Arquivo mensal: março 2017

Realidade ou ficçom: O elenco da obra do Mago de Oz em busca e captura por humilhar ás vítimas do terrorismo

Tudo aponta a que o desenho dum “carreiro branco” que enfia cara ao céu (em troques de usar o consabido caminho de baldosas amarelas) poderia ser a causa

A fiscalia da Audiência Nacional espanhola dita ordem de busca e captura contra as comediantes que representarom ontem na capital a obra O Maravilhoso Mágico de Oz. Segundo informaçons facilitadas pola polícia aos meios, na tramoia preparada para o espetáculo haveriam desenhado um “carreiro branco” que apontava ao céu para simular o caminho que leva ao castelo do Grande Oz.

As razons esgrimidas pola fiscalia para incoar tal acometido devem-se a que, segundo o fiscal, todo o mundo sabe que o caminho mágico tem que ser de pedras amarelas rechamantes e que o feito de te-las deixado em branco e além disso te-las colocadas fazendo um “carreiro” que aponta ao céu constitue, sem lugar a dúvidas, um claro delito de humilhaçom ás vítimas do terrorismo da ETA e mesmo de exaltaçom do terrível atentado desta banda contra quem se presumia a todas luzes converter-se no legítimo herdeiro de Franco – á morte deste- e que só o execrável atentado foi quem de impedir tal acontecemento.
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Do suposto altruismo de Amancio Ortega

Do sinificado de altruismo podemos tirar duas conclusons que ajudem a entender porque a donaçom de Amancio Ortega de 320 milhons á sanidade pública para a luta contra o câncer nom tem nada que ver com o altruismo: 1º Se Amancio considerara “a dedicaçom aos outros como norma suprema de moralidade” nom teria agardado tantíssimo tempo (desde que se converteu em multimilhonário) em fazer algum donativo que lhe figera merecedor dessa moralidade da que, sem dúvidas, caresce. Á contra sua única preocupaçom -além de seguir copando o mercado textil a base de subcontratas onde se pratica sem pudor a escravitude infantil e a exploraçom das mulheres em condiçons paupérrimas e abusivas (situaçom denunciada multiples vezes na Campanha “Ropa Limpia”)- é seguir recebendo coba dos medios, atender sua hípica para seu próprio deleite e outros praceres mundanos.

2º Se Ortega tivera um mínimo de “abnegaçom e complacência no bem do próximo” nom daria as costas ás continuas denúncias de escravitude das crianças e mulheres exploradas por firmas subsidiárias de Inditex e já teria rematado com elas e com a mesma pagaria um jornal mais que justo ás suas empregadas. Mas se tal figera nom seria multimilhonário graças ao sudor de outras.
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Resposta do CSO A Insumisa (A Corunha) ao ataque orquestrado em “La Coz” contra a okupaçom

Quem tenha arrestos para colher e olhar este bódrio jornalístico -feito na Galiza e que, pese a viver graças ás subvençons das instituiçons e ás suas interesadas anunciantes (mesmo de prostituiçom), sementa o auto-ódio pola nossa língua e costumes e é entusiata porta-voz dos ideias patrióticos espanhois encarnados nas políticas partidárias da direitona (PSOE) e da extrema direita (PP) e do capitalismo destruitivo e vertical e que já foi merescente de várias campanhas de “Boicoz”– nom se estranharia de lêr, nestes últimos días, um feixe de cabeçalhos de notícias e artigos de opinadores sobre os perigos das okupaçons e como evita-las e/ou combati-las, mesmo de supostos intermediários que se forram a conta de especular com edifícios okupas (a quem curiosamente “La Coz” da voz pero agocha a identidade destes aproveitados) e além, no caso da sua ediçom feita em A Corunha, atopará até quatro artigos escritos e publicados em 24, 26, 27 e 28 de março com crónicas e fotografias que pretendem dar umha má imagem da fantástica laboura realizada no CSO A Insumisa desde que fora okupada e aberta á cidadania em 24 de novembro do ano passado e que mesmo mintem ao respeito dumhas supostas boas relaçons entre governo municipal de A Marea e as okupas. Como prova de tal campanha orquestrada vala esta imagem da busca que figem no google das notícias que tiveram o termo “okupa” e sairam neste falsimédio na última semana:
Como o objetivo deste falsimédio é tergiversar e manipular para assim pretender influir na opiniom das pessoas que nunca se passaram por lá para ver e comprovar polos seus próprios olhos o que lá se está a fazer e construir día a día; as compas que conformam a assembleia (aberta e participativa a quem quiger) do CSO “A Insumisa” virom-se forçadas a respostar as mentiras verquidas e publicar um seu Comunicado na sua página dumha rede social da internet que cópio e colo para ajudar a dar-lhe pulo e difusom; mais tamém dou pulo a um boíssimo comentário assinado por suko5824 (que traduzo) dirigido em resposta a um tal C.Díaz, assinante dos 2 artigos em “La Coz” , quem “aproveitando a que se lhe abrirom as portas (como se fai com qualquer), tomou fotografias onde saem pessoas (sem pedir-lhes permiso), volveu á oficina e para seu benefício laboral e económico persoal, compartilhou informaçom sobre as condiçons, situaçom e incluso pessoas que lá se atopam, publicando 2 artigos num meio de comunicaçom privativo com copyright sobre seus contidos”: Continuar lendo

