A Fuga de “COTTON BUD” x Mar de Fábula

Já tratei nesta minha bitácora da problemática gerida no mar polos chamados “bastoncinhos de algodom” ou “cotonetes”, quando recolhim do site “Mar de Fábula” o artigo assinado por Xosé Manuel Barros, cofundador de dita Associaçom que se preocupa da limpeza do mar e das suas costas (fam convocatórias abertas ás que podedes acodir quem quiger) sob o título de Umha verdade incómoda: “A tua casa nom fica tam longe do mar”. Agora recolho da sua página numha rede social estoutro texto (que traduzim e do que desconheço a sua autoria concreta) dumha amena leitura para ajudar a difundir esta problemática e mirar de mudar nossas costumes erradas:

cotton-bud A FUGA DE “COTTON BUD”

“Cotton Bud”, mais conhecido no nosso país como “bastoncinhos de algodom” ou “cotonetes”, esse artigo de higiene persoal de aspeto simples e inofensivo, inócuo a primeira olhada, está catalogado com tudo como um dos 10 principais contaminantes do meio marinho.

A pesar de estar contraindicado pola maioria de otorrinos, o bastoncinho de algodom segue utilizándo-se por parte da povoaçom para a posta em limpo dos seus ouvidos. Úsa-se maiormente nos quartos de banho domésticos, fronte ao espelho, e o seu uso higiénico catalóga-no como artigo dum só uso, e por tanto com pouco tempo de vida… Ou nom é assim?

Por suposto que nom. “Cotton But” vále-se da escasa informaçom das suas usuárias, nuns casos, ou a preguiça ou desídia das mesmas, noutros, para sortear o seu tratamento como resíduo inorgánico, e acabar sendo arrojado ao retrete, impulsado polo torrente de auga da cisterna, cara a umha nova aventura.

Assim, o bastoncinho de algodom viaja desde o nosso retrete, pola rede de saneamento das nossas povoaçons, até as estaçons depuradoras.

Com tudo, os bastoncinhos de algodom som avantajados escapistas, e graças á sua extrema delgadeza -apenas dous milímetros de diámetro- som capaces de atravessar os tamices que lhe saem ao seu passo e escapar de Alcatraz até chegar ao mar, onde navigam co rumo das correntes.

Mais fácil ténhe-no os días de choiva. É entom quando em muitos pontos da rede de saneamento súmam-se as augas pluviais procedentes da rede de sumidoiros, e o sistema nom dá abasto. Para liquidar esta situaçom, para evitar o colapso, existem os aliviadoiros, onde o líquido sobrante que nom pode chegar a tratar a depuradora, vérte-se direito ao mar, sem passar nenhum filtro, e “Cotton Bud” fuge. Coma se fosse Papillon, lánça-se num salto do anjo cara á sua liberdade.

Nom é estranho atopar estes bastoncinhos de algodom tomando o sol em qualquer das nossas praias, emaranhados entre algas, dando um toque de cor ao nosso paseio pola beira. Ainda que esses que vejamos representem apenas umha mínima porcentagem de todos os que navigam entre correntes.

Porque os bastoncinhos de algodom, ao ser de plástico, som excelentes navigantes. Isto nom o digo eu. Só interpreto as palavras da UNEP (Oficina de Meio Ambiente das Naçons Unidas), que situa a contaminaçom por plásticos nos océanos como um dos principais desafios aos que se enfronta a Humanidade.

CAMPAÑA BASTONCILLOS NO Com tudo “Cotton Bud” tem o seu talom de Aquiles na sua própria morfologia. Essa mesma extrema fraqueza que lhe permite atravessar os obstáculos, acaba sendo tamém a causa da sua degradaçom. O polipropileno do que está composto racha, parte, erosiona, converténdo-se a toda pressa em microplásticos. Os mesmos microplásticos que acabarám por entrar nas correntes e serám ingeridos pola fauna marinha ao ser confundido co plâncton seu de cada día.

E quiçais nalgumha cea, as nossas crianças, filhas, netas, ou nós mesmas, acabemos por engulir, escondido na pescada, o mesmo bastoncinho que algum día tiramos polo retrete de casa.

E junto a “Cotton Bud” viajam seus antigos companheiros do caixom ou estante do quarto de banho. Toalhinhas, cueiros, tampax, aplicadores, preservativos, toda a intimidade dos seus usuários e usuárias arrojada polo retrete.

Algum deles, em día de tormenta, logrará saltar polos aliviadoiros até o mar, pero outros muitos ficarám polo caminho, formando tapons ao seu passo, atascando os canos e impedindo o correto desaugadoiro dos mesmos. Armando a de deusécristo e tendo que chamar ao fontaneiro, coa consequente fatura e subsequente cabreio.

Por pôr um ejemplo, Water UK (o equivalente de Aguas de Galicia no Reino Unido) calcula que um 80% dos atascos que se producem nas redes de saneamento desse pais som provocados polos produtos higiénico-sanitários arrojados polo WC, polas graxas, aceites, e restos de comida eliminados pola pia, originando um custo de 88 milhons de libras (*) ao ano.

Reciclamos de jeito conveniente o vidro, o papel. Sabemos o tratamento que há que lhe dar a latas e plásticos. Separamos orgánico e inorgánico nas nossas cocinhas, nas papeleiras públicas. Recolhemos os excrementos dos nossos cans. Ensinamos ás nossas crianças (e vice-versa) o valor que tenhem os pequenos atos no cuidado da natureza.
Pero com tudo tiramos os produtos higiénico-sanitários que usamos na nossa intimidade, polo retrete.

Umha leve modificaçom nos nossos hábitos higiénicos, algo tam singelo como incorporar umha papeleira de resíduos inorgánicos no mobiliário do nosso quarto de banho, evitará avarias, preservará o meio ambiente, manterá limpas nossas praias,… em fim, evidenciará nalgumha medida a suposta racionalidade do ser humano.

PENSA EM VERDE. ATUA EM AZUL

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(*) Nota do Ghaveiro

O tema dos custes originados nom é algo que me preocupe nem crio que convide a mudar suas costumes á gente que vissita esta minha bitácora; se bem, claro está que esses gastos originados polos atascos repercutirám em todas as consumidoras (sejam ou nom causantes desta desfeita) dado que nom vam ser nem “Aguas de Galicia” nestes nossos lares, nem “Water UK” no Reino Unido, quem vaiam carregar com eles. Dito isto eu assinaria de imediato o resto do texto o . Para curiosas economicistas dizer que 88 milhons de libras equivale hoje a algo mais de 104 milhons de euros.

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