomunicativo e outros seus usos normais, senom mesmo demonstrando ser um eficaz salvavidas para momentos de perigo urbano. Mas é isto sempre certo??

Se bem essa situaçom pontoal que lhe sucedeu á minha nai validaria a opiniom de meus irmãos e irmás quem, em maior ou minor medida, consideram imprescindível que minha nai deve levar sempre com ela o seu telemóvel polo que lhe poidera passar quando vai sozinha polas ruas; eu acho essa argumentaçom um tanto torticeira. E digo que um tanto torticeira porque vistas como estám indo as coisas ao respeito da dependência deste aparato, acho que, postos a quantificar e valorar, já há mais casos de acidentes, mesmo mortais, por causa de ir olhando para o celular que por situaçons onde poidera passar-te algo por nom leva-lo. E a feitos recéns me remito:

zombies-watsap A escola do mundo ao revés segue andando aos tombos e o que matava por sua ausência a finais do século passado, agora pode matar-te pola sua permanente presência. De certo som numerosas as cidades do mundo ocidentalizado que, além de faze-las ruas pensando no tráfico de motor em troques dos peãons, agora instalam sinais de advertência no cham para advertir de perigo a quem vaiam olhando seus celulares sem levantar a mirada. Umha atitude geralizada sobretudo entre as mais jovens que, segundo espertos, está a fazer “aumentar num 40% o risco de atropelos”. Mesmo o departamento de Transporte dos EEUU determinou recém que existe umha preocupante relaçom entre as mortes de peãons e o uso de smartphones. A cidade alemã de Augsburgo vem incorporar semáforos especiais de luzes vermelhas de LED, nas passadeiras de peãons depois de que umha rapariga de 15 anos morrera polo golpe dum trem mentras cruzava as vias com audífonos e mirando fija a pantalha do seu telemóvel. E isso por nom falar dos numerosos acidentes de tráfego provocados por condutores que vam olhando o seu telemóvel emquanto manejam o volante do seu carro.

Mas o que me chamou a escrever esta entrada foi umha notícia que recolhiam ontem os falsimédios galegos:  Rescatam a umha mulher que caeu ao mar a última hora da tarde do domingo ao despistar-se mentras passeava na zona do Porto Desportivo de Viveiro. Segundo declaraçons da mulher: «ia co was cumha amiga e nom me decatei de que se acabara o caminho e caim ao mar. Fum-me direita á auga, menos mal que estava a marea cheia, que se nom…». Por sorte tudo ficou só num susto, mas a mulher já fijo planos para um futuro mais seguro: «nom me quedam ganas de colher o móvel, quanto menos passeando».smt-smartphones-dead Assim pois a suposta seguridade que te poidera dar um telemóvel, outro telemóvel cha quita. Isso por nom falar do dano que provocam nos tecidos cerebrais as radiaçons do mesmo aparato e das antenas necessárias para sua emissom e recepçom de ondas; ou das inúmeras batérias que se transmitem por contato coas mãos sujas; ou da nova enfermidade conhecida como nomofobia ou fobia a nom dispôr do móvel, que é causa de ansiedades e estrés patológicos; além de outros danos minores como tendinite nos dedos.

Dito o qual que cada quem atue em consequência, mas em questom de dependências eu prefiro tirar de outras substâncias muitíssimo menos perigosas.

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