Ser Anarquista x Ruymán Rodríguez

Ruymán Rodríguez, anarquista da FAGC (Federación Anarquista de Gran Canaria) quem fora torturado pola Guardia Civil tras ser detido sem justificaçom algumha em abril de 2015 como parte da campanha policial para desestabilizar o projeto da Comunidade “La Esperanza”, vem de fazer público no portal AlasBarricadas deste seu artigo que, umha lido e traduzido, subscrevo em case sua totalidade e compartilho (*):

Ser anarquista

Desde que era moi novo e empecei a contatar com outras anarquistas alheias ao meu círculo sempre me sorprendeu a forma de abordar o que poderiamos chamar a “identidade anarquista”. Sim, certamente enténde-se como umha identidade, cultural, filosófica, política, social. Sempre me diziam, cum aire de solemnidade e mirando ao horizonte cos olhos brilhantes: “eu anarquista? Algum día gostaria de se-lo. Estou nisso”. Ou tamém: “anarquista? Essa palavra é demasiado grande para mim. É um processo, ténto-lo”. Faltava música de violim de fundo e um manto de neve que case nunca cae em Canárias. Eu, a pesar de ser moi inexperto e ter a cabeça repleta de leituras, nom sabia moi bem se crêr-mo.

Co passo do tempo nom vim que se rebaixara este discurso. Converter-se em anarquista é entendido por algumhas como umha prova iniciática: de capulho a ser superior. É um processo de anos que require leituras, formaçom, aprender códigos e mil requisitos formais. É case como umha oposiçom. Opositar para anarquista, que grande tarefa.
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Ejército nas ruas de London sob a escusa dos assassinatos dum alienado

Os falsimedios británicos (1 e 2) fam-se eco das declaraçons dos responsaveis policias quem reconhecem nom ter atopado ligaçons entre Adrian Russell Ajao, o inglês autor do ataque na semana passada junto ao parlamento de London e o grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI), que o reclamou como um dos seus “soldados”.

Além aportam o dado inquestionável de que agiu sozinho: “ainda acredito que Masood atuou sozinho nesse dia e nom há informaçom de inteligência que sugira que estejam sendo planejados mais atentados afirmou Neil Basu, assistente do delegado da Scotland Yard, quem acrescentou “é possível que nunca possamos entender por que ele fez isso”.
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O Cunhadismo Progre x Anarkaoss

Colo do Portal Libertário Oaca (e traduzo) este magnífico artigo autoria de Anarkaos:

Muito fála-se do cunhadismo, representado principalmente por personagens como Bertín Osborne, os políticos do partido de Cidadáns ou a direita em geral. Com tudo, pouco fála-se do “Outro cunhadismo”. O cunhadismo de esquerdas, progre ou alternativo, como se prefira chamar. Segundo bem definiu Pablo Iglesias, o cunhadismo seria o uso dialéctico e argumentativo utilizando máximas, lugares comuns, obviedades e tópicos râncios.

Ata aqui, tudo bem, pero Seica a esquerda política nom fai o mesmo ou quanto menos de moi similar forma?
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Câmbio Horário – programa da rádio Kalimera

Entanto meios que se diziam nacionalistas analissam a oportunidade ou nom da muda de horário oficial das espanhas, sem fazer distingos entre Baleares (a mais oriental) e a Galiza (a mais ocidental) tirando de supostos espertos expertos na matéria; eu recupero acá o programa que emitira anos há na rádio Kalimera ao respeito deste tema e depois de sofrer, umha vez mais, a estúpida normativa de modificar umha hora os relojos cada 6 meses. Segundo os governos que manejam nossos horários isto fai-se para aforrar costes energéticos; mas eu hoje acordei a obscuras e tivem que ir acendendo todas as luzes da minha casa para nom tropeçar e cair de bruços, algo que já havia tempo que nom tinha que acometer pois denantes de hoje já case era de día quando soava meu despertador para ir trabalhar.

Volto pois colar este programa de Comochoconto, nesta minha bitácora, que emitira por primeira vez em 2007, co galho da mudança horária do vrâo, e que acho segue em plena atualidade, por mais que me pese. Ne-le fago além umha mençom ao absurdo de que na Galiza tenhamos o mesmo fuso horário que no resto do estado espanhol (agás Canárias) e o mesmo que o que tenhem na Galitzia polaca (!!!) por umha decissom tomada no franquismo polo seu germanismo e a sua fília com o nazismo hitleriano:

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