Petiçom ás currelas de “El Correo Gallego”: Porfa aguantade sem comer

Nos días laborais de curro aburrido o vosso jornal é a minha única alegria da manhá; desde quando chego tenho a sensaçom de que nom se me passam as horas, nem os minutos, nem sequer os segundos, desejando que chegue já meu descanso matinal e poida ir a algum bar a tomar-lhe umha birra e olhar vosso jornal; mesmo ténho-me erguido cedo nas findes e días festivos para baixar á hora do vermute polos bares do meu bairro e entrar a consumir naquel que veja que o jornal está livre e poida lê-lo com parcimónia e detalhe. Sodes minha perdiçom diária e a única motivaçom para seguir indo de bares.

el-correo-gallego_img19304t0 Hoje soubem por um falsimédio antagonista -que, saltándo-se toda ética corporativista entre medios, o fijo público- do abandono da vossa sede do “Preguntoiro”, no mesminho centro de Compostela, e levei um forte desgosto ao cair na conta da minha ingenuidade, pois levava bem de días passando por diante desse espaço baleiro pensando que estavades de reformas da que fora vossa sede durante tantíssimos anos. O cartaz que indica que atendedes no 1º andar do edifício levou-me a elo, além da campanha orquestrada no vosso jornal polo vosso compa redator jefe, Demetrio Peláez, em contra da reduçom de praças de aparcamento no entorno de dita sede, que lhe punha difícil atopar perto dela onde deixar qustodiado o seu flamante e flamejante escaravelho preto.

Mas nom foi isso o que me motiva a escrever esta solicitude, senom o feito de ter conhecemento de que o passado mércores 22 algumhas de vos saichedes a fazer um protesto de 5 minutos diante da vossa nova sede no Parque Empresarial da Costa Velha, lá donde arremoinham-se grandes superfícies comerciais de capital foráneo.

img Vos que levavades até seis meses sem cobrar sofrindo um ERE temporal que vos deixará sem cobertura de desemprego se ides ao paro, vos que levades aguantando o tipo nestas horas baixas dum jornal que já acapara umha dívida de mais de 16 milhons de € para garantir sua viabilidade. Vos de quem se esperava umha submissom sem límites, fuchedes quem de trucar o bo ambiente que se respirava na redaçom do jornal para ir fazer o parvo durante os 5 minutos que estivestedes lá concentradas num protesto simbólico do que ninguém alheio a empresa ia-se enterar. Para que?? Porque agora?? Que intereses ocultos agochades??

Concordo como leitor com a missiva que o vosso diretor, José Manuel Rey Nóvoa, vos enviou quando soubo da vossa declaraçom de guerra e tamém considero, ao igual que el, que dita concentraçom é um ponto de inflexom perigoso, porque racha a paz social que entre todos mantivestedes em pê contra vento e marea nos anos de angústias, sacrifícios e dor. Deveriades tomar nota do desenho de abaixo e, em troques de enarbolar a bandeira dum sindicato, ponher-vos a camisola da empresa16864235_1167569196685154_4864878335021739961_n

Tendes que parar e achantar com o que há, porque senom eu vou ficar sem esses minutos de satisfaçom que me dades cada día da minha aburrida vida, esses momentos em que, na barra de qualquer bar, olho vosso jornal desde a cabeçeira até as colunas do Polvora e Magnólia e os contos de Florinda Campoamor da derradeira página, e nos que nom podo parar de sorrir e, ás vezes, chorar da risa, com as vossas inúmeras chorradas, denúncias e mesmo vossos incríveis enqueritos; por nom falar da falha de qualidade literária de vossos opinadores ou dos absurdos horóscopos ou da vossa falha de ética ao seguir publicitando anúncios de prostituiçom num jornal que se di católico e apostólico.

É um nom parar de rir e nom estou disposto a ficar sem a única alegria da que disponho nessas horas de tédio no trabalho.

Por tudo isso súmo-me ao pedido do vosso jefe para finalizar com essa protesta que pode “propinar um doloroso golpe baixo” á imagem do grupo “justo quando começades a ver a luz ao final do tunel” e co galho de colabourar na vossa baixada de calçons e bragas e para que sigades achantando sem chistar, colo acá o escrito do vosso diretor para conhecemento de todas as pessoas que, coma mim, nom podem passar sem vos.
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